RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

Recuperar password

Livros disponiveis: 102231

English   
 
   

Clique nas imagens para aumentar.



RECONHECIMENTO GEOGRAPHICO DO TERRITORIO DA COMPANHIA DE MOÇAMBIQUE

Por ordem do Governador F. Meyrelles do Canto e Castro. Coordenado na Repartição de Agrimensura, sendo Director da Repartição de Agrimensura o Major P. L. de Bellegarde da Silva. Limpopó, Districto de Lourenço Marques. 1900.

4 Mapas de grande formato em painéis dissecados, montados sobre tela desdobrável, que em conjunto constituem um mapa geral de 162x103 cm. Acondicionados em pastas em percalina com gravações a ouro e guardas decorativas com a cruz de Cristo e esferas armilares. Vestígio de fechos em tecido em duas das capas: partes nordeste e sudeste.

Mapas impressos a cores, com representação detalhada das divisões administrativas (circunscrições) do território da Companhia de Moçambique, incluindo a região do Barué, Chimoio, Gorongosa, Sofala, Manica e litoral índico. Representa igualmente os distritos vizinhos de Gaza e Inhambane, sob administração directa do Estado, e a fronteira com a Rodésia a norte. Inclui legenda com indicação de sede da Companhia, sede de circunscrição, caminhos de ferro, limites de circunscrições, limites de prazos, povoações indígenas e escala métrica 1:500.000.

Exemplar com etiquetas de posse do Marechal Gomes da Costa nas pastas, numeradas 100, 101 e 103 (esta última degradada), e assinatura autografa a tinta no verso dos mapas. Falta das pastas num dos mapas.

Conjunto muito raro e importante da cartografia colonial portuguesa, não localizado nos principais catálogos nacionais e internacionais consultados.

Constitui um testemunho fundamental para o estudo da ocupação efectiva do território moçambicano na viragem do século XX. Produzido pela Repartição de Agrimensura da Companhia de Moçambique sob coordenação do Major Pedro Luiz de Bellegarde da Silva, este reconhecimento geográfico representa o primeiro levantamento sistemático do território de Manica e Sofala após a consolidação da administração da Companhia. A excepcional proveniência — espólio do Marechal Manuel Gomes da Costa, que em 1900 exercia funções de oficial em Moçambique e que posteriormente se tornaria Presidente da República — confere a este exemplar valor documental único.

A Companhia de Moçambique, criada por decreto em 1891, detinha poderes de soberania sobre os distritos de Manica e Sofala, incluindo a capacidade de cobrar impostos, conceder terras, explorar minas e manter forças policiais. O ano de 1900 situa-se num período de consolidação administrativa, após as campanhas de pacificação da década de 1890 e antes da Revolta do Barué (1902). A gestão de Meireles do Canto e Castro marcou a transição da fase de "ocupação militar" para a fase de "exploração económica", onde o engenheiro geógrafo era tão importante quanto o soldado. Este tipo de cartografia era essencial, pois servia de base para a emissão de títulos de concessão de terras, de licenças de prospecção mineira e para o planeamento de infraestruturas, nomeadamente o caminho de ferro da Beira.

A divisão do mapa em quatro folhas — correspondentes aos quadrantes do território — permitia a sua utilização prática em campanha, sendo os painéis dissecados montados sobre tela a solução técnica da época para garantir durabilidade e portabilidade. As pastas em percalina com simbologia nacional reflectem o carácter oficial da publicação e a afirmação de soberania portuguesa sobre um território onde o capital britânico e sul-africano era predominante.

Pedro Luís de Bellegarde da Silva (1853–1918) foi engenheiro militar e geodeta português, director da Repartição de Agrimensura da Companhia de Moçambique. Supervisionou os primeiros levantamentos cartográficos sistemáticos do território e colaborou com a Missão Geodésica da África Oriental, presidida por Gago Coutinho. Participou na elaboração da legislação sobre concessões de terras, sendo creditado pelo governador-geral Freire de Andrade por este trabalho. Em 1913 apresentou comunicação à South African Association for the Advancement of Science sobre o cadastro geométrico e jurídico de Moçambique. Publicou diversas obras técnicas, incluindo «Agrimensura e cadastro predial na Província de Moçambique» (1908).

Manuel de Oliveira Gomes da Costa (Lisboa, 1863 – Lisboa, 1929) foi militar e político português, Marechal do Exército e décimo Presidente da República (1926). Serviu em Moçambique entre 1896 e 1903, destacando-se nas campanhas de pacificação às ordens de Mouzinho de Albuquerque.

 Four large-format maps on separate panels, mounted on a foldable canvas, which together form a general map measuring 162x103 cm. Stored in percale folders with gold engravings and decorative guards with the cross of Christ and armillary spheres. Traces of fabric fastenings on two of the covers: north-east and south-east sections.

Colour printed maps with detailed representation of the administrative divisions (districts) of the territory of the Mozambique Company, including the regions of Barué, Chimoio, Gorongosa, Sofala, Manica and the Indian Ocean coast. It also shows the neighbouring districts of Gaza and Inhambane, under direct state administration, and the border with Rhodesia to the north. It includes a legend indicating the Company"s headquarters, district headquarters, railways, district boundaries, term boundaries, indigenous settlements and a scale of 1:500,000.

Copy with labels belonging to Marshal Gomes da Costa on the folders, numbered 100, 101 and 103 (the latter degraded), and autograph signature in ink on the back of the maps. Folders missing from one of the maps.

Very rare and important collection of Portuguese colonial cartography, not found in the main national and international catalogues consulted.

It is a fundamental testimony to the study of the effective occupation of Mozambican territory at the turn of the 20th century. Produced by the Surveying Department of the Mozambique Company under the coordination of Major Pedro Luiz de Bellegarde da Silva, this geographical survey represents the first systematic survey of the territory of Manica and Sofala after the consolidation of the Company"s administration. Its exceptional provenance — from the estate of Marshal Manuel Gomes da Costa, who in 1900 served as an officer in Mozambique and later became President of the Republic — gives this copy unique documentary value.

The Mozambique Company, established by decree in 1891, held sovereign powers over the districts of Manica and Sofala, including the ability to collect taxes, grant land, exploit mines, and maintain police forces. The year 1900 was a period of administrative consolidation, following the pacification campaigns of the 1890s and preceding the Barué Revolt (1902). Meireles do Canto e Castro"s management marked the transition from the "military occupation" phase to the "economic exploitation" phase, where the engineer-geographer was as important as the soldier. This type of cartography was essential, as it served as the basis for issuing land concession titles, mining prospecting licences and infrastructure planning, namely the Beira railway.

The division of the map into four sheets — corresponding to the quadrants of the territory — allowed for its practical use in the field, with the dissected panels mounted on canvas being the technical solution of the time to ensure durability and portability. The percale folders with national symbols reflect the official nature of the publication and the assertion of Portuguese sovereignty over a territory where British and South African capital was predominant.

Pedro Luís de Bellegarde da Silva (1853–1918) was a Portuguese military engineer and surveyor, director of the Surveying Department of the Mozambique Company. He supervised the first systematic cartographic surveys of the territory and collaborated with the East African Geodetic Mission, chaired by Gago Coutinho. He participated in the drafting of legislation on land concessions and was credited by Governor-General Freire de Andrade for this work. In 1913, he presented a paper to the South African Association for the Advancement of Science on the geometric and legal cadastre of Mozambique. He published several technical works, including Agrimensura e cadastro predial na Província de Moçambique (Surveying and Land Registry in the Province of Mozambique) (1908).

Manuel de Oliveira Gomes da Costa (Lisbon, 1863 – Lisbon, 1929) was a Portuguese military officer and politician, Army Marshal and tenth President of the Republic (1926). He served in Mozambique between 1896 and 1903, distinguishing himself in the pacification campaigns under the command of Mouzinho de Albuquerque.

Referências/References:
Museu da Presidência da República. «Manuel Gomes da Costa - Biografia».
Porbase, Silva, Pedro Luís de Bellegarde da, 1853-1918.
ROQUE, Ana Cristina; FERRÃO, Lívia. "Reconhecimentos Hidrográficos na Cartografia Portuguesa da Costa Centro e Sul de Moçambique no Século XIX". Africana Studia, n.º 9, 2006, pp. 187-203.
Bellegarde da Silva, Pedro Luís de. Noticia Sobre Cadastro Geometrico e Juridico da Propriedade Immobiliaria na Provincia de Moçambique. REPORT OF THE ELEVENTH ANNUAL MEETING OF THE South African Association FOR THE ADVANCEMENT OF SCIENCE. Lourenço Marques, July 7-12-1913. Published by the Association. Cape Town. 1914. pp. 401-409.


Temáticas

Referência: 2512SB015
Local: SACO SB271-05


Caixa de sugestões
A sua opinião é importante para nós.
Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
Caixa de sugestões
 
Multibanco PayPal MasterCard Visa American Express

Serviços

AVALIAÇÕES E COMPRA

ORGANIZAÇÃO DE ARQUIVOS

PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

free counters