RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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SÃO BOAVENTURA. (Frei Fortunato de) NOTICIAS BIOGRAFICAS DE LORD VISCONDE WELLINGTON, [5 OBRAS]

Escritas Por Fr. FORTUNATO DE S. BOA-VENTURA, Monge de Alcobaça, e Doutor em Theologia pela Universidade de Coimbra. Ego enim sic existimo, in Summo Imperatore quatuor has res inesse oportere, scientiam rei militaris, virtutem, auctori- tatem, felicitatem. Cic. pro Leg. Man. LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. Anno 1811. Com Licença.

In 4.º de 22x17 cm. Com 38, [ii em br] págs. Brochado. Ornamentado com as armas reais na folha de rosto.

Exemplar com danos de traça e manchas de humidade nas capas e nalgumas folhas. Tem falta da lombada. Precisa ser encadernado. 

No verso da folha de rosto tem a seguinte citação: Tal o Varão famoso, Que de Europa gentil vê o desmaio, Enrestando animoso A mortal lança, corre, veloz raio De Marte ao Campo; e á rápida torrente Se oppõe com pouca, mas briosa gente. Elp. Nonacr. Ode 15 Antistrophe 2. O autor deixa a seguinte informação após o fim da obra 'Escrevi a 6 de Abril de 1811; e logo que eu tenha materia sufficiente, que a meu ver não tardará muito, escreverei a segunda parte desta Noticia Biograficas'. 

Primeira edição deste importante e raro opúsculo, enquadrada no contexto das Guerras Peninsulares e das invasões francesas em Portugal (1807-1813), onde o autor narra a vida eos feitos de Arthur Wellesley, 1.º Duque de Wellington, então conhecido em Portugal pelo título de Lord Visconde Wellington, reconhecido pelo seu papel decisivo na expulsão das tropas napoleónicas de Portugal. Em 1811, Wellington encontrava-se no auge do prestígio em Portugal, após a vitória na Batalha do Buçaco, a defesa das Linhas de Torres Vedras e a retirada do exército de André Masséna de território português.

Obra de valor documental e de elevado interesse histórico, biográfico e cultural para historiadores, arquivistas, académicos, entre outros, deste testemunho directo que constitui uma fonte primária do ambiente político e social vivido em Portugal durante as Guerras Peninsulares. 

Arthur Colley Wellesley, 1.º Duque de Wellington, (Dublin, 1769 — Castelo de Walmer, 1852) foi um célebre general, marechal e político britânico, primeiro-ministro do Reino Unido por duas vezes. Nasceu no seio de uma família aristocrática anglo-irlandesa, sendo o terceiro filho de Garret Wesley, Conde de Mornington, e de Anne Hill. Liderou as forças anglo-portuguesas durante a Guerra Peninsular, reorganizou a estratégia militar que permitiu a derrota das invasões napoleónicas e contribuiu decisivamente para a preservação da independência e da soberania de Portugal, tornando-se uma das figuras estrangeiras mais admiradas e influentes da história portuguesa do século XIX.

Frei Fortunato de São Boaventura (Alcobaça, 1777 – Roma, 1844) foi uma figura proeminente na vida intelectual e política portuguesa do início do século XIX. Proveniente de uma família honrada, entrou para o mosteiro cisterciense de Alcobaça aos dezoito anos, onde recebeu uma educação que lhe permitiu desenvolver uma carreira académica distinta. Formou-se em Teologia pela Universidade de Coimbra, onde também atuou como professor e lente. Durante as invasões francesas, destacou-se com os seus panfletos políticos, abordando temas como a política expansionista de Napoleão e o cerco de Saragoça, e envolveu-se ativamente na defesa do regime tradicionalista.

Aos quarenta anos, Frei Fortunato já havia estabelecido uma carreira sólida e uma vasta bibliografia, com obras que abordavam desde temas históricos e literários até críticas a políticas liberais. Publicou diversos panfletos e obras sobre figuras históricas e eventos contemporâneos, e as suas publicações na Academia das Ciências de Lisboa refletiam uma combinação de erudição monástica e crítica literária. Mais tarde, as suas publicações voltaram-se para uma crítica mais virulenta ao liberalismo e à maçonaria, refletindo o seu alinhamento com o pensamento contra-revolucionário da época.

Após a queda de D. Miguel, em 1834, Frei Fortunato acompanhou o seu soberano em exílio para Roma, onde continuou a desempenhar papéis políticos e eclesiásticos, incluindo a função de delegado pontifício para Portugal. Mesmo nos seus últimos anos, manteve uma intensa atividade intelectual, escrevendo pastorais e investigando manuscritos, ao mesmo tempo que incitava a resistência contra o regime liberal em Portugal. A sua vida foi marcada por uma combinação notável de erudição académica e comprometimento político, refletindo um período turbulento e contraditório da história portuguesa.

Tem junto: 

2-4 ― SOARES FRANCO. (Francisco) ENSAIO SOBRE OS MELHORAMENTOS DE PORTUGAL, E DO BRAZIL Por..., Lente de Medicina, Socio da Academia Real Das Sciencias de Lisboa, Bacharel em Filosofia, etc. Primeiro Caderno [Segundo Caderno e Terceiro Caderno]. LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. ANNO 1820-1821. Com Licença da Commissão de Censura. 

3 Volumes com 38, [ii em br]; 33, [iii em br]; 42, [ii em br] págs. 

Primeira edição. Não há registo desta edição na Biblioteca Nacional de Portugal, mas existe registo, sem exemplares, duma edição de [1835?]. Publicado em 4 cadernos, posteriormente estes cadernos foram reunidos em 1 volume encadernado em algumas edições conservadas. Foram feitas também versões digitais, umas delas do original da Biblioteca da Universidade Vanderbilt. 

Contém uma introdução na página 3 do Primeiro Caderno. O texto integra-se no debate liberal sobre a reorganização do império luso-brasileiro após 1820, especialmente no contexto da Revolução Liberal do Porto. Analisa a história e a cultura de Portugal através da evolução da agricultura e da indústria, relacionando o passado com os desafios do presente. Defende que o progresso do país depende da valorização da herança agrícola, aliada à modernização e à inovação. Aborda os fatores históricos e sociais que moldaram a agricultura portuguesa e propõe um modelo de crescimento sustentável e revitalização económica.

Combina análise económica, reflexão política e propostas concretas de reforma. Representa um marco na transição do pensamento ilustrado para o liberalismo português e constitui uma referência fundamental para o estudo da história económica, da agricultura e das ideias de modernização em Portugal no início do século XIX. 

Francisco Soares Franco (Loures, 1772 ou 1773 ― Lisboa, 1844), foi Bacharel em Filosophia, Doutorado e Lente Jubilado de Medicina na Universidade de Coimbra. Fez parte do Conselho de Sua Magestade, Comendador da Ordem de Cristo e Cavalleiro da de Nossa Senhora da Conceição de Vila-Viçosa. Exerceu os cargos de  Medico da Real Camara, Deputado ás Côrtes gerais e constituintes de 1821, e á Camara de 1826, Director do Hospital Regimental do Castelo, Presidente do Conselho de Saúde do Exército, Secretario do Conselho Geral de Beneficência, Sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, entre outros. 

5 ― SOUSA COUTINHO. (Luís Pereira de Nobrega de) DECLARAÇÕES FEITAS A TODOS OS BRASILEIROS, EMAIS CIDADÃOS, PARA CONHECEREM O DOLOSO E FALSO SYSTEMA DO GOVERNO DO RIO DE JANEIRO. Feito Pelo Brasileiro LUIZ PEREIRA DE NOBREGA DE SOUSA COUTINHO. Ex-Ministro da Guerra do mesme Governo, ora existente em Havre de Grace. BAHIA: Na Trpographia da Viuva Setva, e CARVALHO. Anno de 1823.

Com 20 págs. No final da obra tem a seginte "NB. Escripta na Fortaleza de Santa Cruz, e confiada a hum Amigo para se imprimir aonde houver liberdade de Imprensa, em 16 de Dezembro de 1822."

1.ª Edição, muito raro, raridade referida por Inocêncio, não existe registo de exemplares na Porbase. Obra insere-se na crise política que se seguiu à Independência do Brasil, proclamada em 1822. Apesar da separação de Portugal, existiam profundas divisões entre os grupos políticos brasileiros sobre a forma de organização do novo Estado. Segundo fontes da época, o autor escreveu o texto quando se encontrava preso na Fortaleza de Santa Cruz, em Dezembro de 1822, pedindo que fosse publicado «onde houver liberdade de imprensa».

De grande valor documental porque testemunha as divisões políticas existentes logo após a Independência do Brasil e mostra que nem todos os patriotas apoiavam o governo de D. Pedro I, ilustrando o intenso debate entre tendências liberais, centralizadoras e constitucionalistas. Constitui um exemplo da utilização do folhetos políticos como instrumento de intervenção pública no início do Império Basileiro.

Luís Pereira da Nóbrega de Sousa Coutinho (Angra dos Reis, c. 1760 ― Rio de Janeiro, 1826) foi militar e político, destacando-se pelo seu apoio à Independência do Brasil. Em 1822 exerceu interinamente o cargo de ministro da Guerra e colaborou activamente no movimento do Dia do Fico. Acusado de conspiração após a ascensão dos irmãos Andrada, exilou-se em França, regressando ao Brasil em 1824. Foi deputado pela província do Rio de Janeiro e presidente da primeira Assembleia Geral Legislativa do Império.

6 ― RELATORIO DA ACCUZAÇÃO Intentada no Concelho dos Juizes de Facto de Coimbra, contra o Cidadão Luiz Antonio Ferreira Reis, pelos Accusadores o Juiz de Fora de Coimbra, os dous Advogados Manoel de Jesus Rodrigues Manique, Joaquim Igmacio Rozanes Manique, e Domingos de Carvalho. Composto POR UM CURIOSO TESTEMUNHA OCULAR. COIMBRA: Na Typografia da Rua dos Coutinhos. 1823.

Com 20 págs. 

7 ― OBSERVADOR (O), JORNAL DE POLITICA E LITERATURA. [2 NÚMEROS] Tros, Tyriusve mihi nullo discrimine agetur. Virgilio. TOMO I. COIMBRA: Em a nova Imprensa de Trovão e Companhia. 1826. Com Licença. 2 Números com 66 págs. 

Ref.: 
Inocêncio II, 309-315; III, 63-64;  IX, 236-238; 378-379;  XVI, 54-55.
Dicionário dos Autores do Distrito de Leiria, Tinoco, 577-596, 1979.  
Anno Biographico Brazileiro, Macedo, Tomo I, 51.


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Referência: 2606RS130
Local: SACO RS875-01


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