RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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EUGÉNIA NETO. (Maria) e Irene Neto. AGOSTINHO NETO E A LIBERTAÇÃO DE ANGOLA (1949-1974) - ARQUIVOS DA PIDE-DGS.

Volume I, 1949-1960. Volume II, 1961-1967. Volume III, 1968-1970. Volume IV, 1971-1972. Volume V, 1973-1974. Fundação Dr. António Agostinho Neto. Luanda. 2012.

5 volumes de 29,5x21 cm. Com x, 963; 890; 898; 949; 878 págs. Brochados, com estampagens a ouro nas lombadas e nas capas anteriores.

Profusamente ilustrados no texto com fac-similes de documentos, de elevada qualidade. Apresenta ainda fotografias nas páginas que iniciam um novo capítulo e alguns mapas e tabelas, no texto introdutório.

Edição coordenada por Maria Eugénia Neto e Irene Neto. Esta última também foi responsável pela pesquisa e a selecção documental ficou a cargo do seu marido, o economista São Vicente.

A presente obra coloca «à disposição dos interessados uma colectânea de documentos da PIDE/DGS e de outra fontes relativos ao Processo Nº 88 de António Agostinho Neto», que permitem «seguir todo o seu percurso, assim como o de muitos que o acompanharam, até 1974».

A obra é introduzida por uma extensa narrativa biográfica (págs. 7-482, vol. I) com o título: «Agostinho Neto e a Liderança da Luta pela Independência de Angola 1945-1975», da autoria de São Vicente. Segue-se então, ao longo dos cinco volumes, a reprodução de mais de 1500 documentos, dispostos por ordem cronológica e selecionados entre os cerca de 6000 sobre Agostinho Neto que existem no Arquivo da PIDE/DGS e em outros fundos documentais, na maioria existentes nos Arquivos da Torre do Tombo e que esta concedeu autorizou à Fundação Dr. Agostinho Neto para os seleccionar e reproduzir. 

António Agostinho Neto (Caxicane, Ícolo e Bengo, Angola 1922 - Moscovo 1979) Político e médico, foi o Primeiro Presidente de Angola de 11 de Novembro de 1975 a 10 de Setembro de 1979 (reconhecimento formal por Portugal em 22 de Fevereiro de 1976). Foi funcionário dos serviços de saúde, em Angola, inscreveu-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde se torna um dos fundadores da secção da CEI - Casa dos Estudantes do Império, que lança a revista Movimento, em colaboração com Lúcio Lara e Orlando de Albuquerque, e o grupo "Vamos Descobrir Angola", que deu origem ao "Movimento dos Jovens Intelectuais de Angola". Em 1948 ganha uma bolsa de estudos dos metodistas americanos, transferindo a sua matrícula para a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Em 1948 foi preso pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado PIDE, em Lisboa, quando recolhia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz ficando encarcerado durante três meses. Ao ser solto, Agostinho Neto, em parceria com Amílcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro fundam, clandestinamente o Centro de Estudos Africanos, instituição que viria a ser fechada pela PIDE em 1951. No mesmo ano é eleito representante da Juventude das Colônias Portuguesas (JCP) junto ao Movimento de Unidade Democrática - Juvenil (MUD-J), grupo fortemente ligado ao Partido Comunista Português (PCP). As atividades no JCP rendem-lhe uma nova prisão pela PIDE, em Lisboa, em 1951. Em 1955 Foi novamente preso pelas suas atividades políticas no JCP e no MUD-J em 1955, sendo condenado a 18 meses de prisão o que motivou a condenação de muitos intelectuais entre eles Simone de Beauvoir, François Mauriac, Jean-Paul Sartre e o poeta cubano Nicolás Guillén.  

Libertado em Julho de 1957, licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em 27 de outubro de 1958. Em 1959 integra-se no Movimento Anticolonial (MAC). Em 22 de dezembro de 1959, juntamente com a família, ruma para Luanda, onde abre um consultório médico. Em 8 de junho de 1960 é preso em Luanda e deportado para o arquipélago de Cabo Verde, ficando instalado na prisão de Ponta do Sol, ilha de Santo Antão; finalmente é transferido para o Campo do Tarrafal, onde fica até outubro de 1962. É liberto da prisão em Março de 1963 e foge de Portugal com sua família, instalando-se em Quinxassa, onde o MPLA tinha a sua sede no exílio, reassumindo as funções de presidente efetivo do MPLA durante a Conferência Nacional do Movimento. No mesmo ano ruma, com a sede do MPLA, para Brazavile em consequência da sua expulsão do Zaire que passou a dar o apoio total á Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA). Passa a coordenar totalmente o núcleo militar do movimento, abrindo as frentes de Cabinda (1963) e do Leste de Angola (1966). Em 1968 transfere a sua família para Dar-es-Salam, onde continuará até 4 de Fevereiro de 1975. Nesse ano 1975 é recebido em Luanda, nos preparativos para o Acordo do Alvor, em Portugal, onde é acordado estabelecer um "governo de transição" que inclui o MPLA, Portugal, FNLA e União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). Agostinho Neto lidera o MPLA na proclamação da independência, sendo essas ações o prelúdio da Guerra Civil Angolana.  Em 11 de novembro de 1975 Angola é declarada independente e Agostinho Neto é proclamado seu primeiro presidente, continuando Comandante-em-Chefe das FAPLA e Presidente do MPLA. Alinha-se com o bloco socialista e estabelece um regime ditatorial mono-partidário, inspirado no modelo então praticado nos países comunistas do Leste Europeu. Morreu durante uma operação a um cancro no fígado realizada em Moscovo. 

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Referência: 2102SB022
Local: SACO SB107


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