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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. ISALITA. DOCES E COZINHADOS. [29.ª EDIÇÃO]29.ª Edição. Livraria Sá da Costa Editora. Lisboa. 2016. De 25x18 cm. Com 350 págs. Encadernação do editor com sobrecapa de proteção. Ilustração da capa por Fernando Martins. Ilustrado com vinhetas decorativas. Design gráfico António Néo. A presente edição tem prefácio de Bertílio Gomes. Doces e Cozinhados, publicado originalmente em 1925, é um dos livros de culinária mais influentes da história da gastronomia portuguesa. A obra reflete a transição da cozinha tradicional para os lares modernos do início do século XX. Reúne mais de 300 receitas práticas tradicionais portuguesas e de inspiração internacional, e divide-se em secções práticas que cobrem todo o menu, desde entradas a sobremesas. Destaca-se fortemente pela secção de doçaria, que deu grande fama à obra. Escrito de forma clara para que qualquer dona de casa o pudesse usar e privilegia produtos fáceis de encontrar nos mercados portugueses da época. Substituiu a medição 'a olho' por instruções e proporções mais exatas. Um dos livros com mais edições em Portugal. O impacto foi tão grande que o livro passou a ser chamado apenas de 'Isalita'. Foi durante muito tempo considerado uma boa prenda de casamento e fazia muitas vezes parte do enxoval de uma noiva numa tradição que passava de mãe para filha. Continua a ser uma referência para chefs e historiadores da alimentação. O pseudónimo Isalita, autor do livro, esconde a identidade de duas amigas que colaboraram na criação da obra: Maria Isabel de Sousa Campos Henriques e Angela Carvajal y Pinto Leite Telles da Silva (conhecida por Angelita). Tal como Maria Isabel, Angelita preferiu manter uma postura discreta. Na Lisboa dos anos 1920, não era comum que mulheres da alta burguesia ou aristocracia assinassem livros comerciais com os seus nomes próprios, daí a opção pelo pseudónimo. Maria Isabel de Sousa Campos Henriques foi a principal mente culinária por trás do pseudónimo Isalita, sendo a coautora e testadora das receitas do célebre livro Doces e Cozinhados (1925). Embora o livro tenha nascido de uma parceria com a sua amiga Angela Carvajal (Angelita), relatos históricos indicam que Maria Isabel assumiu o papel mais prático no desenvolvimento da obra. De acordo com testemunhos da sua antiga governanta, Maria Augusta Velhuco, Maria Isabel era quem escolhia, refinava e testava todas as receitas na cozinha da sua própria casa. Enquanto Maria Isabel entrava com o conhecimento gastronómico e prático, a coautora Angelita participou essencialmente com o suporte financeiro. Este investimento conjunto permitiu pagar os custos de impressão das placas originais à prestigiada editora Bertrand. Angela Carvajal y Pinto Leite Telles da Silva, carinhosamente conhecida como Angelita, foi a coautora e a grande impulsionadora financeira do livro Doces e Cozinhados (1925). Pertencia a famílias influentes da época, ligadas a linhagens aristocráticas e empresariais em Portugal (como as famílias Pinto Leite e Telles da Silva), e era neta do Duque de Abrantes (Grande de Espanha). Enquanto a sua amiga Maria Isabel assumia a vertente mais prática de testar as receitas na cozinha, Angelita desempenhou o papel crucial de patrocinadora do projeto. Foi o seu capital que permitiu pagar os elevados custos de produção da época. Isso incluiu a gravação das placas originais necessárias para a impressão do livro junto da prestigiada Editora Bertrand. Bertílio Gomes é um prestigiado chef de cozinha português que assina o prefácio da 29.ª edição do livro Doces e Cozinhados de Isalita, lançada pela Livraria Sá da Costa Editora. Como defensor do património gastronómico português e dos ingredientes locais, o chef foi convidado para introduzir a reedição contemporânea deste clássico. O seu prefácio ajuda a contextualizar a importância histórica das receitas da Isalita para a cozinha moderna em Portugal.
Graphic design by António Néo. This edition features a preface by Bertílio Gomes. Doces e Cozinhados, originally published in 1925, is one of the most influential cookery books in the history of Portuguese gastronomy. The book reflects the transition from traditional cooking to modern households in the early 20th century. It brings together over 300 practical traditional Portuguese and internationally inspired recipes, and is divided into practical sections covering the entire menu, from starters to desserts. Its confectionery section is a particular highlight, and is what has made the book so famous. Written in clear language so that any housewife could use it, it favours ingredients that were easy to find in Portuguese markets at the time. It replaced ‘eyeballing’ measurements with more precise instructions and proportions. One of the most frequently reprinted books in Portugal. Its impact was so great that the book came to be known simply as ‘Isalita’. For a long time, it was considered a good wedding gift and was often part of a bride’s trousseau, in a tradition passed down from mother to daughter. It remains a key reference for chefs and food historians. The pseudonym Isalita, the book’s author, conceals the identities of two friends who collaborated on the work: Maria Isabel de Sousa Campos Henriques and Angela Carvajal y Pinto Leite Telles da Silva (known as Angelita). Like Maria Isabel, Angelita preferred to keep a low profile. In 1920s Lisbon, it was not common for women from the upper middle class or the aristocracy to sign commercial books with their real names, hence the choice of a pseudonym. Isa from Isabel + Lita from Angelita. Maria Isabel de Sousa Campos Henriques was the leading culinary mind behind the pseudonym Isalita, having co-authored and tested the recipes for the celebrated book Doces e Cozinhados (1925). Although the book arose from a partnership with her friend Angela Carvajal (Angelita), historical accounts suggest that Maria Isabel took on the more practical role in the book’s development. According to testimonies from her former housekeeper, Maria Augusta Velhuco, it was Maria Isabel who selected, refined and tested all the recipes in her own kitchen. Whilst Maria Isabel contributed her gastronomic and practical knowledge, her co-author Angelita essentially provided financial support. This joint investment enabled them to cover the costs of printing the original plates at the prestigious publisher Bertrand. Angela Carvajal y Pinto Leite Telles da Silva, affectionately known as Angelita, was the co-author and main financial backer of the book Doces e Cozinhados (1925). She belonged to influential families of the time, linked to aristocratic and business lineages in Portugal (such as the Pinto Leite and Telles da Silva families), and was the granddaughter of the Duke of Abrantes (Grandee of Spain). Whilst her friend Maria Isabel took on the more practical role of testing the recipes in the kitchen, Angelita played the crucial role of patron of the project. It was her capital that made it possible to cover the high production costs of the time. This included the engraving of the original plates required for the book’s printing by the prestigious publisher Bertrand. Bertílio Gomes is a renowned Portuguese chef who has written the preface to the 29th edition of the book Doces e Cozinhados de Isalita, published by Livraria Sá da Costa Editora. As a champion of Portugal’s culinary heritage and local ingredients, the chef was invited to write the introduction to this contemporary reissue of the classic. His preface helps to contextualise the historical importance of Isalita’s recipes for modern cuisine in Portugal. Ref.: Referência: 1703NL027
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