RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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PRUNETTI. (Michele Angelo) e José da Cunha Taborda. REGRAS DA ARTE DA PINTURA.

Com breves reflexões criticas sobre os caracteres distinctivos de suas escolas, vidas, e quadros de seus mais célebres professores. Escritas na lingoa italiana por Michael Angelo Prunetti. Accrece memoria dos mais famosos pintores portugueses, e dos melhores quadros seus escrevia o traductor, [Por]... Pintor ao serviço de S. A. R. o Principe Regente Nosso Senhor. Subsídios para a História da Arte Portuguesa, IV. Imprensa da Universidade. Coimbra. 1922.

De 24,5x16 cm. Com xxii, [i], 292, [ii] págs. Encadernação artistica, meia-amador sem cantos, com lombada em pele, com nervos estilizados e ovalizados, rótulos e ferros a ouro. Pastas revestidas em papel marmoreado, corte das folhas carminado à cabeça, folhas de guarda decorativas e preserva as capas de brochura. Inclui fita em seda para marcar página. Ilustrado em extratexto, sobre papel couché, com reprodução do frontispício da 1.ª edição de 1815. 

Exemplar N.º 93 de uma tiragem especial de 100, rubricado pelo administrador da Imprensa da Universidade Dr. Joaquim de Carvalho acompanhado do selo branco da mesma Instituição. 

Reedição com base na primeira edição portuguesa de 1815. traduzida, ampliada e adaptada do original italiano Saggio Pittorico ed analisi delle pitture più famose esistenti in Roma con il compendio delle vite de' più eccellenti pittori ec. ec. de Michael Angelo Prunetti, publicado pela primeira vez em Roma em 1786, José da Cunha Taborda, inspira-se diretamente no pensamento teórico de Prunetti e adapta vários dos seus princípios à realidade artística portuguesa. Acrescentou ainda uma memória sobre os pintores portugueses, transformando-a numa obra de referência para a história da arte em Portugal.

Obra de Michael Angelo Prunetti trata da teoria da arte, sem que sejam referidas as técnicas e os materiais da pintura. São explicados os sete cânones da pintura: invenção, composição, expressão, desenho, claro-escuro, colorido e a bela escolha. Ensina os amadores em pintura a analisar a beleza e os defeitos das obras dos grandes mestres e descreve as características distintivas das diferentes escolas de pintura. Inclui um quadro cronológico sobre a vida de alguns pintores e sobre as melhores pinturas que se podem ver em Roma. 

Páginas em numeração romana com Advertência do Dr. Joaquim de Carvalho; dedicatória do autor ao Excelentíssimo Senhor Fernando Maria José de Sousa Coutinho Castelo Branco e Menezes Marquez de Borba; e um prólogo. Das páginas 277 a última contém um índice alfabético; Excerto 'De algumas palavras da Arte da Pintura mais usadas, e introduzidas de outras lingoas pelos professores della em a nossa Portugueza'. Última folha com quadro de errata e notas de alguns artigos. 

Contém o seguinte sumário: Artigo Primeiro: Regras da Pintura; Artigo Segundo: Reflexões sobre a Arte Critico-Pictorica; Artigo Terceiro: Caracteres distintivos das diversas Escolas da Pintura; com um Epítome critico das vidas dos mais famosos Professores; Artigo Quarto: Exame Analítico dos quadros mais celebres das Igrejas, e das mais famosas Pinturas a fresco dos Palácios de Roma. 

Reúne notícias cerca de uma centena, aproximadamente, de pintores portugueses, as quais apresentam particularidades interessantes, e mostram da parte do espírito investigador do autor, e muita curiosidade nas diligências que empregou para verificar os factos, mediante o exame de documentos existentes nos arquivos públicos e particulares, e considerado por Inocêncio "esta parte a sua obra tem mais autoridade que a de Cyrillo, e é talvez mais importante".

Começa com as “Regras da Pintura” onde trata da invenção, composição, desenho, ou o colorido. Segue com “Reflexões sobre a Arte Critico-Pictórica”, apresenta uma lista de pintores e escolas estrangeiras, tendo Taborda acrescentado à tradução uma lista de pintores portugueses. No final elabora um pequeno dicionário de termos técnicos de pintura. Segundo Fernando de Pamplona esta obra inclui um relevante repositório de informações sobre pintores portugueses, “embora não isentas de erros”. 

José da Cunha Taborda (Vila do Fundão, 1766 - Lisboa, 1836) foi um distinto pintor, empregado durante muitos anos nas obras do Real Paço da Ajuda. Assim como muitos pintores da sua geração, frequentou a Aula Régia de Desenho de Figura, sob a orientação de Joaquim da Rocha e de José da Costa e Silva. Após uma prolongada estadia em Roma, sob o patrocínio de Pina Manique e, posteriormente, de D. João de Almeida e Castro, regressa a Lisboa em 1797, onde inicia a sua carreira de pintor, elaborando alguns trabalhos para a corte.

Em 1803 foi reconhecida a qualidade da sua obra, ao ser nomeado 'pintor do rei' (D. João VI.), dedicando-se simultaneamente à docência na Escola de Pintura da Casa Pia, recentemente criada. O historiador de arte Raczinski, no Diccionnaire Historico-Artistique du Portugal, editado em 1847, refere Taborda como um autor cujo trabalho revela 'um efeito geral muito satisfatório'.

Ref.: 
Inocêncio IV, 302. 
Infopédia - Dicionários Porto Editora. 
Materiais e Técnicas da Pintura a Óleo em Portugal (1836-1914), Ângela Sofia Alves Ferraz: Estudo das fontes documentais Volume II. Dissertação para obtenção do Grau de Doutor em Conservação e Restauro do Património Especialidade em Teoria, História e Técnicas, Julho 2017. Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade NOVA de Lisboa. 

 

 


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