RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
 
   

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PORTUGAL, Marcos António. MISSA GRANDE.

[Título na primeira página manuscrita: Missa del signore Marco Portugalle]. Circa 1804.

Fólio (de 21,5x30,5 cm) em formato oblongo.

Com 1 fólio guarda anterior + 1 fólio pautado br + 89 fólios manuscritos + 2 fólios pautados br + 1 fólio guarda posterior.

Encadernação da época inteira de pele marmoreada, com ferros a ouro na lombada e ferros a seco em esquadrias nas pastas. Corte das folhas marmoreado.

No verso da pasta anterior encontra-se uma nota bibliográfica antiga dactilografada: “Portugalle (Marco) Missa del Signore… 1 vol. Partitura completa”.

Manuscrito musical redigido nos primeiros anos do século XIX a uma só mão, firme e legível, sendo esta cópia raríssima atribuída a Frei Bernardo José da Conceição.

A Missa completa com todas as partituras de órgão, instrumentos de acompanhamento e vozes é considerada pelo musicólogo Prof. António Jorge Marques como sendo um manuscrito “completíssimo”. Esta obra é referenciada no catálogo deste musicólogo com a entrada P 01.09, V4 com o título “A Obra Religiosa de Marcos António Portugal, BNP, Lisboa, 2012”. Segundo este estudo trata-se de uma das duas obras mais importantes de Marcos Portugal (1762-1830) e a sua descrição histórica e musical encontra-se nas págs. 689-700 do referido catálogo.

Sobre a Missa Grande: datada ca. 1782-1790, a Missa foi provavelmente encomendada pela rainha D. Maria I. Esta é uma das obras musicais portuguesas mais paradigmáticas dos finais do século XVIII e século XIX, como se pode verificar pelo elevado número de versões encontradas (15), bem como pelo número de cópias ainda existentes (80). Era também conhecida no Brasil, uma vez que era cantada nas capelas Reais e Imperiais do Rio de Janeiro e também em Minas gerais. O musicólogo Ernesto Vieira elogia esta obra no seu Diccionario Biographico de Muzicos Portuguezes.

Sobre o Autor: Marcos António da Fonseca Portugal [Marco Portogallo] (Lisboa, 24 de Março de 1762 - Rio de Janeiro, 17de Fevereiro de 1830), organista luso-brasileiro, maestro e compositor prolífico (com mais de 70 obras dramáticas, incluindo 40 óperas e mais de 140 obras religiosas), alcançou um sucesso internacional sem paralelo na história da música portuguesa, com centenas de representações na Europa. No entanto, em Portugal e no Brasil a sua fama como compositor deve-se especialmente à música sacra, com algumas das suas obras incluídas nos repertórios das igrejas até ao início do século XX.

Foi nomeado Mestre de Música de Suas Altezas Reais e tinha a seu cargo providenciar música para eventos religiosos, sociais e políticos importantes onde o Príncipe Regente, mais tarde D. João VI, estivesse presente. Marcos Portugal tornou-se uma figura chave na estratégia de D. João, dado que era não só responsável por encenar o Poder Real, potenciando o esplendor e grandiloquência da presença pública do monarca na Capela Real, mas também por garantir que tudo corria bem quando o Príncipe Regente ia a teatros públicos.

No Brasil as suas obras existentes mais significativas da época são o primeiro Hino oficial do Brasil, Hino da Independência do Brasil, com letra de Evaristo Ferreira da Veiga, e a Missa Breve, composta por Ordem de Sua Majestade Imperial em Dezembro de 1824, data que coincide com a sua nomeação como Mestre de Música de Suas Altezas Imperiais.

 MUSICAL MANUSCRIPT – 19TH CENTURY – PORTUGAL, Marcos António. MISSA GRANDE.

[Title on the first handwritten page: Missa del signore Marco Portugalle]. Ca. 1804.

Oblong Folio with 21.5x30.5 cm.

With 1 folio as front endpaper + 1 blank score folio + 89 handwritten folios + 2 blank score folios + 1 folio as back endpaper.

Marbled leather binding with gilt tools on spine and blind tools in frame on boards. Marbled edges.

In the back of the front board there is typed an old bibliographic note stating: “Portugalle (Marco) Missa del Signore… 1 vol. Partitura completa” [Portugal (Marco) Mass of Our Lord... 1 vol. Complete score].

Music manuscript written on the first years of the 19th century by one single hand, firm and readable, being this very rare copy attributed to Father Bernardo José da Conceição. The complete Mass with all the scores for organ, support instruments and voices, is considered by the musicologist Prof. António Jorge Marques as being a “very complete” manuscript. This work is referenced in the catalogue of this musicologist in entry P 01.09, V4 with the title “A Obra Religiosa de Marcos António Portugal, BNP, Lisboa, 2012” [The Religious Work of Marcos António Portugal, BNP, Lisbon, 2012]. According to this study, this is one of the two most important works by Marcos Portugal (1762-1830) and its historical and musical description can be read on pages 689 to 700 of the above mentioned catalogue.

About the Great Mass: Dated c.1782-1790, the Mass was probably commissioned by Queen D. Maria I. This is one of the most paradigmatic Portuguese works from late 18th century and 19th century, as can be ascertained by the large number of versions found (15), as well as the extant manuscript copies (80). It was also known in Brazil, since it was sung in the Royal and Imperial Chapels of Rio de Janeiro, as well as in Minas Gerais. The musicologist Ernesto Vieira praises the work in his Diccionario Biographico de Muzicos Portuguezes.

On the Author: Marcos António da Fonseca Portugal [Marco Portogallo] (Lisbon, 24th March 1762 – Rio de Janeiro, 17th February 1830), Portuguese-Brazilian organist, maestro and prolific composer (over 70 dramatic works, including 40 operas, and more than 140 sacred works), obtained an unparalleled international success in Portuguese musical history, with hundreds of operatic representations in Europe. In Portugal and Brazil, however, his fame as a composer was mainly due to the sacred genre, with some works remaining in the churches’ repertoire until the beginning of the 20th century.

He was appointed Music Master of “Suas Altezas Reais” (Their Royal Highnesses), and in charge of providing music for important religious, social and political events attended by the Prince Regent, later King D. João VI. Marcos Portugal became a key figure in D. João’s strategy, since he was not only responsible for developing a style of music adequate for staging the Royal Power, potentiating the splendour and grandiloquence of the Monarch’s public appearances in the Royal Chapel, but also for ascertaining that everything ran smoothly and in good order when the Prince Regent attended the Public Theatres.

In Brazil, his most significant extant works of the period are the first official Brazilian anthem [Hino da Independência do Brasil], with lyrics by Evaristo Ferreira da Veiga and the “Missa Breve”, composed «Por Ordem de Sua Majestade Imperial» (by order of His Imperial Highness) in December 1824, coinciding with him being appointed Master of Music of “Suas Altezas Imperiais” (Their Imperial Highnesses, the daughters of D. Pedro).

Ref.: marcosportugal.com

Referência: 1605JC019
Local: M-11-B-19


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