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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. A REVISTA. PROPRIEDADE DA «SOLUÇÃO EDITORA». [COLECÇÃO COMPLETA]Revista de publicação de separatas para a formação de livros [única no género em todo o mundo]. Director: José Pacheco. Editor: Julio de Sousa. Composto e impresso na Imprensa Libanio da Silva. Solução Editora. Lisboa. [1928–1931]. 18 Números de 28x19,5 cm. Com 350, [i] págs. Numeração seguida. Cadernos soltos, preservando as capas de brochura dos números 1, 2 e 5 a 8. Ilustrado com gravuras e fotografias em extratexto: fotografia da capela de S. Francisco; litografia «Os Bois», prémio da Sociedade Promotora das Belas-Artes em Portugal, litografada por A. Guedes; fotografias de vistas de Santa Marinha; frontispício da primeira edição da «Bibliotheca Lusitana»; brasões de armas de Monises e Barretos, Soares e Motas, e Cerveiras; assim como esquemas genealógicos desdobráveis. Exemplar preserva uma circular de 3 páginas entre as páginas 178 e 179 sobre a reedição da «Bibliotheca Lusitana». Apresenta erros de paginação originais, em parte corrigidos a lápis: por lapso de revisão, a numeração salta da página 8 para a 17 e da página 36 para a 25, não havendo duplicação nem falta de páginas, conforme indicado na errata final. Colecção completa e raríssima desta singular revista literária portuguesa, publicada entre 1928 e 1931 num total de 18 números com paginação seguida. Constitui um testemunho de excepcional valor para a história do modernismo português, reunindo colaborações de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, Bernardo Soares, Mário Saa, António Botto, Luís de Montalvor, Carlos Queirós, José Régio e Raul Leal, entre outros. Índice completo nas últimas páginas, organizado alfabeticamente por títulos, incluindo índice de gravuras. Os primeiros quatro números foram dirigidos por José Pacheco, que saiu alegadamente para relançar a revista «Contemporânea», justificação que provavelmente mascarava a sua incapacidade física em manter o ritmo exigente de uma publicação quinzenal, visto que não foram publicados mais números da «Contemporânea» depois de 1926. A partir do número 5, a direcção passou a Rogério de Figueiroa Rêgo e Albino Lapa, ficando apenas Rogério a partir do número 7. A formação distinta deste novo director — arqueólogo e historiador, ao invés de poeta, como Pacheco — levou a uma mudança significativa na orientação editorial: o salão literário modernista deu progressivamente lugar a um gabinete de estudos históricos e genealógicos. A partir do número 10, os fascículos deixaram de indicar numeração. A importância literária desta publicação reside sobretudo no facto de nela Fernando Pessoa ter publicado pela primeira vez dois trechos do «Livro do Desassossego» já associados ao semi-heterónimo Bernardo Soares — edição princeps destes textos, retomando um projecto que não via publicação desde 1913 e que só voltaria à imprensa na revista «Presença» (1930-1932). Álvaro de Campos participa igualmente com o poema «Adiamento», republicado no «Cancioneiro do I Salão dos Independentes» em 1930, além do poema satírico «A Fernando Pessoa» sobre «O Marinheiro», perpetuando o diálogo entre heterónimo e criador já ensaiado na revista «Athena». Os primeiros números revelam-se um ponto de reunião episódico do grupo modernista, atestando a boa convivência entre a primeira geração de «Orpheu» e a segunda de «Presença»: José Régio colabora com «Santo-Ofício», Mário Saa abre o primeiro número com «O enigma da palavra Zebro», Carlos Queirós contribui com a «Canção fatigada» e Luís de Montalvor com o «Canto do Rei Esperançoso». A componente historiográfica, predominante a partir do número 5, inclui extensos estudos genealógicos — como a «Linha materna do Visconde de Britiande» e a «Linha genealógica de Monises Barretos» de Frazão de Vasconcelos —, investigações sobre «Heráldica nos Lusíadas» de Armando de Matos, as «Notas à margem das memórias do marquês de Fronteira» de D. João de Almeida, artigos de Henrique de Campos Ferreira Lima sobre o pintor Sequeira e a segunda edição da «Biblioteca Lusitana», estudos olisiponenses de Luís de Macedo, além de contributos do próprio Rogério de Figueiroa Rêgo sobre os «Soldados da Índia». José Coelho Pacheco (Coimbra, 1885 – Lisboa, 1934) foi arquitecto, pintor e figura aglutinadora do primeiro modernismo português. Fez a capa do primeiro número de «Orpheu» (1915) e foi co-assinante do manifesto «Os Bailados Russos em Lisboa» (1917) com Almada Negreiros e Rui Coelho. Fundou a Galeria das Artes (1916) e criou a revista «Contemporânea» (1922-1926), considerada o exemplo culminante da arte gráfica modernista em Portugal. Em 1925, serviu de intermediário na decoração do café A Brasileira do Chiado e co-fundou com António Ferro o Teatro Novo. Rogério de Figueiroa Rêgo (Torres Vedras, 1901 – Torres Vedras, 1984) foi arqueólogo, historiador e autarca. Membro activo da Associação dos Arqueólogos Portugueses, dedicou-se ao estudo da história local e da expansão portuguesa. Foi Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, deixando vasta obra sobre a região. Referências: Referência: 2512SB009
Local: SACO SB271-04 Caixa de sugestões A sua opinião é importante para nós. Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
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