RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
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MUCHA. (Alphonse) FIGURES DÉCORATIVES.

Par A.-M. Mucha. Quarante Planches Reproduisant en Fac-simile les Dessins de L" Artiste. Librairie Centrale des Beaux-Arts. Émile Lévy, Éditeur. Paris. 1905.

De 47,2x34 cm. Com ix, [i em br.], págs. e 40 fólios soltos, acondicionados num álbum com lombada em tela e pastas ilustradas.

Ilustrado com uma média de três motivos decorativos diferentes em cada uma das estampas impressas na tipografia de Fortier et Marotte sobre papel muito encorpado de cores diferentes  - mate, azul claro, verde claro, branco, com uma mancha tipográfica de 37x26,5 cm, salvo algumas excepções como a do fólio 24, que apresenta as dimensões de 37x20,5 cm com um único motivo decorativo.    

Exemplar com desgaste de manuseamento na pasta, em especial à cabeça, com restauro amador. As fitas para fechar as pastas estão em falta. Os fólios com as gravuras apresentam pequenos defeitos nos cantos inferiores das três primeiras, pequena perda de papel na segunda gravura, nos cantos superiores dos fólios nº 27 e 29 e pequenos desgastes marginais em outros fólios.    

As folhas preliminares contêm prefácio de Marie Gabriel Mourey que destaca as principais características que, segundo ele, tornaram célebres as obras de Mucha: a elegância, a graça, a delicadeza, o amor. Estabelece uma grande analogia com a sedução das melopeias das culturas asiáticas, justificando-a com o facto de o artista povoar os seus motivos decorativos de representações idealizadas e evocativas de mulheres, flores, estrelas, pássaros e belos tecidos com grande equilíbrio e harmonia.   

Esta magnífica obra é um dos mais elevados exemplos do estilo Arte Nova, um belíssimo mostruário da arte de Alphonse Mucha no seu período mais produtivo entre 1895 e 1905 e que exerceu uma profunda influência na arte e no design dos séculos XX e XXI.  

Os desenhos muito elaborados desta obra, colocados em rectângulos, triângulos, estrelas, círculos e formas geométricas irregulares, mostram exemplos da maneira como os arabescos, os motivos vegetais, as formas naturais e, em especial, as mulheres e crianças, podiam ser usados na decoração e na ornamentação de objectos, dentro dos cânones da Arte Nova.

O livro é contemporâneo da época em que o autor foi professor na Académie Colarossi ministrando um curso que habilitava os estudantes a elaborarem decorações artísticas aplicadas a painéis decorativos, janelas, porcelanas, esmaltes, lacas, mobílias, jóias e posters.      

 

ALFONS MARIA MUCHA (Ivancice, República Checa, 1860 – Praga, 14 de Julho de 1939) foi um artista checo, que se notabilizou como pintor, ilustrador e designer gráfico. Começou por ser católico, mas em 1898 aderiu ao Grande Oriente de França e quando regressou ao seu país participou na expansão da maçonaria em Praga. Foi sempre um fervoroso nacionalista checo e faleceu devido a problemas de saúde depois de ter ficado detido alguns dias para interrogatório pelas tropas alemãs que tinham invadido a então Checoslováquia em 15 de Março de 1939.  

Apesar da sua paixão pela pintura e de um certo distanciamento em relação ao seu período parisiense, Mucha obteve fama e uma grande popularidade, que dura até aos nossos dias, pelos seus trabalhos artísticos realizados em Paris e integrados no estilo designado por Arte Nova. 

O PERÍODO PARISIENSE - 1888 - 1905. 

Chegou a Paris em 1888 e, subsidiado pelo Conde Belasi, estudou na Académie Julian e na Académie Colarossi com os professores Jules Lefevre e Jean-Paul Laurens. Começou a produzir ilustrações para publicações periódicas e depois para livros e recebeu uma medalha de honra em 1894, pelas ilustrações da obra Cenas e Episódios da História da Alemanha, expostas no Salão dos Artistas de Paris. Nesse mesmo ano a sua carreira recebeu um impulso decisivo com o êxito obtido pelo seu poster de anúncio da peça de teatro Gismonda, para a actriz Sara Bernhardt, que se tornou sua cliente com um contrato de seis anos, no âmbito do qual, além de muitos posters, Mucha desenhou programas de teatro, cenários, vestidos e jóias. 

Em 1897 a Librairie Centrale des Beaux-Arts, para quem Mucha trabalhava desde 1890, lançou a revista Art et Decoration que foi um importante meio de divulgação do estilo Arte Nova. A fama obtida com os posters para Sara Bernhardt levou ao aumento das encomendas, tendo o artista desenhado grande número de posters e postais para fins comerciais e, o que era inovador, para fins decorativos. O seu prestígio internacional atingiu o zénite com a grande exposição de 448 dos seus trabalhos, que decorreu em 1897 no Salon des Cent em Paris, e que posteriormente foi apresentada em várias cidades europeias e em Nova Iorque. 

Mucha ganhou ainda mais prestígio com a sua participação na Exposição Universal de Paris de 1900, que foi uma grande montra do estilo Arte Nova, tendo produzido pinturas para o Pavilhão da Bósnia Herzegovina, na altura integrada no Império Austríaco, e muitas outras obras. 

A VIDA ARTÍSTICA DESDE O INÍCIO ATÉ AO SEU FALECIMENTO.  

A carreira de Mucha começou desde cedo em Brno, capital da Morávia e em 1880-1881 passou a viver em Viena onde ganhou experiência na elaboração de decorações para teatros e onde recebeu a influência de Hans Makart, autor de pinturas murais para palácios e edifícios governamentais. De volta à Morávia estabeleceu-se na cidade de Mikulov entre 1881 e 1885, onde trabalhou para o Conde Eduard Khuen Belasi, que se tornou seu mecenas e começou a pagar os seus estudos. 

Assim, com o apoio do Conde Belasi, Mucha instalou-se em Munique em 1885 onde permaneceu até 1888. Apesar de não ter estudado na Academia de Belas Artes dessa cidade, conviveu com grande número de artistas checos que nela estudavam e com o  pintor e ilustrador russo Leonid Pasternak, autor das ilustrações de romances de Tolstoi e pai do famoso poeta e romancista Boris Pasternak. Neste período Mucha pintou um quadro dos santos patronos dos Checos, Cirílio e Metódio, para uma igreja dos emigrantes checos na cidade de Pisek no Dakota do Norte nos Estados Unidos da América.      

Depois da importante estadia em Paris de 1888 a 1904, já descrita acima por estar fortemente relacionada com o presente livro, Mucha deslocou-se para Nova Iorque onde viveu entre 1904 e 1909, tendo-se dedicado especialmente ao ensino e obteve o mecenato de Charles Richard Crane para o seu projecto de pintar uma grande série de quadros sobre a história dos povos eslavos. 

De volta a Praga, realizou entre 1909 e 1911 as pinturas murais e do tecto da Câmara Municipal de Praga instalando-se em 1912 no Castelo de Zbiroh, na Boémia, onde permaneceu até 1928 e onde pintou os vinte quadros de grande dimensões (6x8 metros) sobre os povos eslavos, com o título Epopeia Eslava e que foram doados à cidade de Praga.  

No período final da sua vida continuou a trabalhar em Praga tendo produzido, por exemplo, em 1931, os vitrais para a Catedral de São Vito. Em 1936 decorreu uma grande restrospectiva da sua obra no Museu Jeu de Paume, em Paris com 139 trabalhos entre os quais três quadros do ciclo eslavo.   

MARIE GABRIEL MOUREY (Marselha, 1865 - Neuilly-sur-Seine, 1943) escritor francês autor de novelas, ensaios, poesias, peças de teatro, traduções e críticas de arte.  

 Dim.: 47.2x34 cm. with ix, [i blank], pages and 40 loose folios, packed in an album with a canvas spine and illustrated folders.

Illustrated with an average of three different decorative motifs in each of the prints printed in the Fortier et Marotte"s typography on very thick paper of different colours - matt, light blue, light green, white, with a typographic print of 37x26.5 cm, except for a few exceptions, such as folio 24 of 37x20.5 cm with a single decorative motif.    

Copy with handling wear to the boards, especially at the top, with amateur restoration. The ribbons to close the boards are missing. The folios with the illustrations show small defects in the lower corners of the first three, a small loss of paper in the second illustration, in the upper corners of folios nº 27 and 29 and small marginal wear in other folios.    

The preliminary pages contain the foreword by Marie Gabriel Mourey, who highlights the main characteristics which, according to him, made Mucha"s works famous: elegance, grace, delicacy, love. He establishes a great analogy with the seduction of the melopoeiasof Asian cultures, justifying it with the fact that the artist populates his decorative motifs with idealised and evocative representations of women, flowers, stars, birds, and beautiful fabrics with great balance and harmony.   

This magnificent work is one of the finest examples of the Art Nouveau style, a beautiful showcase of the art of Alphonse Mucha in his most productive period between 1895 and 1905, which had a profound influence on the art and design of the 20th and 21st centuries.  

The very elaborate drawings in this work, placed in rectangles, triangles, stars, circles, and irregular geometric shapes, show examples of the way in which arabesques, vegetal motifs, natural forms and, in particular, women and children could be used in the decoration and ornamentation of objects, within the canons of Art Nouveau.

The book dates from the time when the author was a teacher at the Académie Colarossi, teaching a course that enabled students to produce artistic decorations applied to decorative panels, windows, porcelain, enamels, lacquers, furniture, jewellery, and posters.    

ALFONS MARIA MUCHA (Ivancice, Czech Republic, 1860 - Prague, 14 July 1939) was a Czech artist, who became known as a painter, illustrator and graphic designer. He was initially a Catholic, but in 1898 he joined the Grand Orient of France and when he returned to his country he participated in the expansion of Freemasonry in Prague. He was always a fervent Czech nationalist and died of a health problem after being detained for a few days for interrogation by the German troops that had invaded Czechoslovakia on March 15, 1939.  

Despite his passion for painting and a certain detachment from his Parisian period, Mucha achieved fame and great popularity, which endures to the present day, for his artistic works made in Paris and integrated in the style known as Art Nouveau. 

THE PARISIAN PERIOD - 1888 - 1905. 

He arrived in Paris in 1888 and, sponsored by Count Belasi, studied at the Académie Julian and the Académie Colarossi with professors Jules Lefevre and Jean-Paul Laurens. He began producing illustrations for periodicals and then for books and received a medal of honour in 1894 for his illustrations of the work Scenes and Episodes of German History, exhibited at the Salon des Artistes in Paris. In the same year his career received a decisive boost with the success of his poster advertising the play Gismonda for the actress Sara Bernhardt, who became his client on a six-year contract, under which, in addition to many posters, Mucha designed theatre programmes, sets, dresses, and jeweller. 

In 1897 the Librairie Centrale des Beaux-Arts, for whom Mucha had worked since 1890, launched the magazine Art et Decoration which was an important means of divulging the Art Nouveau style. The fame obtained with the posters for Sara Bernhardt led to an increase in orders, and the artist designed a large number of posters and postcards for commercial purposes and, rather innovatively, for decorative purposes. His international prestige reached its peak with the great exhibition of 448 of his works, which took place in 1897 at the Salon des Cent in Paris, and was later presented in various European cities and in New York. 

Mucha gained even more prestige with his participation in the Paris Universal Exhibition of 1900, which was a great showcase of the Art Nouveau style, and he produced paintings for the Pavilion of Bosnia-Herzegovina, then part of the Austrian Empire, and many other works. 

ARTISTIC LIFE FROM THE BEGINNING UNTIL HIS DEATH.  

Mucha"s career started early in Brno, the capital of Moravia and in 1880-1881 he moved to Vienna where he gained experience in making decorations for theatres and where he was influenced by Hans Makart, author of wall paintings for palaces and government buildings. Back in Moravia, he settled in the town of Mikulov between 1881 and 1885, where he worked for Count Eduard Khuen Belasi, who became his patron and started paying for his studies. 

Thus, with the support of Count Belasi, Mucha settled in Munich in 1885, where he remained until 1888. Although he did not study at the Academy of Fine Arts in that city, he came into contact with a great number of Czech artists who studied there and with the Russian painter and illustrator Leonid Pasternak, author of illustrations for Tolstoy"s novels and father of the famous poet and novelist Boris Pasternak. During this period Mucha painted a picture of the patron saints of the Czechs, Cyril and Methodius, for a church of Czech emigrants in the town of Pisek in North Dakota in the United States of America.      

After his important stay in Paris from 1888 to 1904, already described above because it is strongly related to the present book, Mucha moved to New York where he lived between 1904 and 1909, having dedicated himself especially to teaching and got a sponsorship from Charles Richard Crane for his project to paint a large series of pictures on the history of Slavic peoples. 

Back in Prague, between 1909 and 1911 he painted the murals and the ceiling of the Prague Town Hall. In 1912 he moved to Zbiroh Castle, in Bohemia, where he stayed until 1928 and where he painted the twenty large paintings (6x8 metres) on the Slavic peoples, entitled Slavic Epic, which were donated to the city of Prague.  

Towards the end of his life he continued to work in Prague, producing the stained glass windows for St. Vitus Cathedral in 1931, for example. In 1936 a great retrospective of his work was held at the Jeu de Paume Museum in Paris with 139 works, including three paintings from the Slavic cycle.   

MARIE GABRIEL MOUREY (Marseille, 1865 - Neuilly-sur-Seine, 1943) French writer author of novels, essays, poetry, plays, translations, and art critic.  

Referência: 2104PG004
Local: M-11-A-57


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