RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
 
   

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FROES DE FIGUEIREDO. (Luís Botelho) PONTE SEGURA PARA O GOLFO DA VIDA

NO estreyto passo da morte, que a mão do supremo Artifice deyxou por misericordia a toda a alma viadora, descuydada do caminho, & fatigada no transito, Levantada em tres Arcos triunfaes, & milagrosos, fabricados dos tres soberanos nomes de JESVS, MARIA, JOSEPH; Cada hum de cinco pedras pelos significados de cada hua das cinco letras, para se segurar o passo da vida naquella ultima hora. DEDICADA AO SENHOR BARTHOLOMEU DE SOUSA MEXIA, Do Conselho de S. Magestade, Conselheyro de sua Real Fazenda, seu Secretario das Merces, Expediente, & Assinatura, Fidalgo da sua Casa, & Cavalleyro do Habito de Christo, & da mesma Ordem Commendador da Commenda de S. Pedro de Lourosa, &c. Autor LUIS BOTELHO FROES DE FIGUEYREDO, Filosofo, Canonista na Universidade de Coimbra. LISBOA, Na Officina Real Deslandesiana. Com todas as licenças necessarias. 1713.

In 8º de 14,4x9,7 cm. com [xxiv], 276, [ii] págs.

Encadernação da época inteira de pergaminho com o título escrito à pena na lombada com bela caligrafia. Cortes das folhas carminados.

Impressão muito nítida em caracteres redondos e alguns itálicos (na dedicatória) sobre papel de linho muito sonante ornamentada com cabeções, iniciais decoradas e florões de remate no fim de cada uma das partes da obra, sendo especialmente notável pela sua beleza e por ser pouco comum, o da página 199.

Entre as páginas 201 e 254 incluí: «SEMANA ESPIRITUAL PARA O EXERCÍCIO CATHOLICO SAUDAVEL E QUOTIDIANO DA ORAÇÃO MENTAL,» com o título em folha à parte e as páginas 255 a 276 incluem: «VIDA, MORTE, & JUIZO DO MUNDO. SCENA REAL DO DESENGANO, QVE EM TRES espantosos actos, para espectaculo dos olhos, representa hoje a Musa neste theatro metrico.», que é um poema em três cantos em estrofes de 12 versos de rima pareada.

As folhas preliminares contêm a dedicatória, prólogo, licenças datadas de 12-07- 1712 e 11-02-1713, com aprovações de Fr. Jerónimo de Santiago e D. António de Santa Helena. As páginas finais contêm uma protestação do autor afirmando a sua conformidade com os ensinamentos da Igreja.

Excelente impressão sobre papel de linho, com muita sonoridade, ilustrado com belas capitulares e vinhetas xilográficas.

Belíssimo exemplar da raríssima 1ª edição, que Inocêncio não teve conhecimento e de que não existe nenhum exemplar registado na BNP.

Obra foi novamente publicada em 1717, 1753 e 1759.

Trata-se de um esplêndido exemplo literário, pouco estudado, da mundividência artística e religiosa do mundo barroco em Portugal.

Inocêncio V, 232-233 e XIII, 352. No 5º volume indica outras edições desta obra e no 13º afirma, erradamente, que a 1ª edição é de 1717.

Referência: 1712PG100
Local: M-3-D-37


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