RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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SALGADO. (Heliodoro) O CULTO DA IMACULADA.

Estudos criticos e historicos sobre a mariolatria. Livraria Chardron. Porto. 1905.

De 20x13,5 cm. Com lxiv, 380, [ii] págs. Encadernação da época com lombada e cantos em pele. Lombada decorada com nervos e ferros a ouro. Preserva as capas de brochura.

Exemplar com assinatura de posse na folha de anterrosto e sublinhados a lápis no texto.

Apresenta, na capa de brochura e na folha de rosto o seguinte sumário da obra: I - A Virgem antes do Cristianismo. II - Crença actual relativa à mãe de Jesus. III - A Virgem à face dos Livros Santos. IV - Evolução da superstição marinista até Pio IX. V - A Imaculada Conceição e a Virgindade de Maria. VI - As festas da Virgem. VII - Milagres da Virgem. VIII - Lourdes: culto das grutas e das fontes. IX - As manifestações reaccionárias de 1904. Appendice: 1º Pio IX, O Pontífice da Imaculada, 2º O Syllabus. As páginas preliminares contêm umas valiosas «Notas autobiográficas» em que o autor descreve em pormenor como se fez «livre-pensador» e como passou: «a guerrear a Fé em nome da Razão, a Igreja em nome da Liberdade, o Cristianismo em nome da Justiça.». Inclui bibliografia e índice. O autor defende que o culto prestado à Virgem Maria, pela Igreja Católica é uma superstição, com origem em religiões anteriores, sem fundamento nas escrituras e que os dogmas, da Virgindade de Maria e da sua Conceição Imaculada, não foram sempre crença da Igreja Católica. Inclui violentos ataques à Aparições de Lourdes, sendo a vidente Bernardete Soubirous, «histérica sugestionada», «pobre histérica» e «a frase atribuída á Virgem é o que há de mais estupidamente imbecil», a transcrição do manifesto escrito pelo autor quando a sua conferência prevista para a Covilhã foi proibida, a descrição de confrontos entre anticlericais e católicos, da proibição de procissões em louvor da Virgem e ataques ao papa Pio IX, que definiu o dogma da Imaculada Conceição. Obra muito importante para o estudo das ideias dominantes nos meios intelectuais de fins do século XIX e inícios do século XX. O seu estudo adquire ainda mais importância, pois as ideias defendidas nesta obra tornaram-se a trave mestra do Partido Republicano e depois do Partido Democrático de Afonso Costa, que as usou como forma de combate pelo poder político.

Heliodoro Salgado (Lagoa, Santiago de Bougado, Trofa 1861 - Lisboa 1906) jornalista e publicista anticlerical aderiu à maçonaria em 1890 com o nome de «Lutero». Foi militante do Partido dos Operários Socialistas, aderiu ao Partido Republicano em 1890, candidatou-se a deputado pelo Porto, nas eleições gerais de Março desse ano, sendo derrotado. Mudou-se para Lisboa em 1897, em 1898 passou a integrar a Comissão Municipal Republicana de Lisboa, como suplente, foi eleito membro do Centro Republicano Pátria, membro da Assembleia Geral da Associação Propagadora do Registo Civil. Nos últimos anos de vida foi arquivista do Directório do Partido Republicano.

Referência: 1805PG056
Local: I-7-E-11


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