RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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OLIVEIRA SALAZAR. (António de) DISCURSOS E NOTAS POLÍTICAS. [ENTREVISTAS] 1928-1966.

Coimbra Editora, Limitada. Coimbra. 1935, 1937, 1943, 1951; 1959; 1967, 1967.

7 Volumes de 20x14 cm. Com xxxii, [viii], 388, [iv]; xxiii, 399, [i]; xv, 419; [viii], 584; [iv], 530; [iv], 446, [i]; [iv], 243, [i] págs. Encadernações de grande beleza todas iguais com as lombadas e os cantos em pele verde, com dois rótulos em cada volume, nervos e elaborados ferros a ouro em casas fechadas nas lombadas. Pastas com ferros a ouro a delimitar a pele e revestidas de papel marmoreado com tons de verde, branco e laranja igual ao usado nas folhas de guarda. Cortes das folhas pintados de verde à cabeça. Com fitas marcadoras em veludo verde.

Ilustrados com retratos de Oliveira Salazar nas capas do 1.º e 6.º volume, em extratexto no 4.º volume e com 4 reproduções fac similadas de manuscritos do autor no primeiro volume.

Exemplar preserva as capas e as lombadas de brochura de todos os volumes.

Conjunto constituído por primeiras edições de todos os volumes dos discursos e notas políticas e com mais um volume preenchido com entrevistas, uma circunstância rara que muito valoriza esta obra fundamental do pensamento político do Século XX.

Uma das mais importantes fontes para o estudo do Estado Novo e do pensamento e acção de Oliveira Salazar que aqui são expostos com clareza e frontalidade. O historiador António José Saraiva (que foi opositor do regime, exilado político e militante comunista) refere que quem lê os "Discursos e Notas" de Salazar “fica subjugado pela limpidez e concisão do estilo, a mais perfeita e cativante prosa doutrinária que existe em língua portuguesa, atravessada por um ritmo afectivo poderoso”. Segundo este autor da "História da Literatura Portuguesa" (obra conjunta com Óscar Lopes) a prosa de Salazar merece um lugar de relevo na História da Literatura Portuguesa e só considerações políticas a arredaram do lugar que lhe compete.

Esta visão do grande historiador e pensador António José Saraiva é consensual entre os principais estudiosos do Estado Novo e do século XX, tais como José Freire Antunes, autor de mais de vinte livros sobre história do Século XX, o filósofo José Gil, Carlos Maria Bobone, estudioso do pensamento filosófico e da política.

António de Oliveira Salazar (Santa Comba Dão, 1889 - Lisboa, 1970) Professor Catedrático da Universidade de Coimbra e Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford. Foi a figura dominante de Portugal, entre 1928 e 1968, desempenhando durante esse período as funções de Ministro das Finanças e Presidente do Conselho de Ministro, cargo este que acumulou, em várias épocas, com as funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros e várias outras funções ministeriais. As funções descritas foram exercidas num regime autoritário, designado por Estado Novo, idealizado por ele, feito à sua medida e que teve o constante apoio dos militares e de vastos sectores das elites portuguesas, que posteriormente se tentaram eximir ao escrutínio dessas decisões defendendo narrativas alternativas.

A forma pormenorizada como exerceu as suas funções, (tratava directamente de quase tudo) a recta intenção, sublinhada igualmente por Saraiva, o desinteresse e honestidade, com que exerceu as suas funções, os grandes êxitos da reforma financeira e económica dos anos 30, a forma como influenciou certos aspectos da Guerra Civil de Espanha, sem entrar nela, o modo como manobrou de forma brilhante a posição de neutralidade de Portugal durante a Segunda Guerra Mundial, salvando o país dos piores efeitos de tão terrível conflagração, deixaram uma memória marcante, que se sobrepõe cada vez mais aos aspectos negativos do regime, que no seu tempo obteve um elevado nível de prestígio internacional.

Mesmo depois da sua morte, o grande ensaísta, Eduardo Lourenço, lamentava-se do facto, que mesmo um jornal de esquerda, como o semanário francês, Le Monde, mostrasse reverência e consideração pelo regime do Estado Novo.

Actualmente cada livro sobre Salazar e o período em que governou é muitas vezes um êxito de vendas e os maiores historiadores contemporâneos têm elaborado cada vez mais biografias críticas de Salazar, que obtêm grande acolhimento público.

O historiador, membro do Partido Comunista, Manuel Loff, numa recensão política à biografia crítica e académica de Ribeiro de Meneses interroga-se: «por que teve esta biografia tão boa aceitação», pergunta retórica a que o autor parece incapaz de responder.

Em 6 de Setembro de 1968, foi internado no Hospital da Cruz Vermelha, onde foi operado de urgência na madrugada do dia seguinte, 7 de Setembro. Na fase pós-operatória foi acometido por um grave acidente vascular cerebral que o incapacitou definitivamente para o exercício do cargo.

 7 volumes. 20×14 cm. xxxii, [viii], 388, [iv]; xxiii, 399, [i]; xv, 419; [viii], 584; [iv], 530; [iv], 446, [i]; [iv], 243, [i] pp. Bindings of great beauty, all identical, with spines and corners in green leather, featuring two labels on each volume, raised bands and elaborate gilt tooled designs within closed panels on the spines. Covers with gilt tooled designs bordering the leather and lined with marbled paper in shades of green, white and orange, matching that used on the endpapers. Green top edges. With green velvet ribbon markers.

Featuring portraits of Oliveira Salazar on the covers of the first and sixth volumes, hors-texte on the fourth volume, and four facsimile reproductions of the author’s manuscripts in the first volume.

Set retains the covers and spines of all the paperback volumes.

Collection comprising first editions of all volumes of speeches and political notes, plus a further volume of interviews – a rare feature that greatly enhances the value of this seminal work on 20th-century political thought.

One of the most important sources for the study of the Estado Novo and the thought and actions of Oliveira Salazar, which are presented here with clarity and candour. The historian António José Saraiva (who was an opponent of the regime, a political exile and a communist activist) notes that anyone who reads Salazar’s “Discursos e Notas” “is captivated by the clarity and conciseness of the style, the most perfect and compelling doctrinal prose to be found in the Portuguese language, imbued with a powerful emotional rhythm”. According to this author of “History of Portuguese Literature” (a joint work with Óscar Lopes), Salazar’s prose deserves a prominent place in the History of Portuguese Literature, and only political considerations have deprived it of the place it deserves.

This view, put forward by the great historian and thinker António José Saraiva, is widely accepted among leading scholars of the Estado Novo and the 20th century, such as José Freire Antunes, author of more than twenty books on 20th-century history, the philosopher José Gil, and Carlos Maria Bobone, a scholar of philosophical thought and politics.

António de Oliveira Salazar (Santa Comba Dão, 1889 – Lisbon, 1970) Full Professor at the University of Coimbra and Doctor Honoris Causa of the University of Oxford. He was the dominant figure in Portugal between 1928 and 1968, serving during that period as Minister of Finance and President of the Council of Ministers, a post which he held, at various times, alongside the roles of Minister for Foreign Affairs and various other ministerial posts. These roles were exercised under an authoritarian regime known as the Estado Novo, which he had conceived and tailored to his own needs, and which enjoyed the constant support of the military and vast sections of the Portuguese elite, who later sought to evade scrutiny of these decisions by promoting alternative narratives.

The meticulous manner in which he carried out his duties (he dealt directly with almost everything), his integrity – also highlighted by Saraiva – the selflessness and honesty with which he performed his duties, the great successes of the financial and economic reforms of the 1930s, the way in which he influenced certain aspects of the Spanish Civil War without becoming involved in it, the way in which he brilliantly manoeuvred Portugal’s position of neutrality during the Second World War, saving the country from the worst effects of such a terrible conflagration, have left a lasting memory, which increasingly overshadows the negative aspects of the regime, which in its time enjoyed a high level of international prestige.

Even after his death, the great essayist Eduardo Lourenço lamented the fact that even a left-wing newspaper such as the French weekly “Le Monde” showed reverence and respect for the Estado Novo regime.

Nowadays, every book about Salazar and the period during which he ruled is often a bestseller, and leading contemporary historians are increasingly producing critical biographies of Salazar, which are very well received by the public.

The historian and member of the Communist Party, Manuel Loff, in a political review of the critical and academic biography of Ribeiro de Meneses, asks: ‘Why was this biography so well received?’, a rhetorical question to which the author seems unable to answer.

On 6 September 1968, he was admitted to the Red Cross Hospital, where he underwent emergency surgery in the early hours of the following day, 7 September. During his post-operative recovery, he suffered a severe stroke which left him permanently unable to carry out his duties.

Referências/References:
Yves Léonard - Salazar, le dictateur énigmatique. Paris: Perrin, 2024
Yves Léonard - Salazar: uma biografia. Lisboa: Edições 70, 2023
Tom Gallagher - Salazar, o ditador que se recusa a morrer. Lisboa: D. Quixote, 2021
Tom Gallagher - Salazar, the dictator who refused to die. London: C. Hurst, 2020
Carlos Maria Bobone - Salazar, o prosador desconhecido. Observador, 11 de Março de 2017.
Fernando Rosas - Salazar e o poder: a arte de saber durar. Lisboa: Edições Tinta da China, 2012
Manuel Loff - Filipe Ribeiro de Meneses, Salazar, biografia política. Lisboa: D. Quixote, 2010, recensão. Análise Social, vol. xlvi (2.º), 2011
Filipe Ribeiro de Meneses - Salazar, biografia política. Lisboa: D. Quixote, 2010
Horácio Neto Fernandes - Oliveira Salazar: A «missão» pedagógica de «salvar» a pátria. Tese de doutoramento. Santiago de Compostela: Facultade de Ciencias da Educación da Universidade de santiago de Compostela, 2006
José Martinho Gaspar - Os discursos e o discurso de Salazar; prefácio de Luís Reis Torgal. Lisboa: Prefácio, 2001
José Martinho Gaspar - Os discursos e o discurso de Salazar. Tese de mestrado em História Contemporânea, Universidade de Coimbra, 2000
José Gil - Salazar: a retórica da invisibilidade. Lisboa: Relógio d'Água, 1995
Moisés de Lemos Martins - O olho de Deus no discurso salazarista. Porto: Afrontamenrto, 1990


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Referência: 2412PG004
Local: M-9-A-66


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