RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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RIBEIRO. (João) HISTOIRE DE L'ISLE DE CEYLAN,

Ecrite par le Capitaine J. RIBEYRO, & présentée au Roi de Portugal en 1685. Traduite du Portugais par Monsr. L´Abbé Le Grand. Enrichie de Figures en Taille-douce. Suivant la Copie de Trevoux, A AMSTERDAM, Chez J. L. DE LORME, Libraire. M. DCCI. [1701].

In 12º de 16,3x11,2 cm. Com [xxiv], 352 págs. Encadernação do século XIX, com a lombada em pele com ferros a ouro e as pastas em percalina com ferros a seco.

Ilustrado em extratexto com oito gravuras desdobráveis abertas em chapa de metal a talhe doce. A primeira contém um mapa geral de grande formato (x57 cm.) da Ilha de Ceilão, desenhado pelo Senhor de L´Isle e gravado por Bercy; a segunda representa a árvore do cinamon donde se extrai a canela; a terceira a talagaia; a quarta a planta da cidade de Colombo; a quinta a fortaleza da Ponta de Gale; a sexta a baía de Triquinimale e de Cotiari; a sétima a Ilha de Manar; e a oitava uma pormenorizada planta da cidade e do castelo de Cândia. 

O texto em caracteres redondos e alguns itálicos está ornamentado com uma inicial decorada, sete cabeções decorativos e florões de remate.        

Exemplar com assinatura de posse do Conde do Funchal na folha de rosto, com leves desgastes na lombada em especial nas charneiras e com uma chamada a lápis na página 232. 

Muito rara 2ª edição da tradução francesa, publicada no mesmo ano em que a primeira edição viu a luz do dia, em Paris. O texto original em português ainda não tinha sido publicado, (só o foi em 1836). Inocêncio não regista esta edição, assim como os principais catálogos de leilões, que só referem a 1ª edição de Paris, com excepção de Ávila Perez (que regista só sete gravuras) e Reiss & Auvermann.  

O tradutor recebeu o apoio da família dos Condes da Ericeira, nomeadamente do 4ª Conde da Ericeira, D. Francisco Xavier de Meneses e em especial da 3ª Condessa da Ericeira, D. Joana Josefa de Meneses a quem a tradução é dedicada. Na dedicatória o Padre le Grand tece grandes elogios à erudição e ao perfeito domínio da língua francesa, e de vários outros idiomas, que a Condessa D. Joana demonstrava. Este testemunho confirma a fama de grande escritora que D. Joana tinha. 

A obra tem grande interesse para o estudo do domínio de Portugal, na ilha descoberta por D. Lourenço de Almeida em 1506, mas o que levou os estudiosos francêses a traduzir a obra e a editá-la em Paris e Amsterdão no mesmo ano é o seu grande valor para o estudo do povo cingalês do ponto de vista da história, linguística, antropologia, etnologia e cultura.

A presente tradução que precedeu as edições portuguesas é também um subsídio muito importante para a realização da muito necessária edição crítica desta valiosa obra, que até ao presente só conheceu edições de divulgação baseadas em manuscritos avulsos, cujas variantes não foram estudadas.

Nesta obra o Capitão João Ribeiro, que foi testemunha ocular e participante nestes factos, narra os últimos anos de domínio português de Ceilão, de 1640 a 1658, os constantes combates com os invasores holandeses e com o Raja Sinha II, do Reino de Candia, nomeadamente o épico cerco de Colombo, onde os portugueses resistiram ao ataque holandês, desde Outubro de 1655 até Maio de 1656 e a última resistência até à queda da fortaleza de Jafanapatão, a última que ficou na posse de Portugal até 1658.

Na última parte da obra, João Ribeiro critica a política colonial de Portugal por ser excessivamente ambiciosa e estabelecer objectivos muito superiores às capacidades humanas e económicas do país. O autor defende que se devia limitar os domínios portugueses às cidades conquistadas por Afonso de Albuquerque e à Ilha de Ceilão que segundo Ribeiro - «é o melhor pedaço de terra que o Creador pos neste mundo». 

EDIÇÔES: até aos nossos dias foram publicadas as seguintes edições em português e traduções para francês e inglês: Em 1701 uma tradução em língua francesa, sob o título: Histoire de l’ Isle de Ceylan, écrite par le Capitain Jean Ribeyro, & presentée au Roy du Portugal en 1685. A Trevoux, chez Etienne Ganeau, directeur de l’imp. de S. A. S. monsegneur Prince Souverain de Dombes, 1701.

Edição de Paris, por Jean Boudot do mesmo ano de 1701.  

A presente edição de Amsterdão do mesmo ano de 1701. 

O texto em português foi publicado pela primeira vez na Colecção de Notícias para a História e Geografia das Nações Ultramarinas em 1836.

A tradução francesa serviu de base à primeira tradução inglesa: History of Ceylon presented by captain John Ribeyro to the King of Portugal in 1685. Translated from the portuguese, by the Abbe Le Grand. Retranslated from the french edition, with an appendix, containing chapters illustrative, of the past and present condition of the Island by George Lee. Ceylon. Printed at the Government Press. Colombo. 1847.

Nova tradução para inglês foi realizada pelo Dr. Paul E. Pieris, com 1ª edição em Ceilão 1909 e depois sucessivamente reeditada em 1948 e 1949.

A segunda edição em português, com fins de divulgação, saiu com o seguinte título: Fatalidade Histórica da Ilha de Ceilão. Biblioteca da Expansão Portuguesa. 3. Edições Alfa. Lisboa. 1989. Com comentário do Prof. Luís Albuquerque.

JOACHIM LE GRAND (Saint-Lô 1653 - Paris 1733) Padre da Congregação do oratório, foi diplomata, e historiador. Ficou célebre pelo seu vasto trabalho sobre o reinado de Luís XI, em 31 volumes, que ficou manuscrito e é hoje uma fonte preciosa para a história desse reinado. Publicou também estudos sobre a Reforma Protestante e sobre diversos países da Europa para o Departamento dos Negócios Estrangeiros de França.

Foi secretário do Embaixador Francês em Lisboa, Jean d'Estrées e, nessa qualidade, residiu em Portugal de 1692 a 1697, onde recolheu documentação sobre o Império Ultramarino Português, em especial na Biblioteca dos Condes da Ericeira, que usou para a presente tradução da obra de João Ribeiro assim como para a tradução da Relação Histórica da Abissínia, da autoria do Padre Jesuíta Jerónimo Lobo que publicou em Paris, com muitas adicções, no ano de 1728.  

D. JOANA JOSEFA DE MENESES (Lisboa 1651 - 1709) Filha única do 2º Conde da Ericeira, D. Fernando de Meneses, casou com o seu tio D. Luís de Meneses, 3ª Conde de Ericeira. Foi Camarista da Rainha de Inglaterra D. Catarina, entre 1695 e 1705, função muito importante, pois a rainha foi regente de Portugal na menoridade de D. João V. É autora de uma vasta obra que ficou manuscrita e inclui traduções, poesias em diversas línguas, peças de teatro, uma biografia de santo Agostinho e cartas, nomeadamente à Rainha D. Maria de Sabóia. Durante a sua vida publicou traduções do francês e do italiano e um poema com o título - Despertador del Alma, Lisboa, 1695. 

Ref:   

Reiss & Auvermann, Travel and Exploration. Portugal and Spain, 783. 

Duarte Sousa, vol. I, Séculos XV a XVIII, nº 571.

Charles Ralph Boxer. Captain João Ribeiro and his History of Ceilan 1622-1695. JRAS, Journal of the Royal Asiatic Society. 1-2, Abril, 1955. p 1-12.

Avila Perez, 6482. 

Azevedo e Samodães, 2796. 

Aníbal Fernandes Tomás, 4374.

Inocêncio, IV, 25 e X, 338.

Referência: 2105PG003
Local: M-11-D-11


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