RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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SAY. (Jean-Baptiste) TRAITÉ D'ÉCONOMIE POLITIQUE,

Ou simple exposition de la manière dont se forment, se distribuent et se consomment les richésses; Seconde Édition entièrement refondue et augmentée d’un épitome des principes fondamentaux de l’économie politique: Par..., ex-membre du Tribunat. Tome Premier [Tome Second]. Antoine-Augustin Renouard. Paris. M. DCCC. XIV. [1814].

2 Volumes de 20,5x13 cm. Com lxxviii, 438; [iv], 483 págs. Encadernações da época inteiras de pele, com rótulos e ferros a ouro na lombada. Cortes das folhas bom belos padrões marmoreados, semelhantes às folhas de guarda.

Ilustrado com uma tabela desdobrável no segundo volume, entre as páginas 418/419, que exemplifica a variação dos valores da dívida pública ao longo do tempo, para mostrar como os gastos do governo afetam a economia.

Exemplar com falta da folha com as págs. xi-xii do primeiro volume, que continha um aviso do livreiro sobre a qualidade da revisão desta edição. Apresenta leves falhas de papel na lombada do segundo volume e esfacelamentos superficiais nas pastas.

Segunda edição rara, inteiramente revista pelo autor, que modificou quase cada página, num trabalho árduo que levou a cabo durante os 11 anos que separam as edições. A primeira edição foi publicada em 1803.

Obra muito importante para a história da economia política, com a exposição dos fundamentos e princípios da economia liberal.

Inclui índices de capítulos nas últimas páginas numeradas de ambos os volumes (435-438 no primeiro e 480-483 no segundo). O segundo volume apresenta ainda um extenso índice com a descrição dos assuntos tratados em cada capítulo da obra, entre as páginas 373 e 418; e um epítome dos princípios fundamentais, entre as páginas 419 e 479, que consiste de um vocabulário explicativo que reúne todos os conceitos-chave discutidos ao longo da obra.

À data da publicação da primeira edição da obra, Say tinha apenas trinta e seis anos. A redação da obra situa-se num momento de viragem na sua trajetória. Em 1799, Say deixou a revista «La Décade philosophique, littéraire et politique», o Primeiro Cônsul nomeou-o para o Tribunal no Comité das Finanças, e no final do ano escreveu «Olbie», uma reflexão sobre uma nova sociedade no âmbito de uma utopia. Foi no início de 1800 que começou a redigir o «Tratado de Economia Política». O livro teve grande sucesso, e Bonaparte, que desejava a colaboração de Say num plano de recuperação das finanças, sugeriu-lhe uma nova edição adaptada às grandes ideias do futuro imperador. As reticências de Say levaram à proibição da publicação da segunda edição, e foi necessário esperar até 1814, com a queda do Império, para que uma nova edição fosse publicada.

O Tratado foi elaborado como um manual, e Say tinha como preocupação torná-lo um meio de difusão da economia política como uma ciência destinada a todos os produtores, e não apenas à administração pública, procurando democratizar e popularizar os seus princípios económicos. O livro, que se distancia claramente do mercantilismo e da fisiocracia, segue, no entanto, os pensamentos de Adam Smith, com o propósito pedagógico de estruturar e clarificar as suas ideias «de modo a tornar a doutrina tão popular que qualquer pessoa dotada de bom senso pudesse compreendê-la no seu todo e nos seus detalhes, e aplicar os princípios em todas as circunstâncias da vida». O Tratado é o primeiro livro que transforma a ciência económica numa exposição didática e organizada segundo uma divisão que dominaria a economia política liberal do século XIX: produção, distribuição, e consumo das riquezas.

São precisamente estes os temas que dividem o tratado nas suas três partes principais. A «produção das riquezas» constitui o primeiro livro da obra e representa quase metade do conjunto. Nela, Say analisa os fatores que influenciam e favorecem a produção, denunciando a inércia dos capitais improdutivos nas mãos da aristocracia, as regulamentações da administração e os monopólios de Estado. Também manifesta, seguindo Smith, a sua hostilidade ao sistema colonial. O livro segundo, «da distribuição das riquezas», é dedicado ao estudo dos rendimentos, que abrangem os lucros industriais, salários e rendimentos de capitais e terras. Por fim, na terceira parte, sobre o «consumo das riquezas», distingue o consumo produtivo do improdutivo, criticando especialmente o consumo público desmedido e a excessiva carga tributária que o acompanha: «As despesas improdutivas do governo, longe de serem favoráveis à produção, são prodigiosamente prejudiciais [...]. O imposto, ao elevar o preço dos produtos, reduz o consumo que se pode fazer deles.».

Jean-Baptiste Say (Lyon, 1767 - Paris, 1832) foi um economista, defensor do liberalismo e académico francês, apologista de um sistema competitivo e de livre-comércio. Começou a sua carreira como comissário bancário e, aos 19 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde testemunhou a Revolução Industrial, o que o influenciou profundamente. Admirador da obra de Adam Smith, «A Riqueza das Nações», Say procurou fazer a síntese entre o liberalismo económico de Smith e os ideais políticos e filosóficos da Revolução Francesa.

Integrou uma comissão de finanças do governo de Napoleão, mas acabou por se recusar a apoiar o regime imperial de Napoleão Bonaparte, que via como uma traição aos ideais revolucionários: a centralização do poder de forma autoritária, práticas de controlo estatal, a imposição de monopólios e regulamentações que limitavam o livre comércio, e a promoção de uma economia voltada para os interesses militares e expansionistas, que exigia um sistema financeiro rígido e uma elevada carga de impostos para sustentar as guerras do Império. Neste período, Say tornou-se fabricante de algodão, gozando de um empreendimento que prosperou.

Com a queda do Império e a restauração da monarquia, Say pôde voltar a publicar. Em 1819 foi nomeado professor no Conservatório Nacional de Artes e Ofícios, cujas lições resultaram no «Curso Completo de Economia Política Prática» (1828-1829); e em 1830 foi nomeado professor no Collège de France, leccionando a cadeira de economia política, criada especialmente para si. Quando faleceu, em Paris, era o economista francês mais famoso da época.

A obra de Say é marcada tanto pela sua fundamentação teórica como pela sua aplicação prática. A famosa «Lei de Say» ou «Lei dos Mercados» sintetiza uma das ideias centrais do seu pensamento: «Os produtos são trocados por produtos», sugerindo que a oferta cria a sua própria procura, uma visão que influenciou profundamente a economia clássica.

 2 volumes. 20.5 × 13 cm. lxxviii, 438; [iv], 483 pp. Original full leather bindings, with labels and gilt tooled titles on the spine. Fine marbled edges, similar to the endpapers.

Illustrated with a fold-out table in the second volume, on pages 418–419, which shows how public debt figures have varied over time, to demonstrate how government spending affects the economy.

Copy is missing the leaf containing pages xi–xii of the first volume, which included a note from the bookseller regarding the quality of the proofreading in this edition. It has slight paper damage on the spine of the second volume and superficial signs of wear in the covers.

Rare second edition, thoroughly revised by the author, who altered almost every page in a painstaking process that spanned the 11 years between the two editions. The first edition was published in 1803.

Highly significant work in the history of political economy, setting out the foundations and principles of liberal economics.

Includes chapter indexes on the final numbered pages of both volumes (435–438 in the first and 480–483 in the second). The second volume also features an extensive index describing the topics covered in each chapter of the work, on pages 373 to 418; and a summary of the fundamental principles, on pages 419 to 479, consisting of an explanatory glossary that brings together all the key concepts discussed throughout the work.

At the time of the publication of the first edition of the work, Say was only thirty-six years old. The writing of the work coincided with a turning point in his career. In 1799, Say left the journal La Décade philosophique, littéraire et politique; the First Consul appointed him to the Finance Committee, and by the end of the year he had written Olbie, a reflection on a new society within the framework of a utopia. It was in early 1800 that he began drafting the Treatise on Political Economy. The book was a great success, and Bonaparte, who wished to enlist Say’s collaboration on a plan to restore the finances, suggested a new edition adapted to the grand ideas of the future emperor. Say’s reluctance led to the second edition being banned, and it was not until 1814, with the fall of the Empire, that a new edition was published.

The Treatise was conceived as a handbook, and Say was keen to make it a means of disseminating political economy as a science intended for all producers, not just the public administration, seeking to democratise and popularise its economic principles. The book, which clearly distances itself from mercantilism and physiocracy, nevertheless follows the thinking of Adam Smith, with the pedagogical aim of structuring and clarifying his ideas ‘so as to make the doctrine so popular that any person of sound judgement might understand it in its entirety and in its details, and apply the principles in all circumstances of life’. The Treatise is the first book to transform the science of economics into a didactic exposition organised according to a division that would dominate nineteenth-century liberal political economy: the production, distribution, and consumption of wealth.

It is precisely these themes that divide the treatise into its three main parts. The ‘production of wealth’ constitutes the first book of the work and accounts for almost half of the whole. In it, Say analyses the factors that influence and promote production, denouncing the inertia of unproductive capital in the hands of the aristocracy, administrative regulations and state monopolies. He also expresses, following Smith, his hostility towards the colonial system. The second book, ‘On the Distribution of Wealth’, is devoted to the study of income, which encompasses industrial profits, wages, and income from capital and land. Finally, in the third part, on the ‘consumption of wealth’, he distinguishes between productive and unproductive consumption, criticising in particular excessive public spending and the excessive tax burden that accompanies it: ‘The unproductive expenditure of the government, far from being favourable to production, is prodigiously harmful [...]. Tax, by raising the price of goods, reduces the consumption that can be made of them.”

Jean-Baptiste Say (Lyon, 1767 – Paris, 1832) was a French economist, advocate of liberalism and academic, and a proponent of a competitive, free-trade system. He began his career as a bank clerk and, at the age of 19, moved to England, where he witnessed the Industrial Revolution, an experience that profoundly influenced him. An admirer of Adam Smith’s work, The Wealth of Nations, Say sought to synthesise Smith’s economic liberalism with the political and philosophical ideals of the French Revolution.

He served on a finance commission under Napoleon’s government, but ultimately refused to support Napoleon Bonaparte’s imperial regime, which he viewed as a betrayal of revolutionary ideals: the authoritarian centralisation of power, state control measures, the imposition of monopolies and regulations that restricted free trade, and the promotion of an economy geared towards military and expansionist interests, which required a rigid financial system and a heavy tax burden to sustain the Empire’s wars. During this period, Say became a cotton manufacturer, running a business that prospered.

With the fall of the Empire and the restoration of the monarchy, Say was able to resume publishing. In 1819 he was appointed professor at the National Conservatory of Arts and Crafts, where his lectures resulted in the ‘Complete Course in Practical Political Economy’ (1828–1829); and in 1830 he was appointed professor at the Collège de France, teaching the chair of political economy, created especially for him. When he died in Paris, he was the most famous French economist of his time.

Say’s work is characterised as much by its theoretical foundations as by its practical application. The famous ‘Say’s Law’ or ‘Law of Markets’ encapsulates one of the central ideas of his thinking: ‘Goods are exchanged for goods’, suggesting that supply creates its own demand, a view that profoundly influenced classical economics.

Referênias/References:
Encyclopædia Universalis,Pierre-Louis REYNAUD : professeur à l'université de Strasbourg-I, SAY JEAN-BAPTISTE (1767-1832). [em linha]
Encyclopædia Universalis, Francis DEMIER : professeur des Universités, université de Paris-X. TRAITÉ D'ÉCONOMIE POLITIQUE, Jean-Baptiste Say. [em linha]
BNF, ark:/12148/cb31307104c


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Referência: 2410SB011
Local: M-9-C-61


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