RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
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PEREIRA DE MELO. (D. Jaime) ULTIMAS ACÇÕES DO DUQUE D. NUNO ALVARES PEREIRA DE MELLO.

Desde 11. de Setembro de 1725. atè 29. de Janeiro de 1727. em que faleceu. Relaçaõ do seu enterro, e das exequias, que se lhe fizeraõ em Lisboa, e nas terras, de que era donatario. Escritas, e Dedicadas Á Magestade de D. JOAÕ V. Rey de Portugal Pelo Duque Dom Jayme seu Estribeiro Mor, dos Conselhos de Estado, e Guerra, Presidente da Meza da Consciencia, e Ordens, & Lisboa Occidental, Na Officina da Musica. M. DCC. XXX. [1730]. Com todas as licenças necessarias.

In folio de 39x30,5 cm. Com [xliv], 370, [ii br., liv] págs. Encadernação inteira de carneira, da época ou pouco posterior, ostentando ao centro de ambos as pastas, gravado a ouro, o super libris monogramático coroado dos Duques do Cadaval.

Ilustrado com um total de 36 magníficas gravuras desenhadas por Quillard notável pintor francês que pouco se dedicou à gravura, só o fazendo para trabalhos muitos especiais como é este caso, e gravadas por François Harrewijn. A gravura do cortejo fúnebre é considerada de grande valor artístico, a mais bela e de melhor execução deste artista francês.

Incluem frontispício gravado, retrato gravado do homenageado; grande gravura desdobrável (47x63,5 cm.) com o cortejo fúnebre, representado em cinco planos; e com 27 Fólios, (sem numeração, no fim do livro) com 33 gravuras impressas só na frente das folhas, 4 deles desdobráveis, 6 com duas gravuras cada uma e 17 com uma gravura de página inteira cada uma.

As gravuras no final do livro mostram as decorações na Igreja de Santa Justa, em Lisboa, durante as exéquias do Duque do Cadaval realizadas pela paróquia e pela Irmandade do Santíssimo Sacramento. A Eça, o mausoléu foram desenhados pelo arquitecto João Baptista de Barros. Assim a gravura 1 mostra a planta do mausoléu, a 2 a urna, as gravuras 3 a 10 mostram tarjas com elementos arquitectónicos com passagens da Escritura sobre a brevidade da vida humana, as gravuras 15 a 18 são emblemas alusivos às principais características do Duque, o tumulo gravura 19 e as gravuras 22 a 33 foram desenhadas por Victorino José Serra e são emblemas que referem os principais feitos do Duque do Cadaval e que são explicados nas páginas 280 a 286.

Texto adornado com um cabeção com as armas de Portugal no início da dedicatória, com um cabeção alegórico relativo aos efeitos destruidores da passagem do tempo, no início das licenças, cabeção alegórico relativo à morte no início do texto e mais outros 10 cabeções alegóricos alusivos à morte e a cerimónias fúnebres, assim como com 11 florões de remate alusivos aos mesmos temas tudo aberto a talhe-doce.

Exemplar com a gravura desdobrável (entre as páginas 54 e 55) espelhada, com dobras restauradas. Pertence manuscrito coevo de na folha de anterrosto. Primeiras folhas com ligeiros sinais de manuseamento, um exemplar limpo e com grandes margens, apresentando todas as gravuras muito frescas.

Homenagem do autor, 3º Duque de Cadaval, a seu pai D. Nuno Alvares Pereira de Mello 1º Duque de Cadaval, Empresa tipográfica de grande envergadura, que contém um grande número de poesias, sermões e a pormenorizada descrição dos dois últimos anos de vida do 1º Duque. Além da excepcional beleza tipográfica é uma obra importante para o estudo da mentalidade das classes dirigentes da época e da vida cultural, literária e religiosa.

D. Nuno Alvares Pereira de Mello (Évora 1638 - Lisboa 1727) 1ª Duque de Cadaval, (carta de mercê de 26 de Abril de 1648) 4º Marquês de Ferreira, 5º Conde Tentúgal. Carta de familiar do Santo Ofício em 1657, General na Guerra da Restauração, participou nos assaltos ao Forte de S. Miguel durante o cerco de Badajoz onde foi gravemente ferido. Em 10 de Março de 1659, foi nomeado Conselheiro de Estado e ministro do despacho da Junta Nocturna. Durante o seu desterro na Vila de Almeida, que tinha sido determinado por D. Afonso VI, participou em vários combates.

Foi um dos principais apoiantes da tomada de poder pelo infante D. Pedro, em 23 de Novembro de 1667 e participou, como Condestável do Reino, nas Cortes de 27 de Janeiro de 1668 em que D. Pedro foi jurado curador do rei e governador dos Reinos, em 9 de Junho desse ano. Entretanto tinha sido o principal membro plenipotenciário das negociações de paz com Castela, que foi assinada em 13 de Fevereiro de 1668. Foi nomeado para o importante cargo de Mordomo-mor da Rainha e desempenhou funções no Concelho Ultramarino de 1670 a 1673. Pertenceu aos Conselhos de estado e da Guerra de D. Afonso VI, D. Pedro II, e D. João V, Desempenhou grande número de importantes cargos durante a regência e o reinado de D. Pedro II, nomeadamente: Presidente da Junta do Tabaco de 1678 a 1698; Presidente do Desembargo do Paço de 1698 até falecer; Ministro plenipotenciário para as negociações, com Espanha, que terminaram pelo tratado de 6 de Maio de 1681; Embaixador à Corte de Turim em 1682 e Mestre de Campo General da Corte e da Província da Estremadura.

D. Jaime Alvares Pereira de Melo (1684-1749), 3º Duque de Cadaval foi Estribeiro-Mor de D. Pedro II e de D. João V, Membro dos Conselhos de Estado e da Guerra e Presidente da Mesa da Consciência e Ordens.

Pierre Antoine Quillard (1701 - 1733) notável pintor e gravador francês que esteve ao serviço de D. João V, desde cerca de 1728 até ao seu falecimento. Quillard só muito poucas vezes se dedicou à gravura, que praticou mais em Portugal para ocasiões especiais. Ernesto Soares considera a sua obra gravada notável pela originalidade e delicadeza.

 In folio. 39x30.5 cm. [xliv], 370, [ii br., liv] pp. Contemporary or slightly later full sheepskin, bearing at the centre of both boards, engraved in gold, the monogrammed crowned super libris of the Dukes of Cadaval.

Illustrated with a total of 36 magnificent engravings drawn by Quillard, a remarkable French painter who dedicated himself little to engraving, only doing so for very special works such as this case, and etched by François Harrewijn. The engraving of the funeral procession is considered of great artistic value, the most beautiful and best executed by this French artist.

Includes engraved frontispiece, engraved portrait of the honoree; large unfolded engraving (47x63.5 cm.) with the funeral procession; and with 27 Folios, (unnumbered, at the end of the book) with 33 engravings printed only on the front of the leaves, 4 of them unfolded, 6 with two engravings each and 17 with one full-page engraving each.

The engravings at the end of the book show the decorations in the Church of Santa Justa, in Lisbon, during the Duke of Cadaval´s funeral ceremonies held by the parish and the Brotherhood of the Blessed Sacrament. The mausoleum was designed by the architect João Baptista de Barros. Engraving 1 shows the plan of the mausoleum, engraving 2 the urn, engravings 3 to 10 show bands of architectural elements with passages from Scripture on the brevity of human life, engravings 15 to 18 are emblems alluding to the Duke´s main characteristics, the tomb engraving 19 and engravings 22 to 33 were designed by Victorino José Serra and are emblems alluding to the Duke of Cadaval"s main deeds, which are explained on pages 280 to 286.

Text adorned with a headpiece bearing Portugal´s coat of arms at the beginning of the dedication, with an allegorical headpiece relating to the destructive effects of the passage of time at the beginning of the licenses, allegorical headpiece relating to death at the beginning of the text and 10 other allegorical headpieces alluding to death and funeral ceremonies, as well as with 11 finishing fleurons alluding to the same themes all openworked in intaglio.

Copy with the fold-out engraving (between pages 54 and 55) mirrored, with folds restored. Coeval handwritten ownership title on the front flyleaf. First few leaves with slight signs of handling, a clean copy with large margins, presenting all engravings in very good condition.

Tribute by the author, 3rd Duke of Cadaval, to his father D. Nuno Alvares Pereira de Mello 1st Duke of Cadaval, a major typographical enterprise, which contains a large number of poems, sermons and the detailed description of the last two years of the 1st Duke´s life. Besides the exceptional typographical beauty it is an important work for the study of the mentality of the ruling classes at that time and of cultural, literary and religious life.

D. Nuno Alvares Pereira de Mello (Évora 1638 - Lisbon 1727) 1st Duke of Cadaval, (Grant of title from April 26, 1648) 4th Marquis of Ferreira, 5th Count of Tentúgal. Carta de familiar del Santo Ofício en 1657, General in the Restoration War, participated in the assaults on the Fort of S. Miguel during the siege of Badajoz where he was seriously wounded. On March 10, 1659, he was appointed Counsellor of State and Minister of Dispatch of the Junta Nocturna. During his banishment to the Vila de Almeida, which had been determined by King Afonso VI, he took part in several combats.

He was one of the main supporters of the seizure of power by Prince Pedro on 23 November 1667 and participated, as Constable of the Realm, in the Cortes of 27 January 1668 in which Pedro was sworn curator of the King and governor of the Realms on 9 June of that year. In the meantime he had been the principal plenipotentiary member of the peace negotiations with Castile which were signed on 13 February 1668. Was appointed to the important post of Lord Chamberlain to the Queen and served on the Overseas Council from 1670 to 1673. He was a member of the Councils of State and of War of Alfonso VI, Pedro II, and João V. He held a number of important posts during the regency and reign of Pedro II, namely: President of the Junta do Tabaco from 1678 to 1698; President of the Desembargo do Paço from 1698 until his death; Minister plenipotentiary for the negotiations, with Spain, which ended with the treaty of 6 May 1681; Ambassador to the Court of Turin in 1682 and General Field Master of the Court and the Province of Estremadura.

D. Jaime Alvares Pereira de Melo (1684-1749), 3rd Duke of Cadaval, was Grand Equerry to King Pedro II and King João V, member of the Councils of State and War, and President of the Mesa da Consciência e Ordens.

Pierre Antoine Quillard (1701 - 1733) was a remarkable French painter and engraver who was in the service of King John V from around 1728 until his death. Quillard only rarely dedicated himself to engraving, which he practised more in Portugal, for special occasions. Ernesto Soares considers his engraved work remarkable for its originality and delicacy.

Referências/References:

Inocêncio, III, 256. Samodães, 2056. Ernesto Soares, História da Gravura Artística em Portugal, II, 492-506, Nº 1658. .

Referência: 2112AD002
Local: M-4-A-35


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