RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
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PINTO BALSEMÃO. (Eduardo Augusto de Sá Nogueira) A GUERRA DOS DEMBOS.

Por... Imprensa do Governo. Loanda. 1872.

De 22,5x15 cm. Com viii, 35, [i] págs. Brochado.

Exemplar com defeitos, como um buraco nas duas primeiras folhas, esfacelamentos e rasgões com perda de suporte nas últimas folhas, atingindo o texto. Com apontamentos manuscritos na última página.

Defesa brilhante dos actos do governador-geral de Angola, o conselheiro José Maria da Ponte e Horta; neste folheto, segundo consta, demonstra o seu autor a oposição acintosa feita a este governador, devido unicamente às enérgicas medidas administrativas que ele adoptara, cortando alguns abusos e introduzindo a moralidade na administração, e não à guerra dos Dembos que serviu apenas de pretexto.

René Pélissier afirma: «pequeno livro de extrema raridade, é o único a expor as opiniões oficiais sobre a revolta dos Dembos de 1871-1872. Práticamente, nunca foi utilizado.»

Eduardo Pinto Balsemão (Quinta da Ermida, Torres Vedras 1837 - Lisboa 1902). Secretário-geral de Angola, de Cabo Verde e do governo-geral da Índia. Filho de José Alvo Pinto Balsemão, filho do 2.º visconde de Balsemão, Luís Máximo Alfredo Pinto de Sousa Coutinho, e de sua mulher D. Maria Brígida de Sá Nogueira, filha de Faustino José Lopes Nogueira de Figueiredo, fidalgo da Casa Real; alcaide-mor de Cadaval, etc. Era sobrinho por parte de seu pai, dos 3.os e 4.os viscondes de Balsemão, e por parte de sua mãe, do marquês de Sá da Bandeira, Bernardo Nogueira Figueiredo. Foi Comendador da Ordem de Cristo, e cavaleiro da de N. Sr.ª da Conceição; sócio correspondente da Sociedade de Geografia de Lisboa, e da Sociedade Propagadora de Conhecimentos Geográficos Africanos de Luanda.

Foi Secretário-geral de Angola, do governo-geral da Índia e de Cabo Verde, para onde foi nomeado por decreto de 10 de Setembro de 1877, lugar onde se aposentou, dedicando-se depois a trabalhos jornalísticos, sendo proprietário e director do jornal O Ultramarino. Como oficial-mor da Secretaria-geral do Estado da Índia, foi nomeado secretário-geral deste estado, por decreto de 20 de fevereiro de 1877, em atenção ao merecimento, serviço e mais circunstâncias que nele concorriam. Tomou posse do seu lugar a 8 de maio do referido ano. Era então governador Tavares de Almeida, e tendo este adoecido, Pinto Balsemão substituiu-o durante a doença e depois da sua morte, fez parte do conselho governativo. É autor de Os portugueses no Oriente; feitos gloriosos praticados pelos portugueses no Oriente, 1.ª parte (1510 a 1600); 2.ª parte (1600 a 1700) e 3.ª parte (1700 a 1882). Estas três partes foram publicadas em Nova Goa, sem ano de impressão, mas sabe-se que a 1.ª e a 2.ª saíram em 1881 e a 3.ª em 1882. A 1.ª parte é dedicada à memória do Marquês de Sá da Bandeira, tio do autor, e a 3.ª a Latino Coelho. Escreveu mais duas obras sobre Angola, publicadas em Luanda em 1867 e 1871 e publicou um conjunto de documentos sobre a sua vida pública, com edições de 1877 e 1880.

René Pélissier. História das Campanhas de Angola. Vol. II, página 369.

Portugal. Dicionário Histórico, 7 volumes, Romano Torres Editor, 1904-1915. (Edição para a internet, por Manuel Amaral, 2000-2010).

 

Referência: 1901PG029
Local: I-6-E-126


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