RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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SÃO BERNARDO. ( Frei Manuel de) MANUSCRITO – SÉC. XVIII – TOTIUS PHILOSOPHIA CURSUS

ad mentem subtilissimi Magistri Mariani que doctoris Joannis Duns Scotius. Traditus P. Fr. Emmanoele à Divo Bernardo in hoc celebri, honorifico que conventu S. Patris Francisci egitaniensis sub intemerate, immaculateque virginis, necnon Divi Antonii Lusitani minor familia sacra Theologia primari lectoris tutela, auspicio, et patriocinio. 7ª die Novembris, anno 1736.

In 4º De 20x15 cm. com 666, [ii] páginas manuscritas e numeradas.

Junto com impresso: CONCLUSIONES LOGICALES de Proaemialibus Dialecticae, necnon de entibus rationis, Universalibus tùm genere, tum specie, Praedicamentis in cõmuni, Verbo, Oratione, Proposiotione, Priori, Posteriorique resolutione Ad mentem Scoti Doctoris Marianni, & Sibtilissimi, PATROCINANTE P. FR. EMMANUELE Á DIVO BERNARDO Artium Lectore, Propugnabunt P. Fr. ANTONIUS À CONCEPTIONE, P. FR.EMMANUEL À DIVO FRANCISCO, FR. JOANNES À SANCTA HELENA, FR. EMMANUEL À REGINA ANGELORUM, & FR. JOSEPHUS À TRINITATE. In hoc S. Francisci Aegitanensi Cõventu, decurrêtis mêsis integra die. QUAESTIO HONORARIA: Utrum Logica sit janua omnium scientiaru? Affirm. Conimbriace. Ex Typ. in Regali Artium Collegio Societ. Jesu, Anno Dñi 1737.

In fólio de 26x20 cm. 668 págs. manuscritas, com 6 folhas impressas com a Tese, dobradas a meio, e encadernadas juntamente com o manuscrito entre as páginas 650 e 651. O texto de todas as folhas está enquadrado por uma moldura constituída por pequenas vinhetas tipográficas. Saltos de paginação.

Encadernação da época inteira de pele, cansada, e com as coifas e os cantos danificados.

Texto redigido a uma só mão, ornamentado com decorações caligráficas a tinta e ilustrado com um esquema na página 46 e uma árvore dos seres e qualidades desenhada a cores sobre folha de papel mais encorpada, que foi colada sobre a pág. 355 deixada em branco para esse efeito.

Manuscrito do Século XVIII com os textos do curso de filosofia leccionado por Fr. Manuel de S. Bernardo, no Convento de S. Francisco da cidade da Guarda, segundo o plano de Duns Escoto. Tem junto um exemplar impresso das teses defendidas no mesmo Convento pelos alunos que completaram o curso, com uma bela dedicatória a Nossa Senhora das Necessidades.

Conjunto bibliográfico muito importante e valioso pela sua grande raridade e insigne valor para a história da filosofia e do ensino em Portugal, em especial na Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos.

Barbosa Machado elenca obras manuscritas de filosofia deste autor, quando depois foi professor em Mafra, mas não refere este manuscrito nem outros relacionados com a sua docência na Guarda.

Este manuscrito é fruto de uma realidade conhecida mas muito pouco estudada: as escolas conventuais. Nelas o ensino atingia elevada qualidade e os alunos, se quisessem obter o grau de doutor e seguir uma carreira universitária, poderiam obter equivalências quando se apresentassem na Universidade de Coimbra ou na de Évora, chegando a ficar isentos de frequentar os dois primeiros anos dos cursos.

João Duns Escoto (Duns, Escócia 1265 ou 1266 – Colónia 1308) foi um grande filósofo e teólogo, o principal da escola franciscana, uma das figuras mais representativas da Escolástica. Foi professor em Oxford e Paris, tendo depois ido para Colónia, onde está sepultado na Igreja dos Franciscanos. Ainda em vida, foi honrado com o título de Doutor Súbtil e, posteriormente, com o título de Doutor Mariano, pela sua explicação e defesa do mistério da Imaculada Conceição. O pensamento escotista baseia-se na inspiração e nas tradições franciscanas e nas preocupações e controvérsias que agitaram o seu tempo, realizando uma vigorosa e brilhante síntese entre o augustinismo e o aristotelismo.

Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Vol. 7. Col. 928-935

Barbosa Machado. III, 196. Fr. Manuel de S. Bernardo. (Barcelos, 9 de Janeiro de 1708-?) entrou na Ordem Franciscana em 5 de Março de 1726, no Convento de S. Francisco do Porto. Ensinou filosofia no Convento da Guarda e depois regeu a Cadeira de Véspera de Teologia no Convento de Mafra, onde também regeu a de Prima. Em todos os actos literários que exercitou pelo espaço de quatro anos brilhou o seu grande talento. Restituído à sua Província foi eleito Guardião do Convento de Santarém, no capítulo celebrado em 1744, onde é mestre de Teologia Escolástica.

Referência: 1604JC017
Local: M-1-C-12


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