RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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CAETANO DE SOUSA. (António) HISTORIA GENEALOGICA DE CASA REAL PORTUGUEZA,

DESDE A SUA ORIGEM ATE’ O PRESENTE, com as Familias ilustres, que procedem dos Reys, e dos Serenissimos Duques de Bragança, JUSTIFICADA COM INSTRUMENTOS, e Escritores de inviolável fé, E OFFERECIDA A ELREY D. JOAÕ V. NOSSO SENHOR, POR D. ANTONIO CAETANO DE SOUSA, Clerigo Regular, e Academico do Numero da Academia Real. TOMO I [ao TOMO XII]. LISBOA OCCIDENTAL, Na Officina de JOSEPH ANTONIO DA SYLVA, Impressor da Academia Real. M. DCC. XXXV. – M. DCCC. XLVIII. [1735-1748].

12 tomos em 13 volumes encadernados em 14 [o tomo XI encadernado em 2 volumes separados mas com a paginação seguida. O último tomo XII consta de 2 volumes ou partes, considerado pelo autor o 12º e 13º tomos].

PROVAS DA HISTORIA GENEALOGICA DA CASA REAL PORTUGUEZA, Tiradas dos Instrumentos dos Archivos da Torre do Tombo, da Serenissima Casa de Bragança, de diversas Cathedraes, Mosteiros, e outros particulares deste Reyno, POR D. ANTONIO CAETANO DE SOUSA, Clerigo Regular, Academico de Numero da Academia Real. TOMO I [ao TOMO VI]. LISBOA OCCIDENTAL, Na Officina SYLVIANA da Academia Real. M. DCC. XXXIX. – M. DCC. XLVIII. [1739-1748]. 6 tomos em 6 volumes.

INDICE GERAL DOS APPELLIDOS, NOMES PROPRIOS, e cousas notáveis, que se compreendem nos treze Tomos DA HISTORIA GENEALOGICA DA CASA REAL PORTUGUEZA, E DOS DOCUMENTOS COMPREHENDIDOS NOS SEIS VOLUMES de Provas, com que se acha autorizada a mesma Historia. LISBOA, Na Regia Officina Sylviana, e da Academia Real. M.DCC.XLIX. [1749]. 1 volume.

Colecção completa com 19 tomos, impressos em 20 volumes e encadernados em 22 encadernações.

Magnificas encadernações da época inteiras de pele mosqueada, com rótulos vermelhos, nervos e ferros a ouro lavrados em casas fechadas nas lombadas. Os cortes das folhas carminados. Alguns volumes apresentam pequenas falhas de pele nas coifas das lombadas.

Exemplar com ex-librís gravado de Branca Gomes em todos os volumes, apresentando um girassol no centro da parte superior rodeado por ramagens de elegante e belo desenho que ocupam a maior parte do ex-libris, se sobrepõem à moldura do lado direito e estão apoiadas num livro deitado na parte central em baixo com Gomes escrito na segunda casa da lombada. Na parte inferior do lado esquerdo é visível uma candeia acesa colocada sobre dois livros deitados, com flores ao lado e na parte inferior do lado direito tem um livro deitado com o título na lombada - Os Luzyadas, onde se apoia uma coruja. Por baixo deste conjunto, no seu embasamento está escrito o nome do possuidor do ex-libris – Branca, enquadrado por folhagens de ambos os lados. O ex-libris está assinado com as iniciais CWS, e datado de 1890 escritos numa pequena cartela ao lado da coruja. Belo ex-libris pertencente a Branca Gomes constituído por uma elaborada alegoria do amor do conhecimento do estudo e da sabedoria simbolizados pelos elementos que o compõem: Girassol, candeia acesa, coruja e livros.

Obra impressa sobre papel de linho muito alvo e encorpado, apresenta grande sonoridade. Na impressão foram utilizados excelentes caracteres redondos muito esmaltados. As folhas de rosto impressas a duas cores, com excepção do volume do índice.

O impressor iniciou a impressão da obra como impressor da Academia Real da História, mas, em 1739 durante a impressão da mesma, passou a ser o impressor da Casa Real Portuguesa, dando assim origem à Imprensa Nacional.

O texto dos primeiros 12 volumes da obra está magnificamente adornado com 31 belas vinhetas com retratos régios, vinhetas alegóricas, vinhetas com emblemática, cabeções de remate, 47 capitulares historiadas e brasões heráldicos da Casa Real portuguesa, tudo aberto por Simmon e Debrie.

Ilustrações: No Iº tomo apresenta a gravura em anterrosto com alegoria da Monarquia Lusitana da autoria de Vieira Lusitano e acabada ao buril por P. de Rochefort, um retrato de meio corpo do autor desenhado ao vivo e aberto por Debrie em 1735; a dedicatória apresenta magnífico cabeção alegórico com o escudo da Casa Real portuguesa ladeado pela fama e vários querubins desenhado e gravado por Debrie em 1735. O prefácio apresenta à cabeça a famosa vinheta com a biblioteca "Mafra?" gravada por Debrie. A introdução apresenta à cabeça uma bela vinheta com uma cena de batalha.

O tomo IV apresenta antes do texto uma vinheta com um retrato de meio corpo de D. João V em moldura oval, ladeado por figuras alegóricas e o escudo das armas reais portuguesas, assin. 'G. F. L. Debrie inv. et sculp 1740'. Ao longo do texto apresenta 49 fólios com gravuras com frente e verso de 118 espécimens de sigilografia régia portuguesa (selos e siglas das chancelarias dos reis de Portugal), e 191 gravuras com frente e verso de espécimens de moedas e 20 medalhas régias portuguesas abertas por Debrie.

Exemplar com ex-libris de Álvaro de Azeredo em todos os volumes, apresenta margens muito generosas, assim como leves ocasionais e manchas de humidade marginais. Apresenta o tomo X encadernado em 2 volumes. O tomo XI com o caderno Ll repetido pags. 283 a 290.

 HISTORIA GENEALOGICA DE CASA REAL PORTUGUEZA. Royal Academy. M. DCC. XXXV. – M. DCCC. XLVIII. [1735-1748]. 12 books in 13 volumes bound in 14 [book XI bound in two separate volumes with sequential pagination. The last volume XII is composed of 2 volumes or parts, which the author considers the 12th and 13th books].

– PROOF OF THE GENEALOGIC HISTORY OF THE PORTUGUESE ROYALHOUSE, M. DCC. XXXIX. – M. DCC. XLVIII. [1739-1748]. 6 books in 6 volumes.

– GENERAL INDEX OF LAST AND FIRST NAMES. M.DCC.XLIX. [1749]. 1 volume.

Complete collection with 19 books, printed in 20 volumes and bound in 21.

Binding: Contemporary full calf, with red labels, raised bands and gilt tools on spine. Red edges.

Work printed on very white and thick linen paper. Printed with excellent round and glazed characters. The title pages are printed in two colours, except the volume with the index.

The print house started to print the work as printer for the Royal Academy of History but, in 1739,  it started working as printer of the Portuguese Royal House, later the National Printhouse [Imprensa Nacional] still existing.

The text of the first 12 volumes his decorated with 31 beautiful vignettes with royal portraits; alegoric vignettes;  symbolic vignettes; tail-pieces; 47 decorated capital letters; and coats of arms of the Portuguese Royal House, all engraved by Simmon and Debrie.

Copy with ex-libris of Álvaro de Azeredo in all volumes, with very generous margins and slight moisture stains.

Obra:

Bibliografia/Bibliography: Barbosa Machado, Inocêncio, Brunet, Pinto de Matos, Samodães, Soares, Ernesto Soares, Hist. Grav. em Portugal. (vide infra).

Colação/Collation:

História Genealógica/Genealogic History:

Tomo I: 1735 - [22], CCXXXII, [6], 460 [aliás 487], [4] págs. 1 front. grav. 1 retr., 26 fólios extratexto [com numeração própria 1-26] ilustr. Com arv. geneal. e 2 tábuas desdob. com arv. geneal. [numeradas I e II].

Tomo II: -1736 - [10], 694 [aliás 696: 1 fólio br. entre as págs. 672 e 673] 6 fólios com arv. geneal. nas págs. 67, 101, 147, 167, 497, 653 e 659], [2] págs. 1 tábua desdob. com arv. geneal. [numerada III].

Tomo III: 1737 - [20], 691 [aliás 693, [3] págs. 1 tábua desdob. com arv. geneal. [numerada IV]. 1 fólio branco antes da tab. a seguir á pág. 666.

Tomo IV: - 1738 - [14 (2br)], de 1-a-59 e de 99-a-493 [aliás 497: 4 fólios com arv. geneal. numerados só pela frente nas págs. 10-14] págs. 19 gravuras com 118 selos régios portugueses, numeradas cxviii e (A-T), entre as págs. 59 e 99 e no final 30 fólios com gravuras de 211 moedas e medalhas portuguesas numeradas até 191 e (A-Z), (AA-GG). Todas os 49 fólios com gravuras impressos na frente, o iáto das páginas 60 a 98 corresponde ás gravuras.

Tomo V: 1738 - [10], 726 págs.

Tomo VI: 1739 - [8], 732 [aliás 734] págs. O último fólio em branco. 1 tábua desdob. com arv. geneal. na pág. 707 [numerada V].

Tomo VII: 1740 - [8], 786 págs.

Tomo VIII: 1741 - [12], 541, 64 págs. 1 tábua desdob. com árvore genealógica na pág. 521 [numerada VI].

Tomo IX: 1742 - [16], 732 [aliás 738], [2] págs. [paginação repetida em 3 fólios nº 36, 223 e 723]. 4 tábuas desdob. com árvores genealógicas [numeradas VII, VIII; IX e X].

Tomo X : 1743 - [16 1 fól. br. antes do anterosto], 442 págs. 1 tábua desdob. com arv. geneal. [numerada XI]. 

Tomo X b: págs. 443-955, [1] págs 2 tábuas desdob. com arv. geneal. [numeradas XII e XIII].

Tomo XI: 1745 - [16], 605 [aliás 599] págs. [salto de paginação de 350 para 357]. 3 tábuas desdob. com arv. geneal. [numeradas XIV, XV, XVI, XVII e XVIII].

Tomo XI b - [2], 607-953, [89] págs. 2 tábuas desdob. com arv. geneal. [numeradas XIX e XX]. [O vol. não apresenta folha de rosto própria por ser continuação do anterior]. Falta tabs. XIX e XX

Tomo XII - parte I: 1747 - [8], 699, [68] págs. 8 tábuas desdob. com arv. geneal. [numeradas XXI, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI, XXVII e XVIII].

Tomo XII - parte II: 1748 - [4], LXXII, [4], 701-1157 [aliás 1155], 36 págs. 10 tábuas desdob. com arv. geneal. [numeradas XXIX, XXX, XXXI, XXXII, XXXIII, XXXIV, XXXV, XXXVI, XXXVII e XXXVIII].

Tomo XIII - Índice Geral/General Index: 1749 - [4], 435 págs.

Provas/Proof:

Tomo I: 1739 - [12], 1-140-[2]-141-221-663, [55] págs. destas últ. 3 brancas.

Tomo II: 1742 - [12], 844 págs.

Tomo III: 1744 - [12], 808 págs.

Tomo IV: 1745 - [18], 847 págs.

Tomo V: 1746 - [16 (2br)], 715 págs.

Tomo VI: 1748 - [10], 703 págs.

Referências bibliográficas/Bibliographic references

PINTO DE MATTOS, 534: « A Historia Genealogica completa é obra estimada até no estrangeiro, à qual Brunet chama «Ouvrage capital dans son genre» e diz ter-se vendido por 190. 210 fr.; e Heber por 13 libras e 13 shilings; vendeu-se por 36$000 reis, Sousa Guimarães; e por 25$000 Castro».

BRUNET V, 466: «Ouvrage capital dans son genre. Les 20 vol. Ont été vend. 210 fr. Brito, en 1827; 13 liv. 13 sh. Heber; Sampayo, sans les portraits qui se trouvent dans d’autres exempl., et qui ont été publiés à part, sous ce titre: Serie dos reis de Portugal. Lisboa, Silva, 1843».

BARBOSA I, 228 : «D. António Caetano de Sousa nasceu em Lisboa, a 30 de Maio de 1674. [...] Sendo eleito Académico Real dos primeiros cinquenta, de que se formou este corpo literário enquanto não desempenhava o argumento das Memórias dos Bispados ultramarinos que lhe foram cometidos à sua pena para não ser acusado de menos diligente, ideou, e felizmente conseguiu a História Genealógica da Casa Real Portuguesa, para cujo estudo além de ser nela muito versado, revolveu com escrupuloso exame, e grande investigação, o Arquivo Real, donde extraiu documentos sólidos para estabelecer as suas opiniões, das quais grande parte tinha fugido à profunda indagação dos Britos e dos Brandões, cronistas gerais deste Reino, e célebres Corifeus da sua História. Sendo Qualificador do Santo Ofíicio, e Consultor da Bulla da Cruzada tem (teve) por duas vezes exercitado o lugar de Preposito da Casa da Divina Providência, em cujo governo sempre experimentaram os subditos a natural afabilidade, e grave prudência, de que é (era) sumamente ornado. [...] Entre os documentos históricos que contém [o 6º volume da História Genealógica da Casa Real Portuguesa] o mais estimável pela sua antiguidade é o que se intitula: Livro Velho das Linhagens de Portugal escrito no Décimo Terceiro Século por Autor que se ignora [...] A o qual adicionou com algumas notas pela margem o insigne Antiquário Gaspar Álvares Lousada [...]»

INOCÊNCIO I, 101: « D. António Caetano de Sousa, Clérigo Regular Theatino, duas vezes Preposito na Casa de S. Caetano, Deputado da Junta da Bula da Cruzada, um dos primeiros cinquenta Academicos da Acad. Real da Historia Portugueza, etc. - Nasceu em Lisboa em 1674, e morreu na mesma cidade em 1759. […] Historia Genealogica da Casa Real Portugueza desde a sua origem até o presente, com as familias illustres que procedem dos Reis, e dos Serenissimos Duques de Bragança, justificada com instrumentos e escriptores de inviolavel fé. Lisboa, por José Antonio da Silva 1735 a 1748. 4.º gr. 12 tomos, tendo no primeiro o retrato do autor, e no quarto as estampas descritivas dos selos reais, e das medalhas e moedas cunhadas em Portugal desde o principio da monarquia. O tomo XII por mui volumoso costuma ser encadernado em duas partes: ao todo XIII volumes, com 14:203 páginas, sem contar os índices, etc. […] Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza tiradas dos instrumentos do Archivo da Torre do Tombo, da Serenissima Casa de Bragança, de diversas Cathedraes, Mosteiros, e outros particulares d’este reino. Lisboa, na Reg. Off. Silviana 1739 a 1748. 4.º gr. 6 tomos, com 4:580 paginas. Índice geral dos apelidos, nomes próprios, e cousas notáveis que se compreendem nos treze tomos da Historia Genealógica, e dos documentos compreendidos nos seis volumes de Provas com que se acha autorizada a mesma Historia. Ibi, na mesma Off. 1749, 4.º gr. de 435 págs. Esta obra grandiosa e monumental, dedicada pelo autor a el-rei D. João V, e por este mandada imprimir á sua custa, com quanto pareça pelo seu título pertencer só á Casa Real, pode ser verdadeiramente considerada uma história geral do reino; pois que nas suas vastas dimensões abrange variadíssimos assumptos, mais ou menos enlaçados com a genealogia e acções da família real desde o princípio da monarquia. Quanto às Provas além dos documentos que encerram, e que são de subida importância para a historia politica, civil e eclesiástica do reino, alguns dos quais se procurariam hoje inutilmente em outra parte por se haverem extraviado, ou consumido com o incendio subsequente ao terremoto de 1755 os originais d’onde foram trasladados, entrando n’esse numero todos os do Arquivo da Casa de Bragança; contém igualmente espécies de grande valor para os estudiosos da língua portuguesa, e da história literária do nosso país. Entre os que se acham n’este caso merecem especial menção: No tomo I a colecção de várias obras miúdas d’elrei D. Duarte (embora algumas não sejam mais que trechos ou capítulos soltos do Leal Conselheiro, que hoje gostamos impresso na sua integra: - no tomo II a Doutrina de Lourenço de Cáceres ao infante D. Luis: - no tomo III a Oração do Senhor D. Duarte em louvor da filosofia: - no tomo V o Itinerário da jornada que fez D. Afonso Conde de Ourem ao Concilio de Basileia: - no tomo VI a tradução de uma Oração dirigida a elrei D. Afonso V por Vasco Fernandes de Lucena, etc. etc. É certo que entre tantas joias quantas em si encerra este precioso tesouro, ha algumas de mais inferiores quilates, e nem tudo pode ser indistintamente julgado por verdadeiro ouro de lei. João Pedro Ribeiro nas Observações Diplomaticas a pag. 69 tratando da obra e do seu autor, explica se em termos severos, e assaz desabridos, como era do seu costume, dizendo: «D. Antonio Caetano de Sousa nas Provas que juntou á sua Historia Genealogica semeou tantos erros, e tão grosseiros, que apenas se pode supor que ele chegasse a ler alguns monumentos que aí produziu: tendo se servido de pessoas inteiramente ineptas para lhe tirar as copias.» E em seguida aponta vários exemplos concernentes a comprovar a verdade de suas asserções. Estas censuras porém recaindo sobre pequenas manchas não podem privar a obra do conceito e estima que merece, nem seu autor da glória que lhe compete por tê-la empreendido e terminado á custa de porfiado estudo, e das fadigas de tantos anos, com a eficácia e perseverança de que não há entre nós muitos exemplos. A Historia Genealógica é geralmente conhecida e apreciada dentro e fora de Portugal. Ainda no Catalogo da Livraria do finado Lord Stuart que em Londres se imprimia em 1855, vem ela qualificada (sob n.° 3408) de obra raríssima; e no manual de Brunet se fez menção de alguns exemplares vendidos em tempos modernos por 210 francos, 190 ditos, e até por 13 lb. st. Em Portugal porém, nem goza daquela qualificação, nem os seus preços são hoje tão subidos. Os mais perfeitos e bem acondicionados exemplares não têm excedido, que eu saiba, a 28:800 réis. O preço mais regular é de 19:200 até 24:000 réis; porém não é raro acha-los por menor quantia mormente havendo qualquer defeito atendível, como a desigualdade nas encadernações, o mau estado d’estas, o demasiado aparo das folhas etc., etc.».

SOARES. (Ernesto) His. da Grav. Art. em Portugal, 648. Ernesto Soares, 648, História Genealogica da Casa Real Portugueza […] Não especificaremos toadas as estampas que se encontram servindo de ilustração a esta notável obra, visto a extensão que isso traria e o pouco proveito para consulta, atendendo a que os exemplares são vulgares no mercado, embora atingindo preços, que por vezes exorbitantes. O Catálogo do Dr. Meneses Brum descreve estampa por estampa num trabalho metódico e cronológico, mas ocupa com isso um número tão grande de páginas que iria tornar este artigo extremamente fastidioso. Falaremos apenas das principais peças que ilustram a obra. A) RESTITUET OMNIA – Portada bem conhecida, alegórica, de invenção de Vieira, e aberta por três artistas; o próprio desenhador, Harrewyn e Rochefort. Aqui faremos menção por ser esta a obra principal onde ela aparece. Transcrevemos a magistral descrição de Júlio de Castilho dos seus Amores de Vieira Lusitano. […] Esta estampa apresenta, como dissemos, três subscrições diferentes, e há dúvidas acerca da finalidade da sua abertura, porquanto nos aparece em imensas obras saídas dos prelos da Academia Real da Historia Portuguesa. Assim ocorrem-nos já além da História Genealógica; as Memórias para a História do Arcebispado de Braga; as Memórias da Ordem de Malta; as Memórias do Reinado de D. João I; as Memórias para a História de Portugal; e ainda o Discurso Apologético de Silva Leal; a obra De antiquitatibus conventos Bracharaugustani, e possivelmente muitas outras que terão escapado às nossas investigações […] é patente o vigor da água-forte de Vieira que se opõe à requintada correcção no trabalho de buril dos outros dois artistas, que empregaram todavia todas as regras inerentes ao próprio sistema que, como hábeis burilistas, usavam. […] B) RETRATO DE DOM ANTONIO CAETANO DE SOUSA (Descrito no no 677). C) RETRATO DE DOM JOÃO V. Em um medalhão oval sustentado pelo Tempo e pela Fama, visto em busto de ¾ para a direita. Na parte inferior em um livro lê-se o nome da obra. Sbs. G. F. L. Debrie Inv et Sculp. 1740, Esta estampa também aparece na Série do Reys, nº 667. D) No I vol. OS ESCUDOS DAS ARMAS de D. Afonso Henriques [....] Dona Berengela[até] D. Afonso 2º e mulher e D. Afonso Conde de Portalegre e mulher. No Vol. II - Os ESCUDOS DE ARMAS de: Conde D. Henrique e mulher [...] D. Leonor Imperatriz da Alemanha No volume III - ESCUDOS DE ARMAS de D. Afonso V [...] Infantes D. Luis, D. Fernando e mulher, e D. Maria. No Vol. IV - ESCUDO DE ARMAS de D. Fernando de Noronha. No Vol V. - ESCUDOS DE ARMAS DE D. AFONSO I Duque de Bragança [...] D. Teotónio Arcebispo de Évora, e Dona Joana, marquesa de Elche. No Vol. ESCUDOS DE ARMAS de D. Teodósio e suas mulheres [...] D. Teodósio II duque de Bragança e Infante D. Duarte. A páginas 633 deste volume existe uma interessante vinheta onde se põe em relevo as excelências da Casa de Bragança por meio de uma alegoria formada pelo escudo e por diversas figuras, da Fama, de Minerva, e da Inveja, sobre o qual está dominando o escudo de armas da casa. No VII Vol. ESCUDOS DE ARMASb de D. João IV e sua mulher [...] e D. Pedro II e suas mulheres. No Vol. IV ESCUDOS DE ARMAS de D. João V e mulher [...] Dom Luís e D. Miguel, filhos de D. Pedro II - e D. José Arcebispo de Braga. No vol. V. ESCUDOS DE ARMAS de D. Afonso I, Duque de Bragança [até]D. Teotónio arcebispo de Évora, e D. Joana marquesa de Elche No vol. VI. ESCUDOS DE ARMAS de D. Teodósio e suas mulheres [até] D. Teodósio II, Duque de Bragança e Infante d. Duarte. No vol. VII ESCUDOS DE ARMAS de D. João IV e sua mulher - Infanta D. Catarina que foi Rainha da Grã Bretanha - D. Teodósio - e D. Pedro II e suas mulheres. No Vol. VIII. ESCUDOS DE ARMAS de D. João V e mulher [até] D. José arcebispo de Braga. No vol. IX ESCUDOS DE ARMAS de D. Dinis []até] D. Afonso duque de Faro e mulher. No vol. X ESCUDOS DE ARMAS de D. Álvaro [até] D. Afonso marquês de Valença. No vol. XI. ESCUDOS DE ARMAS de D. Jorge duque de Caminha [até] D. Afonso marquês de Cascais. No vol. XII. ESCUDOS DE ARMAS de D. Dinis, filho de D. Pedro I [até] D. Martim Afonso Chichorro. E) No Vol. IV ocorrem: 1º) 118 selos referentes aos membros da Família Real Portuguesa estampados de páginas 61 a 98 em 119 chapas contendo número diferente de peças e limitadas por traço linear formando rectângulo. Os selos estão numerados 1 a 118 e todos subscritos por Debrie. As chapas são marcadas de A a T [...] 2º) 204 estampas de MOEDAS e 21 de MEDALHAS compreendendo as primeiras, 24 folhas do livro, e as segundas, seis. Nelas estão representados o anverso e o reverso duma e doutras. As chapas estão marcadas por letras maiúsculas [...] As estampas estão numeras 1 a 191. [...] Entraram na execução destas chapas os artistas Debrie, Rochefort e Bento Morganty, este como delineador de algumas das folhas [...] O Dr. Meneses Brum atribui a Carlos Rochefort de Rochefort ou R. f. que se vê nalgumas estampas. Jugamos que a rúbrica é de Pedro e não de Carlos que sempre assina C. de Rochefort ou opondo o qualitativo filius. F) Trinta e uma VINHETAS DE REMATE distribuídas pelos volumes I a VIII, em geral pequeninas estampas de meros atributos ornamentais, mas algumas delas de complicadas alegorias, como a do Vol. VII pág. 331 que também serviu para ornamentar outras obras de académicos [...] A primeira destas é formada por um monograma de D. João V constituído por dois JJ e um V timbrados por uma coroa real e formando e formando moldura juntamente com grinaldas de flores que entrelaçam aquelas letras, e uma composição alegórica, verdadeira apoteose ao monarca. Este [D. João V] lá na parte mais alta vai sobre nuvens guiando a quadriga de Faetonte, enquanto a Fama faz menção de o coroar. Inferiormente quatro figuras, representando as quatro partes do mundo estão de joelhos em terra contemplando a glória do rei. Numa fita na parte inferior está a legenda: IN LABORE QUIESCO. Subscreve a estampa que mede 141x106: G. F. L. Debrie del et sculp. 1742. A segunda [estampa ou vinheta] é também uma alegoria, na qual se vê ao meio, na parte superior, sobre uma cruz de Malta envolta em grande esplendor, o escudo das armas reais portuguesas, com o seu banco de pinchar, pertencente ao Duque de Beja, D. Francisco, timbrado por coroa ducal. Inferiormente está por terra, ferida pelos raios que saem da parte superior, uma figura de homem, rodeado por apetrechos de guerra. Subscrito: Debrie inv. del. et fec. G) Quarenta e sete letras capitais ornamentadas, algumas delas com interessantes motivos alegóricos, e distribuídas pelos nove primeiros volumes. Todas as letras têm delineamentos diferentes. São quatro AA - um C - cinco DD - oito EE - dois FF - dois HH - um I - um J - nove NN - dois OO - dois PP - três SS - cinco TT - e dois VV. ».

SAMODÃES, 3241. Obra importantíssima, de grande valor para a História de Portugal e muito particularmente para tudo o que diz respeito à genealogia da Casa Real Portuguesa e mais nobreza lusitana; a melhor, que no seu género, veio a lume entre nós. É muito apreciada não só em Portugal como também no estrangeiro, e especialmente pelos bibliógrafos. A edição, verdadeiramente monumental, é justamente considerada como uma obra prima saída dos prelos portugueses.

E na verdade, no seu texto empregaram-se belos e elegantes caracteres, redondos e itálicos, de vários corpos; as gravuras são simplesmente magníficas, finamente abertas a buril em chapa de metal; e em papel, de linho, de óptima qualidade: tudo expressamente encomendado para esta esplêndida publicação. As gravuras, devidas a dois notáveis artistas franceses, constam de letras iniciais de lindos desenhos de fantasia, cabeções, florões de remate, brasões d’armas, retratos de monarcas, reproduções de selos, medalhas e moedas antigas, etc. além, no volume primeiro, de uma bela estampa alegórica (comum nas publicações da Academia Real da História Portuguesa) original de Vieira Lusitano (Francº Vieira Lusitano inven. et scul. Lisboa, 1728) e ainda um retrato em busto de D. António Caetano de Sousa (G. Debrie ad vivum facieb del. et sculp. Lusit. 1735). Os exemplares, muito procurados, são actualmente MUITO RAROS [Samodães cita-os

PALHA, 2776. Ouvrage capital en son genre, vanté des bibliographes portugais et étrangers, fort recherché et difficile à trouver. On y trouve l´histoire générale de Portugal et de sa noblesse. Il est orné du portrait de l' auteur, et de planches de sceaux, de monnaies, de médailles, etc, en-têtes et culs-de-lamp. D' une belle exécution typographique.

AMEAL, 2277.

Referência: 1708NM001
Local: M-8-B-5


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