RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
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MOUSINHO DE ALBUQUERQUE. (Luís da Silva) CURSO ELEMENTAR DE PHYSICA E DE CHYMICA

OFFERECIDO AOS ALUMNOS DESTAS SCIENCIAS NO REAL LABORATORIO CHYMICO DA MOEDA: POR L. S. M. DE ALBUQUERQUE. LISBOA: NA TYPOGRAFIA DE ANTONIO RODRIGUES GALHARDO, Impressor do Tribunal do Conselho de Guerra. Com Licença de Sua Magestade. 1824.

5 volumes in 8º gr. de 20x14 cm com a seguinte colação:

1º volume com xx, 109, 105 págs, 7 tabelas, 51, [3] págs, e com 11 estampas desdobráveis.

2º volume com 101, 1 desdobrável, 44, 203, 22, [5] págs., 6 quadros de dados desdobráveis e 15 estampas desdobráveis.

3º volume com 162, 161 págs, 3 fólios inumerados e quadros de dados no texto, 1 quadro de dados extratexto e 2 estampas desdobráveis.

4º volume com 216, [5], 59, [4] págs. e 3 quadros de dados intercalados no texto.

5º volume com 62, 47, 6, 16, 58, 20, 42, 34, 37, 26, 11, 10, [21] págs. e 1 quadro de dados desdobrável.

Encadernações da época inteiras de pele com finos ferros a ouro por casas fechadas ao gosto inglês e ferros rolados a ouro sobre as esquadrias das pastas. Corte das folhas marmoreado. Folhas de guarda em papel decorativo da época.

Exemplar com título de posse de Joaquim Bernardo Pinto da Silva, em Villa Real.

Obra completa, raríssima, inexistente em bibliotecas públicas, de grande interesse na compreensão da modernidade do ensino universitário em Coimbra, relativamente às ciências que permitiram a Revolução Industrial do mundo ocidental.

Na primeira metade do século XIX, o Laboratório Químico da Casa da Moeda, que então se situava na Rua de São Paulo em Lisboa, foi um dos mais importantes polos científicos do País, destacando‑se no domínio da química aplicada, fornecendo importantes dados e pareceres enquanto laboratório oficial de análises, bem como no ensino reputado daquela ciência. [...] Em 1804 o Laboratório Químico da Casa da Moeda estava instituído e o seu diretor era José Bonifácio de Andrada e Silva, que era, desde 1801, o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, [...] tendo sido responsável pela descoberta, na ilha de Utö, na Suécia, em 1800, da petalita (minério que, mais tarde, haveria de levar à descoberta de um novo elemento químico, o lítio). [...] Andrada e Silva, que mais tarde haveria de assumir um papel decisivo na independência do Brasil, tinha como ajudante João António Monteiro, lente de Metalúrgia em Coimbra, que, por sua vez, teria como ajudante Gregório José de Seixas. O Príncipe Regente manda então anexar o Laboratório à Universidade de Coimbra, facto que muito contribuiu para o prestígio e autoridade dos cursos ministrados na Casa da Moeda sem que, no entanto, fosse retirada ao Laboratório uma certa independência organizativa (vide Boletim Interno Imprensa Nacional - Casa da Moeda, S. A. Outubro 2012).

Referimos os assuntos mais notáveis em cada volume desta obra:

Volume 1: A compressibilidade e a elasticidade do ar e dos líquidos e a determinação matemática da compressibilidade dos gases.

Volume 2: O cálculo matemático da electricidade e das descargas das pilhas voltaicas.

Volume 3: A decomposição dos ácidos e dos óxidos, por famílias de elementos não metálicos e metálicos

Volume 4: Sobre a obtenção dos sais: sulfatos, sulfitos, fosfatos, etc. Com tabelas, leis e autores da determinação das descobertas.

Volume 5: Sobre a química orgânica, no qual são determinados os processos de obtenção dos produtos imediatos como o açucár e a nicotina; da obtenção dos produtos hidrogenados como as essências, a resina e as borrachas; da obtençaõ dos produtos azotados como o fermento; da obtenção de corantes e tintas e a teoria da obtenção dos pigmentos e tintas; da obtenção do álcool e do éter. Apresenta dois grandes capítulos sobre as bases salináveis vegetais e a combinação dos ácidos vegetais com as bases salináveis inorgânicas. Apresenta um capítulo de considerações físico-químicas do nascimento, vida, morte e decomposição das plantas, na qual se incluem os betumes, as naftas e os asfaltos.

Inocêncio V, 323 e XVI, 71: In ESCRIPTOS SCIENTIFICOS, ADMINISTRATIVOS E LITTERARIOS: Luís da Silva Mousinho de Albuquerque, Curso elementar de Physica e de Chimica. Lisboa, 1824. 4º. 5 tomos com estampas. - Este tratado, primeira obra completa daquelas ciências que apareceu em Portugal, foi composto pelo autor para uso dos seus discípulos, quando no referido ano e seguintes as professou gratuitamente na casa da Moeda [...]

[…] Luis da Silva Mousinho de Albuquerque, Fidalgo da Casa Real, do Conselho de Sua Majestade, Cavaleiro da Ordem de S. João de Jerusalém, Grão-cruz da de N. S. da Conceição, e Comendador da Torre e Espada; Coronel do corpo de Engenheiros; Provedor da Real Casa da Moeda em 1824; Secretário da Regência na ilha Terceira; Governador civil e militar das ilhas da Madeira e Porto Sancto em 1834; Ministro e Secretario de Estado dos Negócios do Reino em 1835; e novamente em 1842 e 1846; Inspetor-geral das obras públicas; Deputado ás Cortes em varias legislaturas; Socio da Academia Real das Ciências de Lisboa, e de outras Associações cientificas Nacionais e estrangeiras, etc.

Foi um dos portugueses mais distintos deste seculo, pela vastidão dos seus conhecimentos, e pela firmeza e independência do seu caracter. Nasceu em Lisboa, a 16 de Junho de 1792, e morreu em Torres Vedras a 27 de Dezembro de 1846, das consequências do ferimento recebido na acção que ali se pelejou em 22 do mesmo mês. Para a sua biografia vej. os Elogios históricos recitados na Academia Real das Ciências de Lisboa, e na Academia Dramática de Coimbra (Dicionário, tomo V, nº J, 5038, e tomo I, n.° A, 1690). Ha um seu retrato de meio corpo, litografado em papel de grande formato. De seus irmãos e filho, João Mousinho d'Albuquerque e Fernando Luis Mousinho d'Albuquerque, fica neste Diccionario feita menção nos artigos competentes [...]

[…] Na Historia da guerra civil fez o seu autor, Sr. Simão José da Luz Soriano, a pag. 396 da segunda parte do tomo III, terceira época, uma referencia a Luiz da Silva Mousinho de Albuquerque, apreciando-o desfavoravelmente como militar e como politico. Esta referencia teve resposta em duas extensas cartas do neto do ilustre finado, o Sr. Joaquim Mousinho de Albuquerque, então tenente de cavalaria, e ao presente capitão, empregado como chefe da fiscalização no caminho-de-ferro de Mormugão.

Veja-se o Conimbricense, nº 3:975 e 3:976, de 26 e 29 de setembro de 1885. Encontram-se aí referencias mui interessantes e aproveitáveis para a biografia de Luiz Mousinho, e documentos honrosíssimos a confirmar as asserções de seu neto e defensor. Na segunda carta lê-se o seguinte: «... não era só como oficial do exercito que Luiz da Silva Mousinho de Albuquerque era tido em grande conta pelos mais ilustres contemporâneos; a sua capacidade politica, o seu tacto governativo eram dotes nele tão reconhecidos que a eles por várias vezes recorreram o imperador e a rainha (D. Maria II) nas circunstâncias mais intrincadas, não tendo nunca de se arrepender de o ter feito.»

E conclui assim «Pelo que disse de Luiz da Silva Mousinho de Albuquerque parece-me ficar bem claramente provado que foi ele um dos poucos que, nestes pais, à inteligência perspicaz e brilhante, ao valor intemerato, souberam reunir a nunca desmentida dedicação á pátria e á liberdade, que serviu com um desinteresse infelizmente raro n'estas épocas de corrupção e decadência. Esta última qualidade ninguém lh'a contestou, nem poderia eu nunca supor e admitir que alguém d'isso se lembrasse».

Referência: 1701JC006
Local: M-14-D-20


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