RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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VALENÇA. (D. Francisco de Portugal, 2º Marquês de) INSTRUCÇAM, QUE O MARQUEZ D. FRANCISCO DE PORTUGAL, DO CONSELHO DE SUA MAGESTADE DA A SEU FILHO PRIMOGENITO D. JOSEPH MIGUEL JOAM DE PORTUGAL CONDE DE VIMIOSO.

LISBOA. Na Offic. de MIGUEL RODRIGUES. Impressor do Eminent. Senhor Card. Patriarca. M. DCC. XLV. [1745] Com todas as licenças necessarias.

In 8º de 15x10 cm. Com 88, [vii] págs. Brochado com capas em papel marmoreado da época. Ilustrado com gravura xilográfica no centro da folha de rosto com a armas dos Condes de Vimioso e com cabeções e iniciais ornamentadas no texto. 

Impressão muito nítida em caracteres redondos, com os títulos correntes em caracteres itálicos, sobre papel de linho muito encorpado.   

Exemplar com assinatura de posse nas folhas de guarda posteriores, com pequena mancha de tinta ferrogálica na página 46, que não afecta a leitura e com desgastes de manuseamento na lombada e nos cantos.  

1ª Edição muito rara, pois foi impressa para oferecer a parentes e amigos. Barbosa Machado não refere nem esta edição, nem a 2ª edição, mas apenas um manuscrito de 1735. Inocêncio não viu exemplares e nos aditamentos no vol. IX refere um paginação errada. A 2ª edição foi publicada em 1746. 

Obra muito importante para o estudo das classes dirigentes do Antigo Regime de Portugal entre o século XV e o século XVIII, em especial para o estudo das formas de educação e transmissão de conhecimentos entre as sucessivas gerações numa época em que as pessoas eram classificadas pela nobreza da sua ascendência. 

Esta obra insere-se, por um lado na tradição da nobreza da Península Ibérica de ensinar e transmitir aos seus descendentes a mentalidade e visão do mundo do seu grupo social, para que o prestígio dos seus título ficasse assegurado para a posteridade e, por outro lado, a presente Instrução dá grande destaque à necessidade de uma elevada e exigente vida espiritual e religiosa - segundo Barbosa Machado, o autor «era rigidamente severo nas matérias pertencentes à religião» - sendo provável que D. Francisco de Portugal pertencesse ou fosse próximo do movimento religioso da Jacobeia, que conheceu grande difusão em Portugal nos finais do século XVII e inícios do século XVIII e que abrangia religiosos e leigos, propugnava uma renovação espiritual e uma adequação dos costumes aos ensinamentos do catolicismo. 

D. Francisco de Portugal, 8º Conde de Vimioso era de ascendência real (o 1º Conde de Vimioso era filho bastardo de D. Afonso de Portugal, Bispo de Évora e bisneto de D. João I) e, como era característico dos membros da sua classe, durante toda a sua vida procurou aumentar a influência e o prestígio da sua linhagem, tendo obtido cada vez mais promoção social (entre muitas outras honrarias: 2º Marquês de Valença por carta de 10 de Março de 1716, mordomo-mor da Rainha D. Maria Ana de Áustria, em 30 de Maio de 1749). Mesmo assim sentiu-se sempre injustiçado e recusou outras nomeações para funções que considerou indignas do seu estatuto. Manteve uma prolongada disputa nos tribunais pela posse do Morgado de Basto, que só veio a decidir-se muitos anos depois, em finais do século XVIII a favor dos Condes da Caparica. Esta faceta do seu caracter também é muito vísivel na presente obra e na outra em que publicou a instrução que deu ao seu segundo filho, D. Miguel Lúcio de Portugal e Castro.       

Os ensinamentos contidos nesta Instrucção foram bem seguidos pelo seu filho e sucessor nos títulos, pois o 3º Marquês de Valença e 9º Conde de Vimioso, D. José Miguel João de Portugal foi uma destacada personagem da cultura portuguesa do século XVIII, sucedeu a seu pai como membro da Academia Portuguesa da História e deixou um extensa obra literária, oratória e poética, de que se destaca a Vida do Infante D. Luís, estudos sobre princesas e rainhas de Portugal e as duas instrucções que deu a dois dos seus filhos a exemplo do seu pai.       

D. Francisco de Paula Portugal e Castro (Lisboa 1679 - 1749) 8º Conde de Vimioso e 2º Marquês de Valença. Foi Académico da Academia Real da História e da Academia dos Ocultos. É considerado um dos mais influentes intelectuais da época e um escritor de grande nível notável pela qualidade do seu estilo. Publicou obras de oratória, de crítica literária e sobre temas religiosos além das Instruções, que deu a seus filhos. 

Ref:   

José Adriano de Freitas de Carvalho. Pais e Nobres, Cartas de Instrução para a Educação de Jovens Nobres. Centro Inter-Universitário de História da Espiritualidade. Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 2009

José Adriano de Freitas de Carvalho. As Instrucções de D. Francisco de Portugal, Marquês de Valença, a seus filhos. Um texto para a Jacobeia? In Península, revista de estudos Ibéricos, 2004, p. 319.     

Ameal, 1829.  

Condessa da Azambuja, 2005. 

Palha, I, 423. Incluída num lote com mais uma instrução deste autor e com outra obta do mesmo género dada por seu filho a um dos seus netos.  

Inocêncio III, 27 a 29 e IX, 57 e 58. 

Barbosa Machado II, 232 a 235 e IV, 141.

Referência: 2103MA527
Local: SACO PG63


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