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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. RODRIGUES. (José Carlos) DEMANDA OFFERECIDA DE PARTE DOS ESTADOS UNIDOS AO TRIBUNAL DE ARBITRAMENTO CONVOCADO EM GUERRASegundo as estipulações do tractado celebrado em Washington, a 8 de Maio de 1871, entre os Estados Unidos da America e sua magestade a Rainha da Gran-Bretanha. Impresso na Typographia Nacional. Washington. 1872. De 25,5x19 cm. Com viii, 404 págs. Encadernação editorial em tela encerada verde, com gravações a ouro na lombada e esquadrias a seco nas pastas. Ilustrado com um mapa desdobrável da costa sudoeste dos Estados Unidos e das Caraíbas. Exemplar com manchas de tinta e vestígios de etiqueta na pasta anterior. Rasgo sem falta de papel no desdobrável. Obra muito rara e importante, constituindo a tradução oficial portuguesa da demanda dos Estados Unidos na célebre arbitragem de Genebra de 1872. Encomendada pelo Departamento de Estado norte-americano ao jornalista brasileiro José Carlos Rodrigues, esta edição foi impressa pela Typographia Nacional em Washington e destinava-se a apoiar a participação do Brasil como árbitro neutro no mais importante caso de arbitragem internacional do século XIX. Apenas cerca de 20 exemplares sobrevivem em bibliotecas mundiais segundo o WorldCat, e a obra permanece não digitalizada, ao contrário da versão inglesa amplamente disponível, tornando-a extremamente rara no mercado antiquário. A contratação de Rodrigues está documentada nos Caleb Cushing Papers da Library of Congress, incluindo um recibo datado de 24 de Janeiro de 1872 e a tradução portuguesa corrigida, provando o carácter oficial da encomenda pelo Procurador-Geral e Secretário de Estado Hamilton Fish. A arbitragem de Genebra, que resolveu as chamadas Alabama Claims (Reclamações do Alabama) entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, estabeleceu precedentes fundamentais no direito internacional moderno sobre neutralidade, responsabilidade estatal e resolução pacífica de conflitos. A disputa nasceu da construção de navios corsários confederados em estaleiros britânicos durante a Guerra Civil Americana, especialmente o CSS Alabama, que devastou o comércio marítimo da União. O Brasil foi escolhido como árbitro a pedido dos Estados Unidos, e o Visconde de Itajubá assinou a sentença final ao lado dos árbitros da Suíça, Itália e Estados Unidos. Esta tradução portuguesa documenta a participação lusófona num momento decisivo para a codificação do direito internacional moderno, inspirando directamente as Conferências de Paz de Haia de 1899 e 1907, a Corte Permanente de Arbitragem e, posteriormente, o Tribunal Internacional de Justiça. A obra apresenta a demanda formal dos Estados Unidos ao Tribunal de Arbitramento de Genebra estruturada em seis partes principais, segundo o índice constante das páginas iniciais. As três primeiras partes expõem a demanda propriamente dita, analisam o procedimento não amigável da Grã-Bretanha desde o rompimento da Guerra Civil até ao fim da insurreição, e definem os deveres de neutralidade que a Grã-Bretanha devia ter observado segundo o Direito internacional, incluindo análise da Proclamação da Rainha, do Foreign Enlistment Act e da correspondência diplomática entre os dois governos. As partes quarta e quinta especificam os casos concretos em que a Grã-Bretanha deixou de cumprir os seus deveres de neutro, documentando pormenorizadamente as actividades dos corsários insurgentes como o Alabama, Florida, Sumter, Georgia, Rappahannock, Shenandoah e Tuscaloosa. A sexta parte argumenta que o Tribunal deve conceder o pagamento de uma somma redonda aos Estados Unidos, discriminando as reclamações pela destruição de navios e cargas, danos pessoais, despesas com a perseguição dos corsários, transferência de navios à bandeira inglesa, aumento da taxa dos seguros e prolongação da guerra. O volume inclui um índice remissivo detalhado a partir da página 385, facilitando a consulta dos complexos argumentos jurídicos e documentação diplomática que fundamentaram a demanda americana e que viriam a ser acolhidos pelo Tribunal de Genebra na sentença de 14 de Setembro de 1872. José Carlos Rodrigues (Cantagalo, Rio de Janeiro, 1844 – Paris, 1922) foi jornalista, bibliógrafo e tradutor brasileiro. Formado pela Faculdade de Direito de São Paulo, emigrou para os Estados Unidos em 1867, onde fundou e editou O Novo Mundo (Nova Iorque, 1870-1879), único periódico em língua portuguesa nos Estados Unidos na época, dedicado a interpretar a sociedade americana para leitores brasileiros. Durante a década de 1870 trabalhou em Washington traduzindo documentos governamentais, sendo oficialmente contratado pelo Departamento de Estado para traduzir a demanda das Alabama Claims. Após regressar ao Brasil em 1890, adquiriu e dirigiu o Jornal do Commercio (Rio de Janeiro) durante 25 anos, tornando-se uma das figuras mais influentes do jornalismo brasileiro. Publicou a célebre Bibliotheca Brasiliense (1907), catálogo anotado de livros sobre o Brasil ainda hoje consultado por investigadores.
Illustrated with a fold-out map of the south-western coast of the United States and the Caribbean. Copy with ink stains and traces of label on the front board. Tear without loss of paper in the fold-out section. Very rare and important work, constituting the official Portuguese translation of the United States" claim in the famous Geneva arbitration of 1872. Commissioned by the US State Department to Brazilian journalist José Carlos Rodrigues, this edition was printed by Typographia Nacional in Washington and was intended to support Brazil"s participation as a neutral arbitrator in the most important international arbitration case of the 19th century. Only about 20 copies survive in libraries worldwide according to WorldCat, and the work remains undigitised, unlike the widely available English version, making it extremely rare on the antiquarian market. Rodrigues"s hiring is documented in the Caleb Cushing Papers at the Library of Congress, including a receipt dated 24 January 1872 and the corrected Portuguese translation, proving the official nature of the commission by Attorney General and Secretary of State Hamilton Fish. The Geneva arbitration, which resolved the so-called Alabama Claims between the United States and Great Britain, established fundamental precedents in modern international law on neutrality, state responsibility and peaceful conflict resolution. The dispute arose from the construction of Confederate privateers in British shipyards during the American Civil War, especially the CSS Alabama, which devastated Union maritime trade. Brazil was chosen as arbitrator at the request of the United States, and the Viscount of Itajubá signed the final award alongside arbitrators from Switzerland, Italy and the United States. This Portuguese translation documents the Lusophone participation at a decisive moment in the codification of modern international law, directly inspiring the Hague Peace Conferences of 1899 and 1907, the Permanent Court of Arbitration and, later, the International Court of Justice. The work presents the formal claim of the United States to the Geneva Arbitration Tribunal structured in six main parts, according to the index on the initial pages. The first three parts set out the claim itself, analyse Britain"s unfriendly conduct from the outbreak of the Civil War to the end of the insurrection, and define the duties of neutrality that Great Britain should have observed under international law, including an analysis of the Queen"s Proclamation, the Foreign Enlistment Act, and diplomatic correspondence between the two governments. The fourth and fifth parts specify the specific cases in which Britain failed to fulfil its duties of neutrality, documenting in detail the activities of insurgent privateers such as the Alabama, Florida, Sumter, Georgia, Rappahannock, Shenandoah and Tuscaloosa. The sixth part argues that the Court should award a somma redonda to the United States, itemising claims for the destruction of ships and cargoes, personal injury, expenses incurred in pursuing privateers, transfer of ships to the English flag, increased insurance rates and prolongation of the war. The volume includes a detailed index starting on page 385, facilitating consultation of the complex legal arguments and diplomatic documentation that underpinned the American claim and which would be accepted by the Geneva Court in its ruling of 14 September 1872. José Carlos Rodrigues (Cantagalo, Rio de Janeiro, 1844 – Paris, 1922) was a Brazilian journalist, bibliographer, and translator. After graduating from the São Paulo Law School, he emigrated to the United States in 1867, where he founded and edited O Novo Mundo (New York, 1870-1879), the only Portuguese-language periodical in the United States at the time, dedicated to interpreting American society for Brazilian readers. During the 1870s, he worked in Washington translating government documents and was officially hired by the Department of State to translate the Alabama Claims. After returning to Brazil in 1890, he acquired and ran the Jornal do Commercio (Rio de Janeiro) for 25 years, becoming one of the most influential figures in Brazilian journalism. He published the famous Bibliotheca Brasiliense (1907), an annotated catalogue of books on Brazil that is still consulted by researchers today. Referências/References: Referência: 2510SB001
Local: I-SACO SB264-01 Caixa de sugestões A sua opinião é importante para nós. Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
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