RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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DE LA PLATIÈRE. (Jeanne-Marie Roland) OEUVRES DE J. M. PH. ROLAND,

Femme de léx-ministre de l'intérieur; Fortis, at infelix et plus quam faemina!.... TOME PREMIER [TOME SECOND; TOME TROISIÈME]. A PARIS, Chez Bidault, Libraire, rue et Hôtel Serpente, N.º 14. An VIII.

3 Volumes in 8.º de 20,5x13 cm. Com [v], [i em br], xc, 348; [iii], [i em br], 444; [iii], [i em br], 435, [v] págs. Encadernações com lombadas e cantos em pele, com ferros a ouro nas lombadas. Pastas e folhas de guarda em papel marmoreado. Ilustrado em face da folha de rosto do primeiro volume com um retrato da autora de Bénédict-Alphonse Nicolet (Saint-Imier, 1743 - Paris, 1806 ou 1807).

Exemplares com manchas de humidade.

Manon Roland, Jeanne Marie, ou Manon Phlipon, chamada Madame Roland, Viscondessa Roland de la Platière por casamento (Paris, 1754 - Paris, 1793) foi filha de Pierre Gratien Phlipon, mestre gravador parisiense, e de Marie-Marguerite Bonout. Casou com Jean-Marie Roland de La Platière, ministro do interior. Após um período de exaltação religiosa que a conduziu ao convento, para aí melhor preparar a sua primeira comunhão, afasta-se da Igreja romana sem, contudo, ficar ateia. Aos 22 anos, descobre Rousseau e, a partir daí, procura pôr em prática os pensamentos tirados das suas leituras. É como esposa do ministro Jean-Marie Roland que desempenhou um papel importante nos primeiros anos da Revolução.

Um julgamento pronunciado no dia 18 de Brumário - segundo mês do calendário da primeira República Francesa (de 23 de Outubro a 21 de Novembro) - e depois de ouvida a acusação pública, condena Marie-Jeanne - Madame Roland - à pena de morte, conforme a lei de 16 de Dezembro de 1792. O julgamento fez-se executar no próprio dia da leitura, a 8 de Novembro de 1793, às 15h30, em praça pública. Durante o seu cativeiro, de 1 de Junho de 1793, data da encarceração, até 8 de Novembro de 1793, data em que foi executada, escreve velozmente sob o pseudónimo de Jany, as suas memórias.

A obra, escrita em papéis grossos comprados pelo guarda da prisão, é publicada posteriormente em 1795 sob o título “Mémoires”. Madame Roland descreve recordações da sua juventude, tudo o que diz respeito à sua educação, notícias históricas sobre a Revolução e sobre Jean-Marie Roland de La Platière, que viria a ser seu marido. Tradicionalmente burguesa, a educação que Marie-Jeanne recebeu foi cheia de encanto, beleza e temperada com aquele liberalismo que reina no meio dos artistas abertos a todas as novidades. À medida que o seu carácter ia sendo moldado, ela aprende dança, música e pintura. Marie-Jeanne foi muito precoce. Gostava mais de estudar do que qualquer outra criança da sua idade.

Como mulher inteligente que é, havia já reflectido sobre o papel das mulheres na sociedade e pronunciado longos discursos à academia das ciências, letras e artes de Besançon. Em 1777, a Academia propõe-lhe o seguinte tema: “Como é que a educação das mulheres pode contribuir para tornar os homens melhores.” Madame Roland redige então uma dissertação que envia a Besançon e na qual desenha a identidade das mulheres e se pronuncia sobre a educação ideal. As mulheres são seres doces, que sabem inspirar aqueles que as amam.

Têm a delicadeza das flores que agradam pelo brilho. O primeiro efeito da sua influência aparece sob a forma de emoções vivas e doces. As mulheres pagam com dores a glória de serem mães. Têm uma paciência inabalável que resiste até às maiores crises de desespero. São predispostas a tornarem os homens melhores, fazendo nascer sentimentos que os aproximam uns dos outros. Caracterizadas pela sua grande sensibilidade é necessário que esta sensibilidade seja objecto da educação. É a educação que, pela força do hábito e pela autoridade, as obriga a usar convenientemente o lugar que devem ocupar na sociedade de acordo com as ordens da natureza e as convenções.

Há dois inconvenientes que é necessário evitar na educação das mulheres. Primeiro, nunca negligenciar o seu espírito. Segundo, não subordinar os seus conhecimentos à perfeição dos sentimentos. A moral é a ciência das mulheres por excelência. A sua educação pode contribuir a tornar os homens melhores uma vez que, através da elevação do seu espírito, elas podem desenvolver essa sensibilidade e a utilizá-la nos objectos dignos desse exercício. Nutridas de princípios de justiça, de sentimentos de bem-fazer que reúnem interesses diversos, elas inspiram aqueles a quem a natureza deu o direito de lhes tocar. Esposas fiéis, mães afectuosas, mulheres modestas e iluminadas, elas tornam os homens melhores desde que estes o mereçam.

 


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