RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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XIMENEZ DE SANDOVAL. (Crispín) LAS INSCRIPCIONES DE ORÁN Y MAZALQUIVIR: NOTICIAS HISTÓRICAS SOBRE AMBAS PLAZAS.

Desde la conquista Hasta su Abandono en 1792. Por el General C. Ximenez de Sandoval. Establecimiento Tipográfico de R. Vicente. Madrid. 1867.

De 23x17 cm. Com 126, [i] págs. Brochado. Ilustrado no texto com uma xilogravura tardia, semicircular, condensando vários episódios da batalha num único espaço da conquista de Orã em 1509, conduzida pelas forças de Fernando, o Católico, sob o impulso do cardeal Cisneros.

Exemplar com ligeiros danos de manuseamento nas capas, perda duma parte da capa posterior e ocasionais picos de humidade. 

O texto sob a gravura é particularmente importante porque funciona como uma legenda histórica explicativa da cena representada. Sugere que esta gravura não foi produzida para ser uma simples imagem artística. Faz parte de uma obra historiográfica ou crónica oficial, destinada a narrar e glorificar acontecimentos da monarquia espanhola. O cuidado em enumerar o Papa, a Rainha, Fernando e Cisneros mostra uma intenção de apresentar a conquista como um acontecimento legitimado simultaneamente pela religião, pela dinastia e pelo Estado.

Obra descreve o assalto à cidade fortificada e, sobretudo, celebra o feito como uma vitória simultaneamente militar, religiosa e política, destinada a reforçar a autoridade da monarquia espanhola e a ideia de continuidade da Reconquista no Norte de África. Não segue uma estrutura literária moderna rígida, mas sim um modelo típico de estudos epigráficos do século XIX: é organizada sobretudo por localização, tipo de inscrição e comentário histórico.

Crispín Ximénez de Sandoval e Cramer (Guadalajara, 1813 – Alicante, 1881) foi um oficial militar, Tenente-General do Exército, Cavaleiro de São Fernando, escritor e historiador. Em 1826, foi-lhe concedido o privilégio de ser cadete no Colégio Militar Geral de Segóvia, onde se graduou como segundo-tenente em 1831 e foi designado para o 6º Regimento de Infantaria. Em 1834, foi transferido para o 2º Regimento de Infantaria da Guarda Real, de onde passou em 1835 para o 1º, onde alcançou o posto de tenente nesse mesmo ano. Com este regimento, lutou na Primeira Guerra Carlista, participando nas batalhas de Mendigorría, Arlabán e Luchana, entre outras, e foi condecorado com a Cruz de São Fernando pela segunda dessas batalhas.

Em 1839, foi promovido a capitão de infantaria pela sua atuação na captura dos fortes de Ramales e Guardamino, no ano seguinte a major pelas capturas de Segura e Castellote, e em 1841 a primeiro comandante. Em abril de 1842, ingressou no Corpo do Estado-Maior como segundo em comando, dedicando-se à inspeção e organização de unidades nas províncias de Toledo e Ciudad Real. No ano seguinte, foi promovido a tenente-coronel e, um ano depois, designado para o Exército de Aragão para participar do cerco de Saragoça.

 

 

 

 

 

 


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