RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
 
   

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ENCARNAÇÃO, D. João da. GRAMMATICA LINGUAE SANCTAE [HOC EST: GRAMATICA HEBRAICA]

A MULTIS SCRIPTORIBUS EXCERPTA. SED IN VOLUMEN UNUM REDACTA per D. JOANNEM AB INCARNATIONE, Canonicum Reg. Cong. Sanctae Crucis, in Sacra Theolog. Magistrum Emeritum, in Academia Doctorem, ac publicum Linguae Sanctae Professorem in eadem Academia Conimbricensi. Conimbricae. Typis Academiae M.DCC.LXXXIX. [1789] Permissu Regiae Curiae Comissionis Generalis pro Librorum Examine, ac Censura.

In 4º [21x16 cm] com [vii], iv, 549, [iii br] págs.

Encadernação da época inteira de pele, com nervos rótulo vermelho e belos ferros a ouro com motivos vegetalistas na lombada. Cortes das folhas carminados.

Exemplar com diversos ex-libris, nomeadamente: «Charles Le Clerc» na pasta anterior; «José de Portugal» na folha de guarda anterior; «Michael Singleton» e «Coll[egium] Ang[lorum] Olyssip[onensis] sobre a folha de rosto, acompanhado das cotas de arrumação na Biblioteca do Colégio/Convento dos Inglesinhos, em Lisboa.

Existem 3 exemplares na BNP e 1 exemplar na UCP, todos sem referências bibliográficas.

Esta gramática hebraica foi um produto da reforma pombalina dos Estudos Maiores.

Segundo Motta Veiga, «[Pombal] promoveu também o ensino das línguas hebraica e arábica, sem a primeira das quais, como já dissemos, era impossível poder interpretar adequadamente os livros santos, sobretudo os do Antigo Testamento. Ao douto Fr. Manuel do Cenáculo é que é devida, em grande parte, a realização desta ideia do ministro reformador [o Marquês de Pombal]. Dedicara-se ele [Cenáculo], com Frei Nicolau Belém e Frei José Santa Rita Durão, ao estudo da língua santa com o fim de verterem em linguagem o Antigo Testamento. Comissões, de que depois foi encarregado, obstaram a que levasse a efeito o seu pensamento. Mas nem por isso deixou de entregar-se ao estudo da língua hebraica, e de estimular outros confrades ao mesmo estudo. O Convento de Jesus, pertencente à Terceira Ordem de Portugal de que Frei Manuel do Cenáculo era Provincial, era nessa época notável por nele se cultivar não só a língua hebraica, mas em geral as línguas orientais, principalmente o árabe e o siríaco. E a visita do judeu marroquino Abraham Ben-Isai, muito instruído no hebraico e no caldaico, em 1768, ao Convento de Jesus, onde começou logo a dar lições de hebraico; e a vinda, para o mesmo convento, de D. Paulo Hodar, presbítero castelhano, educado no Colégio dos Maronitas em Roma, para ensinar aos religiosos aquelas línguas, concorreram muitissimo para os progressos das línguas orientais e das respectivas literaturas. Na língua hebraica tornaram-se pincipalmente notáveis, além dos já indicados, Frei Gregório José Viegas, Frei Miguel da Silva, Frei José Sanches, Frei Francisco da Paz e D. João da Encarnação, cónego regrante de Santo Agostinho [e autor desta obra Hoc Est: Gramatica Lingua Sanctae]. No Convento de Jesus, porém, não só se cultivava o estudo da língua hebraica, como assim dizíamos, cultivavasse também o estudo das outras linguas orientais faladas pelo povos sujeittos à coroa de Portugal, e aonde os religiosos se viam obrigados a levar a luz do Evangelho. Temos até por sem dúvida que o seu instituto concorreu não pouco para os estimular nos estudo das linguas orientais».

 In 4º [21x16 cm]. [vii], iv, 549, [iii bl] pgs.

Binding: Contemporary full calf with raised bands, red label with title on beautifully gilt spine with vegetal motifs. Red edges.

Copy with several ex-libris, namely: 'Charles Le Clerc' in the front inner board; «José de Portugal» on the previous blank sheet; 'Michael Singleton' and 'Coll [egium] Ang [lorum] Olyssip [onensis] on the title page, with the stowage notes from the Biblioteca do Colégio / Convento dos Inglesinhos in Lisbon.

There are 3 copies in the Portuguese National Library and 1 copy in the Universidade Católica do Porto: all without bibliographical references.

This Hebrew grammar was a product of the reform of the Major Studies instituted by the Marquis of Pombal.

According to Motta Veiga, the Marquis of Pombal “also promoted the teaching of Hebrew and Arabic languages, without the first of which, as we have said, it was impossible to properly interpret the holy books, especially those of the Old Testament. It is to scholar Fr. Manuel do Cenáculo that the realization of this idea of the reforming minister [the Marquis of Pombal] is due in large part. He had dedicated himself with Friar Nicolau Belém and Friar José Santa Rita Durão to the study of the Holy Language for the purpose of translating the Old Testament. Commissions, which he was later charged with, prevented him from carrying out his thinking. But, nevertheless, he gave himself up to the study of the Hebrew language, and to encourage other confreres in the same study. The Convent of Jesus, belonging to the Third Order of Portugal of which Brother Manuel was Provincial, was at this time remarkable for the cultivation not only of the Hebrew language but of the Eastern languages, mainly Arab and Syriac. Also very important was the visit of the Moroccan Jew, Abraham Ben-Isai - who was very knowledgeable in Hebrew and Chaldean - in 1768, to the Convent of Jesus, where he soon began to teach Hebrew; and the coming to the same convent of Don Paulo Hodar, a Castillian priest, educated at the College of the Maronites in Rome, to teach those languages to the monks, contributed greatly to the progress of the Eastern languages and their literatures. In the Hebrew language, in addition to those already mentioned, Friar Gregório José Viegas, Friar Miguel da Silva, Friar José Sanches, Friar Francisco da Paz and Dom João da Encarnação, the canon of St. Augustine [and author of this book Hoc Est : Gramma Lingua Sanctae] became noticed. In the Convent of Jesus, however, not only was the study of the Hebrew language cultivated, as we have said, but also the study of the other Eastern languages spoken by the populations subject to the crown of Portugal, and where the religious were obliged to carry the light of the Gospel. We certainly have no doubt that their institute did his best to stimulate them in the study of the Eastern languages. "

Motta Veiga, Esboço Historico-Litterario da Faculdade de Theologia da Universidade de Coimbra, impresso na Universidade de Coimbra, 1872, pag. 169 ).

Inocêncio (X, 240) não viu nem colacionou a obra: «D. JOÃO DA ENCARNAÇÃO, cónego regente de Santo Agostinho. - E. 5819) Grammatica linguae sanctae (hebraica, que servia para compendio na aula de theologia da universidade de Coimbra). (?)»

Obra posterior a Barbosa Machado [na entrada João da Encarnação trata-se de outro autor do século XVI].

Vide Moises Bensabat Amzalak, Portuguese Hebrew Grammars and Grammarians, Lisbon, 1928, pág. 23, plate XV: «D. João da Encarnação was a regular canon of St Augustin and the author of a Hebrew grammar, written in Latin. [...] is a big volume of iv-550 pags. in 4º. It it divided into five parts [...] the book ends up with with exercitatio philo-hebraeororum (psalm CX of the Hebrew Bibilble or CIX of the Vulgata) and with a table of conjugations, an index, and a corrigenda».

Referência: 1611NM004
Local: M-9-F-13


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