RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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SAY. (Jean-Baptiste) COURS COMPLET D'ÉCONOMIE POLITIQUE PRATIQUE;

Ouvrage destiné a mettre sous les yeux des hommes d'État, des propriétaires fonciers et des capitalistes, des savans, des agriculteurs, des manufacturiers, des négocians, et en général de tous les citoyens, L'ÉCONOMIE DES SOCIÉTÉS; par Jean-Baptiste SAY, auteur du Traité et du Catéchisme d'Économie Politique, membre de la plupart des académies de l'Europe. Tome Premier [Tome Second, Tome Troisième, Tome Quatrième, Tome Cinquième, Tome Sixième, Tome Septième]. A PARIS, CHEZ RAPILLY, LIBRAIRE. CHAMEROT, LIBRAIRE. 1828, 1828, 1828, 1829, 1829, 1829, 1833.

7 volumes de 21x13,5 cm. Com vi, 458; vii, [i em br.], 479; vii, [i em br.], 472; viii, 490; viii, 393; vii, [i em br.], 451; vii, [i em br.], xxviii, 472 págs.

Encadernações inteiras de pele, com dois rótulos - um com o número do volume, outro com o título da obra e as iniciais do autor - e ferros a ouro na lombada. Apresentam folhas de guarda decorativas, com um padrão marmoreado semelhante ao do corte das folhas.

Ilustrado em extratexto: entre as páginas 238 e 239 do primeiro volume, com um desdobrável de título «Tableau Synoptique de ce qui compose les fonds productifs d'une nation quelconque»; no segundo volume, sobre papel mais encorpado, com um diagrama de título «Pyramide représentant les fortunes des individus».

Exemplar com a pele das encadernações ligeiramente cansada. Tem assinaturas de posse, em letra coeva, na folha de anterrosto do primeiro volume; na folha de rosto do terceiro volume; na folha de guarda posterior do sétimo volume. Algumas folhas apresentam manchas e picos de humidade, assim como algum acastanhamento do papel, sendo este mais pronunciado no quarto, quinto, sétimo e início do segundo volume. Contém pequenas falhas de papel, nas margens das folhas que contêm as páginas: 275-276, Vol. I; 305-306, Vol. I; 33-34, Vol. IV; 353-354, Vol. V.

As folhas de rosto dos volumes I a VI apresentam a seguinte citação: «Après tout, la solidité de l'esprit consiste à vouloir s'instruire exactement de la manière dont se font les choses qui sont le fondement de la vie humaine. Toutes les plus grandes affaires roulent là-dessus. FÉNELON.»

Os seis volumes, publicados de 1828 a 1829, foram todos editados por Rapilly, enquanto que o sétimo volume, por ser um volume complementar que contém a obra postuma - essencialmente cartas - de Jean-Baptiste Say, foi editado por Chamerot.

Este último volume tem uma folha de rosto distinta: «Volume complémentaire. MÉLANGES ET CORRESPONDANCE D'ÉCONOMIE POLITIQUE; ouvrage posthume DE JEAN-BAPTISTE SAY; publié par Charles Comte, son gendre, Membre de la Chambre des Députés, Secrétaire perpétuel de l'Academie des Sciences morales et politiques de l'Institut, etc. Tome Septième. PARIS. CHAMEROT, LIBRAIRE, 1833».

A obra divide-se em 9 partes, além da introdução, ao longo dos seis primeiros volumes: «Considérations Générales. Première Partie - De la Production des Richesses. Deuxième Partie - Application des Principes de l'Économie Politique aux Diverses Industries. Troisième Partie - Des Échanges et des Monnaies. Quatrième Partie - Influence des Institutions sur l'Économie des Sociétés. Cinquième Partie - Exposition de la Manière dont les Revenus sont Distribués dans la Société. Sixième Partie - Du Nombre et de la Condition des Hommes. Septième Partie - Des Consommations Opérées dans la Société. Huitième Partie - Des Finances Publiques. Neuviême Partie - Notion Complémentaires». O último volume é prefaciado por uma curta biografia de Jean-Baptiste Say, por Charles Comte.

Jean-Baptiste Say (Lyon, 1767 - Paris, 1832) foi um economista, defensor do liberalismo e académico francês, apologista de um sistema competitivo e de livre-comércio. Começou a sua carreira como comissário bancário e, aos 19 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde testemunhou a Revolução Industrial, o que o influenciou profundamente. Admirador da obra de Adam Smith, «A Riqueza das Nações», Say procurou fazer a síntese entre o liberalismo económico de Smith e os ideais políticos e filosóficos da Revolução Francesa.

Integrou uma comissão de finanças do governo de Napoleão, mas acabou por se recusar a apoiar o regime imperial de Napoleão Bonaparte, que via como uma traição aos ideais revolucionários: a centralização do poder de forma autoritária, práticas de controlo estatal, a imposição de monopólios e regulamentações que limitavam o livre comércio, e a promoção de uma economia voltada para os interesses militares e expansionistas, que exigia um sistema financeiro rígido e uma elevada carga de impostos para sustentar as guerras do Império. Neste período, Say tornou-se fabricante de algodão, gozando de um empreendimento que prosperou.

Com a queda do Império e a restauração da monarquia, Say pôde voltar a publicar. Em 1819 foi nomeado professor no Conservatório Nacional de Artes e Ofícios, cujas lições resultaram no «Curso Completo de Economia Política Prática» (1828-1829); e em 1830 foi nomeado professor no Collège de France, leccionando a cadeira de economia política, criada especialmente para si. Quando faleceu, em Paris, era o economista francês mais famoso da época.

A obra de Say é marcada tanto pela sua fundamentação teórica como pela sua aplicação prática. A famosa «Lei de Say» ou «Lei dos Mercados» sintetiza uma das ideias centrais do seu pensamento: «Os produtos são trocados por produtos», sugerindo que a oferta cria a sua própria procura, uma visão que influenciou profundamente a economia clássica.

 7 volumes, 21 × 13.5 cm. vi, 458; vii, [i blank], 479; vii, [i blank], 472; viii, 490; viii, 393; vii, [i blank], 451; vii, [i blank], xxviii, 472 pp.

Full leather bindings, with two labels – one bearing the volume number, the other the title of the work and the author’s initials – and gilt tooled spines. Decorative endpapers with a marbled pattern similar to the marbled edges.

Illustrated hors-texte: between pages 238 and 239 of the first volume, with a fold-out entitled Tableau Synoptique de ce qui compose les fonds productifs d’une nation quelconque; in the second volume, on heavier paper, with a diagram entitled Pyramide représentant les fortunes des individus.

Copy with the binding leather showing slight signs of wear. Handwritten ownership titles on the half-title page of the first volume; on the title page of the third volume; and on the back pastedown of the seventh volume. Some leaves show damp stains and spots, as well as some browning of the paper, which is more pronounced in the fourth, fifth, seventh and early pages of the second volume. It contains small paper flaws at the margins of the leaves containing pages: 275–276, Vol. I; 305–306, Vol. I; 33–34, Vol. IV; 353–354, Vol. V.

The title pages of volumes I to VI feature the following quotation: «Après tout, la solidité de l'esprit consiste à vouloir s'instruire exactement de la manière dont se font les choses qui sont le fondement de la vie humaine. Toutes les plus grandes affaires roulent là-dessus. FÉNELON.» (After all, the strength of the mind lies in seeking to understand precisely how the things that form the foundation of human life are done. All the greatest matters hinge on this. FÉNELON.)

The six volumes, published between 1828 and 1829, were all edited by Rapilly, whilst the seventh volume, being a supplementary volume containing the posthumous works – essentially letters – of Jean-Baptiste Say, was edited by Chamerot.

This final volume has a separate title page: «Volume complémentaire. MÉLANGES ET CORRESPONDANCE D'ÉCONOMIE POLITIQUE; ouvrage posthume DE JEAN-BAPTISTE SAY; publié par Charles Comte, son gendre, Membre de la Chambre des Députés, Secrétaire perpétuel de l’Academie des Sciences morales et politiques de l’Institut, etc. Tome Septième. PARIS. CHAMEROT, LIBRAIRE, 1833». (Supplementary Volume. MISCELLANEOUS WRITINGS AND CORRESPONDENCE ON POLITICAL ECONOMY; a posthumous work by JEAN-BAPTISTE SAY; published by Charles Comte, his son-in-law, Member of the Chamber of Deputies, Permanent Secretary of the Academy of Moral and Political Sciences of the Institute, etc. Volume Seven. PARIS. CHAMEROT, BOOKSELLER, 1833).

The work is divided into nine parts, in addition to the introduction, across the first six volumes: «Considérations Générales. Première Partie - De la Production des Richesses. Deuxième Partie - Application des Principes de l'Économie Politique aux Diverses Industries. Troisième Partie - Des Échanges et des Monnaies. Quatrième Partie - Influence des Institutions sur l'Économie des Sociétés. Cinquième Partie - Exposition de la Manière dont les Revenus sont Distribués dans la Société. Sixième Partie - Du Nombre et de la Condition des Hommes. Septième Partie - Des Consommations Opérées dans la Société. Huitième Partie - Des Finances Publiques. Neuviême Partie - Notion Complémentaires». The final volume is prefaced by a short biography of Jean-Baptiste Say, written by Charles Comte.

Jean-Baptiste Say (Lyon, 1767 – Paris, 1832) was a French economist, advocate of liberalism and academic, and a proponent of a competitive, free-trade system. He began his career as a bank clerk and, at the age of 19, moved to England, where he witnessed the Industrial Revolution, an experience that profoundly influenced him. An admirer of Adam Smith’s work, The Wealth of Nations, Say sought to synthesise Smith’s economic liberalism with the political and philosophical ideals of the French Revolution.

He served on a finance commission under Napoleon’s government, but ultimately refused to support Napoleon Bonaparte’s imperial regime, which he viewed as a betrayal of revolutionary ideals: the authoritarian centralisation of power, state control measures, the imposition of monopolies and regulations that restricted free trade, and the promotion of an economy geared towards military and expansionist interests, which required a rigid financial system and a heavy tax burden to sustain the Empire’s wars. During this period, Say became a cotton manufacturer, running a business that prospered.

With the fall of the Empire and the restoration of the monarchy, Say was able to resume publishing. In 1819 he was appointed professor at the National Conservatory of Arts and Crafts, where his lectures resulted in the ‘Complete Course in Practical Political Economy’ (1828–1829); and in 1830 he was appointed professor at the Collège de France, teaching the chair of political economy, created especially for him. When he died in Paris, he was the most famous French economist of his time.

Say’s work is characterised as much by its theoretical foundations as by its practical application. The famous ‘Say’s Law’ or ‘Law of Markets’ encapsulates one of the central ideas of his thinking: ‘Goods are exchanged for goods’, suggesting that supply creates its own demand, a view that profoundly influenced classical economics.


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Referência: 2106SB133
Local: M-16-D-11


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