RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
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FRUTUOSO. (Gaspar) HISTORIA DAS ILHAS DO PORTO SANCTO, MADEIRA, DESERTAS E SELVAGENS.

(AS SAUDADES DA TERRA) pelo Doutor Gaspar Fructuoso. Manuscripto do Seculo XVI annotado por Alvaro Rodrigues de Azevedo Bacharel, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Professor de Oratoria, Poetica e Litteratura no Lyceu Nacional do Funchal, e Advogado na ilha da Madeira. Typ. Funchalense. Funchal. 1873.

In 4º (de 25x18 cm) com xi, 920 págs. Encadernação da época inteira de pele marroquim castanho, com nervos na lombada, ferros a ouro rolados nas seixas da encadernação e gravado a ouro na pasta anterior com um super-libris armoriado do Conde de Almarjão (armas de Pereira, Leite, Costa e Silva).

Ilustrado com uma litografia em extratexto, representado um retrato a meio corpo de João Gonçalves Zarco, assinada lith. Palhares e com as armas da cidade do Funchal ao centro da folha de rosto.

Exemplar preserva a capa anterior de brochura e apresenta dois saltos na paginação 146»151 e 218»223 com falta do respectivo texto, no entanto não apresenta vestígios da presença destas folhas neste exemplar e a sua existência efectiva terá de ser comprovada pela confrontação de outros exemplares.

Rara 1ª edição impressa (da parte II referente à Madeira) com a transcrição do manuscrito quinhentista. A obra foi começada a ser composta na Tipografia Funchalense em meados de 1870 e a sua impressão foi terminada em Abril de 1873. Trata-se do primeiro livro que ultrapassou no dobro do tamanho os livros que até esta data se podiam imprimir na Madeira, porque 'os tipografos só estavam afeitos a descurado labor na imprensa jornalistica' (vide pag. X). O prefaciador, transcritor e anotador é Álvaro Rodrigues de Azevedo, o mesmo colector do Romanceiro do Archipelaggo da Madeira, publicado posteriormente no Funchal em 1880.

A primeira parte das Saudades da Terra a ser integralmente impressa e comentada foi este Livro II, em 1873. Além do texto de Gaspar Frutuoso que termina na página 310, seguem-se trinta notas de Álvaro Rodrigues de Azevedo, um Glossário de Palavras, Frases e Ortografia obsoleta ou antiquada que se encontram no texto e notas, um índice dos diplomas e documentos, um Indice Histórico dos Povoadores e Familias Madeirenses e uma errata nas duas últimas páginas, que termina com um anúncio para a venda do próprio manuscrito das Saudades da Terra.

Segundo o anotador e prefaciador deparou-se-lhe uma cópia de Saudades da Terra. No entanto, para publicar a obra completa, seria necessário uma empresa impossível naquela época. Faltavam no Funchal o tempo e os meios para a impressão de um manuscrito com duas mil páginas. Resolveram portanto dar ao prelo somente a parte das Saudades da Terra concernentes ao arquipélago da Madeira, isto é o Livro II das mesmas.

O manuscrito era um apócrifo de outro manuscrito trazido dos Açores por André de Ponte do Quental quando foi para a Madeira casar com Carlota de Bettencourt e Freitas. E, conferindo a cópia com a História Insulana de Cordeiro, que se baseia em Frutuoso, o anotador conferiu que se tratava realmente de um texto de Gaspar Frutuoso. Segundo Álvaro Rodrigues de Azevedo a obra de Cordeiro é um mero resumo metódico da obra de Frutuoso no que respeita à Madeira (vide pág. VI).

As Saudades da Terra minucia pessoas, factos e coisas que não se encontram na História Insulana. Cordeiro dedica à Madeira e Porto Santo 26 páginas e Frutoso dedica dez vezes mais. A História Insulana foi compilada mais de cem anos depois de As Saudades da Terra que foram compostas cerca de 1590. Contudo, Rodrigues de Azevedo diz-nos no prefácio (pág. VII) que As Saudades da Terra não são perfeitas. Os vários volumes são desiguais no estilo e esta parte 'presumimo-las obra de outra pena, que não a de Frutuoso. A dicção, por vezes expressiva e ingénua, é, em regra, irregular e difusa' (vide pág. VII).

Outro aspecto salientado é que o Doutor Gaspar Frutuoso nunca esteve na Madeira tal como se vê na sua biografia na História Insulana. Frutoso escreveu As Saudades da Terra na Ilha de São Miguel, nos Açores, em 1590, durante um período de cerco e ocupação espanhola das ilhas. No conjunto da obra recupera um sentido patriótico da descoberta e da presença dos portugueses nas ilhas do Atlântico.

Inocêncio: Bibliografia de Monografias Portuguesas. Tomo XVII: Porto Santo, Madeira, Desertas e Selvagens. Saudades da terra, pelo Dr. Gaspar Frutuoso.

Inocêncio IX, 414 P. GASPAR FRUCTUOSO, Doutor em Teologia e Mestre em artes pela Universidade de Salamanca, Pároco da Igreja matriz da Vila da Ribeir Grande na ilha de S. Miguel, etc. Acerca da vida deste ilustre micaelense, nascido em 1522, e morto em 1591, pode consultar-se o Padre Cordeiro na Historia Insulana liv. 2.º. cap. 2.º, e o alvará pelo qual foi apresentado na vigairaria da referida Igreja, de se que acha o registro nos livros da Chancelaria antiga da Ordem de Cristo, existentes no Arquivo Nacional. Há poucos anos a municipalidade da ilha de S. Miguel fez trasladar as cinzas deste varão benemérito do antigo jazigo para outro mais decente, que lhe mandou construir no cemitério publico. […] O original deste livro cuja publicação tem sido por vezes anunciada sem que nunca se realizasse, pertence hoje (segundo me informa o Sr. J. Teixeira Soares de Sousa) ao Sr. Conde da Praia, que em 1840, ou pouco depois, o comprou por 200$000 reis a um descendente do sargento Mór António Borges de Bettencourt, que o ficara possuindo desde o ano de 1760 em que foram expulsos de Ponta Delgada os jesuítas, a quem o Autor o havia legado. As cópias hoje conhecidas do manuscrito são: uma que foi do morgado João d'Arruda por ele curiosamente anotada, e que actualmente pertence ao Sr. José do Canto. Outra extraída d'esta pelo Sr. B. J. de Sena Freitas. Outra, que em 1860 legou a Bibl. Publica de Ponta Delgada o Padre João Pereira Toste em quatro grossos volumes. Outra, que existe (incompleta) na Bibl. Nacional de Lisboa. Outra na Bibl. Pública do Rio de Janeiro. E outra, que modernamente fez extrair e conserva em seu poder o Sr. José de Torres.

Inocêncio I, 49 e XX, 155: «ALVARO RODRIGUES D’AZEVEDO, chamado antes JOSÉ RODRIGUES D’AZEVEDO, Bacharel em Direito pela Univ. de Coimbra, e actualmente Professor d’Oratoria e Poetica no Lyceu Nacional do Funchal. - Nasceu em Vila Franca de Xira no ano de 1824. […] Era natural de Benavente. Faleceu em janeiro 1898.

Referência: 1609JC002
Local: M-5-F-17


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