RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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MUNDO (O) LEGAL E JUDICIARIO, REVISTA QUINZENAL, 1886-1915, [23 ANOS, COMPLETO]

Dirigida com a cooperação de distinctos jurisconsultos nacionaes e estrangeiros por Alfredo Ansur, Socio efectivo da Associação dos Advogados de Lisboa, Correspondente da Real Academia de Jurisprudencia e Legislação de Madrid. Typographia Luso-Brazileira. Lisboa. 1886-1906; 1912-1915. 

22 Volumes de 21,5x17 cm. Com xv, 428; págs. Encadernações inteiras de pele com ferros a ouro e dois rótulos vermelhos em todos os volumes. Cortes das folhas decorados com padrões marmoreados azuis nos primeiros 20 volumes e com marmoreado castanho nos dois últimos.  

Ilustrados com quadros e tabelas de diversos tipos de diplomas legislativos e de relatórios sobre cadeias, assim como gravuras dos mais célebres jurisconsultos, portugueses e estrangeiros, da autoria de Pastor. 

Exemplar com a folha de guarada e as primeiras 2 folhas do terceiro volume, soltas por rasgão, mas sem qualquer perda de suporte ou texto.  

Os 6 primeiros volume têm as dimensões referidas acima; os volumes 7 a 11, têm as dimensões de 24,2x17; e os volumes 12 a 22 têm as dimensões de 26x19 cm. e encadernações diferentes.    

Colecção completa desde o Ano 1, n.º 1 (10 Outubro de 1886) ao ano 23, n.º 73 (31 de Março de 1915). Não se publicou nos anos de 1907 a 1911. O redactor principal era Fernão Machado Boto, que a partir do n.º 16 passou a ser director de facto, incluindo esse número uma despedida de Alfredo Ansur, e passa a figurar como director, no cabeçalho da revista, a partir do n.º 51, do 3.º Ano. 

Revista muito importante para o conhecimento da sociedade de fins do século XIX e inícios do XX, das ideias e posições dos republicanos extremistas e do mundo dos juristas. Inclui listas dos assinantes, respostas a consultas, estudos de casos de direito civil, criminal, fiscal e de jurisprudência, relatórios sobre a situação das cadeias, resumos e listagens da legislação publicada no Diário do Governo, súmulas dos acordãos do Supremo Tribunal de Justiça, peças processuais, resumos de outras revistas de direito, uma secção estrangeira com grande variedade de assuntos jurídicos de muitos países, Chile, Perú, França. Inclui também peças literárias, como uma poesia do fundador e primeiro director Alfredo Ansur. Todos os volumes incluem índices temáticos no início.    

Alfredo Ansur de Figueiredo e Sousa (Porto de Mós, 1849 - 1927) Bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra, advogado nos auditórios de Lisboa, jornalista, com extensa colaboração no Diario de Notícias, Ocidente e em outras publicações periodicas de Lisboa. Segundo afirma António Aresta: «Pressentindo as mudanças estruturais no sistema político, abandona o Partido Progressista de Anselmo Braancamp e José Luciano de Castro, aderindo convictamente aos ideais republicanos, positivistas e maçónicos, numa movimentação quase idêntica à de Abílio Guerra Junqueiro, cujo verbo poético e político parecia incendiário.». 

Escreveu muitas obras, entre elas: Cantos em Mafra, 1866; Pensamentos Soltos de Plutarco, 1867; Duas Linhas sobre a Questão Penafiel, 1872; Leonor de Bragança, 1873; Pasteur e a Instrução Pública, 1901; O Jogo Real, 1907; Os 18 Rubis do Presidente, 1911; A Luz: discurso oferecido aos Liceus e à Universidade de Lisboa, 1912; Apreciação Técnica e Sintética do Som e seu Timbre dos Instrumentos Musicais, 1915; Pequeno Estudo Sobre Confúcio, 1925. 

Fernão Amaral Botto Machado (São Pedro, Gouveia, 1865 - Quinta do Encanto, Lisboa, 1924) diplomata, jornalista, e político veio para Lisboa aos 20 anos, onde exerceu a profissão de solicitador. Em 1893, foi iniciado como maçon na Loja Cavaleiros da Verdade, de Lisboa, adoptando o nome simbólico de "José Falcão",  mantendo-se um membro activo, durante toda a sua vida. Antes da implantação da república manteve sempre uma grande actividade política nas fileiras socialistas e republicanas. Aderiu ao Grupo Republicano de Estudos Sociais 1896. Foi um defensor do registo civil e participou nas acções revolucionárias da implantação da república em 5 de Outubro de 1910, onde teve como missão atribuída pela "Comissão de Resistência da Maçonaria, "sublevar" Sacavém e Camarate. Foi deputado na Assembleia Constituinte de 1911, pelo Circulo nº 23 de Pinhel. Destacou-se como notável orador, sendo autor de diversas propostas legislativas, de entre elas: proposta de Constituição da República; apresentou um projeto de lei pela abolição das touradas, em Agosto de 1911. Foi jornalista, tendo colaborado na "A Solidariedade" de Gouveia, "A Humanidade", que dirigiu, "A Batalha", "O Debate", "O Século", entre outros.

Após 1912, seguiu a carreira diplomática como Cônsul no Rio de Janeiro; chefe da Delegação Portuguesa no Panamá, 1913. Em 1915 seguiu para a Venezuela regressando depois a Portugal. Em 1919, foi para o Japão onde realizou um trabalho notável, fundando escolas, bibliotecas e no apoio ao comércio português. É autor de muitas obras, entre elas: A liberdade de imprensa; Liberdade de imprensa; Direitos politicos e civis; Obrigatoriedade do registo civil; O Ideal e a Solidariedade Humana; Crenças e Revoltas; Religião da morte; A Confissão; A História de um polvo (A Moagem) Suprema Infinidade (Ódio aos republicanos); A lei do divórcio; A Maçonaria e a Sociedade das Nações; Os escravos modernos (problema económico-social); A Queda do monstro: pela emancipação da mulher: pela liberdade de consciência

Ref: 
-António Aresta - O inovador pequeno estudo sobre Confúcio de Alfredo Ansur. Jornal Tribuna de Macau, 23-11-2023 
-Inocêncio XVII, 266 (289-122); XX, 135; XXII, 42-43 


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Referência: 2608PG002
Local: SACO PG153


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