RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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SOUSA. (Alberto) PORTAS BRASONADAS DE LISBOA.

30 Desenhos de Alberto Souza. Com notícias históricas dos palácios e outros edifícios e uma resenha dos portais armoriados existentes na cidade de Lisboa. Prefácio do Dr. Júlio Dantas. Documentário Olisiponense. A Penínsular, Lda Editores. Lisboa. 1933.

De 38x29 cm. Com 19 págs. sem numeração. Encadernação inteira de pele, com ferros a ouro na lombada e pasta anterior. Preserva as capas de brochura e tem junto fita marcadora em seda azul. Profusamente ilustrado em extratexto, sobre papel cartolina, com a reprodução de 30 desenhos a cores, do autor, protegidos por folha de papel vegetal. Ornamentado com uma belíssima inicial e um cabeção decorativo.

Exemplar N.º 403 de uma tiragem especial de 500, rubricado pelo autor. Contém picos de humidade. 

Composto e impresso nas Oficinas Gráficas do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras.

Apresenta um extenso prefácio do Dr. Júlio Dantas que valoriza o livro como documento patrimonial e como contributo para a memória histórica da cidade. Segue-se uma breve descrição, com texto em duas colunas, das seguintes portas:
1. Palácio do Conde de Óbidos; 2. Palácio do Marquês do Alegrete; 3. Palácio dos Condes da Figueira; 4. Porta da Ermida do Colégio e Noviciado de Nossa Senhora da Nazaré em Arroios; 5. Palácio da Rosa; 6. Palácio do Poço Novo; 7. Palácio do Machadinho; 8. Palácio dos Condes de Belmonte; 9: Palácio dos Dantas da Cunha; 10: Igreja do Convento da Encarnação; 11: Porta da Igreja do Convento das Flamengas; 12: Palácio do Arcebispo D. Miguel de Castro; 13: Palácio dos Condes de Alvor; 14: Palácio do Salvador; 15: Colégio de S. Pedro e S. Paulo; 16: Igreja de S. Luís; 17: Palácio de Palhavã; 18: Palácio dos Duques de Palmela; 19: Palácio do Conde de Linhares; 20. Palácio dos Marquêses do Louriçal; 21: Igreja de S. Domingos de Benfica; 22: Igreja do Mosteiro de Santo Alberto; 23: Quinta do Portal-Novo; 24: Casa do Comendador Pons; 25: Palácio dos Marqueses de Lavradio; 26: Palácio dos Condes de Almada; 27: Porta do Hospital da Ordem Terceira de S. Francisco; 28: Pórtico do Hospital de S. José; 29: Porta da Irmandade da Igreja de S. José; 30: Porta do Liceu de D. João de Castro. 

Inclui na última folha Notícia de mais algumas portas brasonadas existentes em Lisboa, num total de 15 portas, entre elas a do Palácio da Bemposta, Palácio do Marquês de Pombal, Porta do Hospital de Jesus, Palácio Rio Maior, Quartel de Infantaria n.º 1, entre outras. 

O autor usa um estilo muito próximo do desenho documental com valor quase arqueológico, típico de projetos “olisiponenses” da época, combinando linhas finas e rigorosas, sombra suave por hachura, composição centrada e simétrica, intenção de registo patrimonial. O resultado lembra uma mistura entre desenho técnico de arquitetura, ilustração artística de património inventário heráldico. O objetivo da obra é preservar a memória visual e histórica de uma Lisboa aristocrática e monumental que, já nos anos 1930, começava a desaparecer ou a transformar-se profundamente.

Alberto Sousa (Lisboa, 1885 - Lisboa, 1951) foi um notável aguarelista, ilustrador e desenhador Português. Iniciou os estudos em desenho em 1893 na Escola de Belas-Artes, onde foi discípulo de Manuel de Macedo e de Nicola Bigaglia, mas não chega a terminar o curso. Frequenta escolas industriais e o atelier de desenho industrial Roque Gameiro, na Companhia Nacional Editora. Integra-se na segunda geração de pintores de ar livre, na linha de Carlos Reis.

Pintou essencialmente cenas de praia e de beira-mar, tipos e costumes populares, o traje português, monumentos e arquitecturas de todo o país, tendo documentado em aguarela e ilustração o património nacional. Também ilustrador de livros, colaborou com Roque Gameiro em Quadros da História de Portugal; como etnógrafo, fundou em 1916, com Sebastião Pessanha e Virgílio Correia, a revista de Etnografia e Arqueologia Terra Portuguesa.

 

 

 


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