RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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CROISET. (Jean) AÑO CHRISTIANO, Ó EXERCICIOS DEVOTOS PARA TODOS LOS DIAS DEL AÑO. [17 VOLUMES]

CONTIENE LA EXPLICACION DEL MISTERIO, ó la Vida del Santo correspondiente á cada dia, algunas Reflexîones sobre la Epístola, una Meditacion despues del Evangelio de la Misa, Y algunos exercicios prácticos de devocion, ó propósitos adaptables á todo género de personas. Fielmente traducido DEL FRANCES EN CASTELLANO. ENERO. [hasta DICIEMBRE] MADRID. MDCCLXXX - MDCCLXXXII [1780-1782] Por D. Joachin Ibarra Impressor de Cámara de S. M. Con las licencias necesarias. A costa de la Real Compañia de Impressores y Libreros del Reyno.

Tem junto: 

AÑO CHRISTIANO, Ó EXERCICIOS DEVOTOS PARA TODOS LOS DOMINGOS, DIAS DE QUARESMA Y FIESTAS MOVIBLES DEL AÑO. CONTIENE LA HISTORIA, Ò EXPLICACION de quanto hay mas particular è instructivo en tales dias: algunas Reflxîones sobre la Epístola; una Meditacion despues del Evangelio de la Misa, con algunos Exercicios prácticos, ò Propósitos adaptables à todo género de personas. TRADUCIDO FIELMENTE DEL FRANCES AL CASTELLANO POR EL DOCTOR D. JOAQUIN CASTELLOT, Capellan Doctoral de S. Mag. en su Real Capilla de la Encarnacion de Madrid. TOMO PRIMERO [hasta TOMO QUINTO]. DESDE EL PRIMER DOMINGO DE ADVIENTO hasta el segundo Domingo de Quaresma. CON LAS LICENCIAS NECESARIAS. En MADRID: En la Imprenta de D. Antonio de Sancha, en la Aduana Vieja. Año de MDCCLXXVIII [1778]. A costa de la Real Compañia de Impresores, y Libreros del Reyno.  

17 Volumes de 21,5x15,5 cm. Com 526; 543, [i b.]; 592, [iv]; 607, [i b.]; [iv], 641, [vii]; 604, [vii], [i br.]; [iv], 594, [vi]; [iv], 663, [vii]; [iv], 656, [vii], [i b.]; [iv], 658, [vi]; [iv], 551, [vii]; [viii], 614; [viii], 501, [vii]; [iv], 444, [vi]; [iv], 405, [v]; [iv], 484; [iv], 549, [vii] págs. 

Encadernações da época inteiras de pele, com nervos rótulo e ferros a ouro em casas fechadas. Cortes das folhas carminados. Folhas de guarda decorativa em marmoreados azuis amarelos e brancos.

Todos os volumes, excetuando o 12.º e os cinco das festas, levam no rosto xilogravada a marca da Real Compañía de Impresores y Libreros del Reino, uma pequena vinheta com a face de um anjo que irradia sobre um abecedário, cercado por trompetas e ramos em baixo, e em cima com uma fita com o mote: Vis bene coniunctis. Os primeiros 4 volumes (editados por Ibarra) levam uma inicial decorada ao primeiro dia de cada volume. O volume quinto inclui um cabeção florido no primeiro dia e ocasionais filetes decorativos entre os dias (editado por Pedro Marin). A partir do sexto volume, deixa de haver ornamentos e a composiçao fica mais sobria e nao rica. 

Impressão em caracteres redondos e alguns itálicos sobre papel de qualidade. Texto disposto em duas colunas nas Orações da Missa e nas Epístolas. Notação do mês e dia impressos à margem de todas as folhas, para fácil consulta da obra.

Exemplar com leves desgastes na pele das coifas de alguns volumes normais do uso e do tempo. Apresenta pequenas manchas de humidade à cabeça de algumas páginas dos dois primeiros volumes, e junto ao festo das folhas do oitavo, assim como alguma ondulação por humidade nas suas folhas de guarda. Apresenta pequenos rabiscos e rascunhos a lápis nos anterrostos dos volumes I, X e XII. No primeiro volume das festas móveis, assinatura de posse de Vicente Martin Sánchez na guarda anterior e falta da guarda posterior decorativa. Assinatura rasurada em todos os rostos dos dezassete volumes.

Prólogo do tradutor nas preliminares do volume XII e no primeiro volume de festas. Inclui um completo índice de capítulos nas últimas páginas de cada volume. 

Conjunto muito raro, constituindo a edição espanhola mais ambiciosa do monumental «L'Année chrétienne» do jesuíta francês Jean Croiset. Esta colecção em 17 volumes representa um marco da produção editorial devocional espanhola do século XVIII, resultado do consórcio único de oito prestigiados impressores madrilenos coordenados pela Real Compañía de Impresores y Libreros del Reyno, destacando-se o envolvimento de Joaquín Ibarra, o mais célebre tipógrafo espanhol do século. Embora volumes individuais desta edição surjam ocasionalmente no mercado antiquário, conjuntos de múltiplos volumes são muito raros, e conjuntos de dezassete volumes são de extrema raridade.

A tradução espanhola completa compreende 18 volumes — doze volumes mensais (I-XII) e seis volumes de festas móveis (XIII-XVIII) — mais um volume de índice geral, totalizando 19 volumes. O presente conjunto de dezassete volumes inclui os doze meses completos e cinco dos seis volumes de festas móveis, faltando o tomo XVIII que conteria as vidas de Cristo e da Virgem Maria e que foi publicado com o título: Año christiano o exercicios devotos : Contiene la vida de N.S. Jesu-Christo, sacada de los quatro Evangelistas; y de la santisima Virgen Maria Madre de Dios, con algunas notas históricas y reflexiones morales. Falta igualmente o volume de índice geral a toda a obra.

Importante testemunho material excepcional da história religiosa e editorial da Espanha setecentista. Destinada ao uso devocional quotidiano, a obra permitia aos leitores seguir o calendário litúrgico com leitura matinal da vida do santo, reflexão sobre as leituras da Missa do dia, meditação segundo o método inaciano, e propósitos práticos para a vida cristã. A notação do mês e dia impressa à margem de todas as folhas facilitava a consulta diária, característica típica de livros de devoção para uso pessoal e doméstico.

A complexa história editorial desta tradução reflecte dramaticamente a turbulência da supressão jesuíta em Espanha. O padre jesuíta Juan Francisco de Isla (1703-1781), um dos mais reputados tradutores do seu tempo, empreendeu a tradução dos primeiros onze volumes (Janeiro-Novembro), publicados entre 1753-1773 em Salamanca (BNE OCLC : (OCoLC)433318452). A expulsão de todos os jesuítas dos territórios espanhóis por decreto do Rei Carlos III em 2 de Abril de 1767 interrompeu brutalmente o trabalho e a posterior supressão completa da Companhia de Jesus pelo Papa Clemente XIV em 1773 explicam o destino do Tomo XII: o manuscrito de Isla extraviou-se e não chegou a ser publicado.

Joaquin Castellot assumiu então a tarefa inacabada. No prólogo ao primeiro volume de festas móveis explica que, acreditando que o Tomo XII estava traduzido, dedicou-se aos seis volumes restantes de festas móveis (XIII-XVIII). Só quando completou o primeiro destes é que foi informado de que não havia notícia da tradução do Tomo XII. Para não privar o público desta parte essencial, encarregou-se da tradução de Dezembro, publicado pela Real Compañía de Impresores y Libreros del Reyno em 1772, prosseguindo depois com os restantes cinco volumes de festas móveis que saíram em 1773. (BNE OCLC : (OCoLC)1103690954). Em edições posteriores dos séculos XVIII e XIX, a tradução foi revista por diversos correctores, incluindo Enrique de la Cruz Herrera, José Carrasco, os padres Centeno e Rojas, entre outros.'

A distribuição da impressão entre oito oficinas madrilenas documenta o funcionamento da Real Compañía de Impresores y Libreros del Reyno, estabelecida em 1763 sob patrocínio de Carlos III. Este consórcio permitia reunir capital para grandes projectos que oficinas individuais não podiam suportar, distribuir a carga de trabalho, e elevar os padrões tipográficos espanhóis ao nível das melhores imprensas europeias. Os impressores envolvidos foram: Joachin Ibarra (primeiros quatro volumes, 1780-81), Pedro Marín (Vol. V, 1781), Francisco Xavier Garcia (Vols. VI, VII e IX, 1781), Andres de Sotos (Vol. VIII, 1781), Andres Ortega (Vol. X, 1782), Joseph Otero (Vol. XI, 1782), a Imprenta Real de la Gazeta (Vol. XII, 1780) e Antonio de Sancha (1778, Vols. I- V das festas móveis). A presença de Ibarra, cujas obras-primas incluem o célebre «Don Quixote» da Real Academia Española (1780) e o «Salústio» de 1772 elogiado por Bodoni, confere à publicação um prestígio distinto.

A obra original francesa, publicada progressivamente entre 1712-1723 em Lyon, respondeu ao *Année chrétienne* jansenista de Nicolas Letourneux (colocado no Index em 1695), oferecendo uma alternativa jesuíta ortodoxa que enfatizava a piedade litúrgica. Disseminou-se rapidamente pela Europa católica com traduções para espanhol, alemão, italiano e croata, permanecendo em publicação contínua por mais de 140 anos. Como pioneiro da devoção ao Sagrado Coração de Jesus — embora o seu primeiro livro sobre o tema tenha sido colocado no Index em 1704 — Croiset deixou marca duradoura na espiritualidade católica pós-tridentina. A edição espanhola conheceu sucesso editorial extraordinário documentado por Palau, com reedições constantes até ao século XX, incluindo, entre outras, as de Madrid (1773, 1774, 1775, 1778, 1782-84, 1804, 1806, 1818, 1833-40), Barcelona (1847-48, 1852-54), Paris (1857, 1859) e Valencia (1896-97).

Cada entrada diária apresenta estrutura meticulosa e invariável: explicação do mistério ou vida do santo correspondente ao dia, incluindo contexto histórico e virtudes exemplares; reflexões espirituais sobre a Epístola da Missa, extraindo ensinamentos doutrinários e morais; meditação sobre o Evangelho segundo o método jesuíta de oração mental, aplicando os sentidos aos mistérios revelados; e exercícios devocionais práticos com propósitos concretos de conversão e santificação, adaptáveis a todo o género de pessoas. A Oração da Missa apresenta-se em latim e castelhano, enquanto a Epístola e o Evangelho apenas em latim, seguindo o uso litúrgico da época. O prólogo de Castellot aos volumes de festas móveis explica que quando não há particularidade histórica no dia, o autor faz exposição devota do Intróito da Missa, identificando a passagem das Escrituras, os motivos do autor sagrado e os sentimentos que podem inspirar aos fiéis.

Jean Croiset (Marselha, 1656 – Avignon, 1738) foi um dos mais influentes mestres da vida espiritual jesuíta na França. Ingressou na Companhia de Jesus em 1677, ensinou filosofia em Avignon e teologia em Marselha e Aix, ocupando posições de liderança como Superior em Marselha (1703-1708), Reitor do Colégio de Aix (1713-1716) e do Collège de la Trinité em Lyon (1716-1719), servindo como Provincial de Lyon (1729-1732). A sua obra-prima, *L'Année chrétienne*, estruturada em 18 volumes organizados segundo o calendário litúrgico, guiou durante quase dois séculos milhares de cristãos na vida espiritual. Promoveu decisivamente a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, tornando-a acessível ao público católico geral, e escreveu o relato da vida de Santa Margarida Maria Alacoque em *Dévotion au Sacré Coeur* (1691), que se tornou num dos livros mais reproduzidos sobre o tema.

Juan Francisco de Isla (Vidanes, León, 1703 – Bolonha, 1781) foi jesuíta espanhol e um dos mais reputados tradutores e escritores do seu tempo. Autor do célebre romance satírico *Fray Gerundio de Campazas* (1758), condenado pela Inquisição por criticar a má pregação barroca, destacou-se pelas traduções de alta qualidade, sendo a do *Année chrétienne* de Croiset considerada a mais importante. Após a expulsão dos jesuítas decretada por Carlos III em 2 de Abril de 1767, Isla partiu de La Coruña a 14 de Maio de 1767, passou catorze meses em Calvi (Córsega), e acabou por se estabelecer nos Estados Papais, onde faleceu. 

Joaquín Castellot (fl. 1773-1785) foi um tradutor eclesiástico activo em Madrid cuja biografia completa permanece por documentar. Segundo o rosto foi Capellán Doctoral de Su Majestad en su Real Capilla de la Encarnación de Madrid e e realizou traduções de grande importância devocional e médico-teológica, incluindo os tomos XIII a XVIII do Año Christiano de Jean Croiset (1778-1782), a Embriología Sagrada de Francesco Cangiamila (1774, dois volumes, dedicada a Carlos III, com 2.ª edição 1785), e a Semana Santa Cristiana (1774). Trabalhou com os mais prestigiados impressores de Madrid — Joaquín Ibarra (impressor real), Antonio de Sancha, Pedro Marín e a Imprenta Real de la Gazeta — o que sugere patrocínio real ou eclesiástico de alto nível. A dedicatória da Embriología Sagrada a Carlos III confirma o seu acesso a círculos da corte durante o período das reformas bourbónicas ilustradas. As suas traduções foram continuamente reeditadas ao longo do século XIX, atestando a sua qualidade e utilidade pastoral. A ausência de dados biográficos detalhados é invulgar para um tradutor de tal proeminência, sugerindo que os registos se perderam ou que Castellot operou sob o anonimato eclesiástico comum aos tradutores da época.

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Ref:

Biblioteca Nacional de España - OCLC : (OCoLC)776414393 [Edição presente].

BNE - OCLC : (OCoLC)1091676249 [Volume VI, Ed. 1773].

BNE - OCLC : (OCoLC)433318452  [Volumes I-XII, Ed. 1753-1772].

Palau (1990) II, 328-329.

Real Academia de la Historia. Biografía de Juan Francisco de Isla.

Paul Mech, « Jean Croiset », Dictionnaire de spiritualité, ascétique et mystique, doctrine et histoire, tome 2.2, col. 2557-2560.

Scheid, Nikolaus. "José Francisco de Isla." The Catholic Encyclopedia. Vol. 8. New York: Robert Appleton Company, 1910 [em linha].


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Referência: 2511SB004
Local: SACO SB265-06


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