RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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MENEZES. (D. Fernando de) HISTORIA DE TANGERE.

QUE COMPREHENDE, AS NOTICIAS DESDE A SUA PRIMEIRA CONQUISTA ATÉ a sua ruína. ESCRITA POR D. FERNANDO DE MENEZES, Conde da Ericeira, do Conselho de Estado, e Guerra delRey D. Pedro II. Regedor das Justiças, e Capitão General de Tangere. OFFERECIDA A ELREY D. JOÃO V. NOSSO SENHOR. (vinheta tipográfica) LISBOA OCCIDENTAL, NA OFFICINA FERREIRIANA. M.DCC. XXXII. (1732) Com todas as licenças necessárias.

In fólio de 28,2x20,6 cm. [xxii]-304 págs.

Encadernação recente inteira de pele.

Frontispício impresso a preto e vermelho. Texto adornado com vinhetas e letras capitais decoradas.

A obra divide-se em 3 livros e tem em anexo nas páginas 284 a 295: "Regimento que se ha de ter no campo de Tangere, e de que maneira se haõ de mandar e repartir os Atalayas, feito pelo Almocadem Braz Fernandes Couto, Cavalleiro da Ordem de Cristo".

As 22 páginas preliminares incluem dedicatória do impressor Miguel Lopes Ferreira, carta dedicatória do autor aos governadores e capitães generais de Tânger, prólogo com uma nota biográfica do autor, aprovações de D. António Caetano de Sousa, de Fr. Marcos de Santo António e do Marquês de Valença.

O autor, D. Fernando de Meneses, 2º Conde da Ericeira, distinguiu-se como escritor, militar e homem de Estado. Obteve experiência militar em Itália ao serviço dos reis espanhóis. Em 1640 foi chamado por D. João IV para melhorar as fortificações que defendiam a costa portuguesa e participou posteriormente em vários combates nas Guerras da Restauração.

Foi Governador e Capitão General de Tânger entre 1656 a 1661 tendo praticado feitos heróicos na defesa desta fortaleza do Norte de África. Em 1661 a cidade foi entregue aos ingleses por ter sido incluída no dote da Infanta D. Catarina quando esta casou com o Rei de Inglaterra, D. Carlos II. No entanto, os ingleses não foram capazes de suportar as constantes escaramuças com os mouros, consideraram a manutenção da praça muito dispendiosa e abandonaram-na em 6 de Fevereiro de 1684, arrasando as muralhas.

O Conde da Ericeira ficou extremamente chocado com estes acontecimentos por estar muito ligado a Tânger e defendeu, até ao fim da sua vida, que se devia voltar a ocupar a cidade e reconstruir a fortaleza.

Foi neste contexto que redigiu esta obra, só publicada postumamente no reinado de D. João V talvez para incentivar este monarca a levar a cabo o sonho do último governador português de Tânger.

Obra clássica da historiografia portuguesa, escrita em 1696, narra a história de Tânger desde as primeiras tentativas portuguesas para a ocupar em 1437, passando pela sua conquista por D. Afonso V em 28 de Agosto de 1471, até ao seu desmantelamento e abandono pelos ingleses em 6 de Fevereiro de 1684.

Em certas bibliografias é referido um retrato que pertenceria a esta edição mas é um erro. Foram gravados retratos do Conde da Ericeira, mas para outras obras deste autor e não para esta. O engano pode ter sido causado pelo facto de alguns coleccionadores (Monteverde 3526) terem obtido gravuras soltas ou as terem tirado de outras obras para enriquecerem os seus exemplares desta edição que nunca teve gravura.

Ref.:Azevedo e Samodães 2080, Ameal 1522

Inocêncio II, 276. "D. FERNANDO DE MENEZES , segundo Conde da Ericeira, nascido em Lisboa a 27 de Novembro de 1614, e falecido na mesma cidade a 22 de Junho de 1699.-De seus talentos, estudos, cargos civis e militares, feitos esplendidos e virtudes heroicas, se faz larga menção no prologo da sua Historia de Tangere. Historia de Tangere, que comprehende as noticias desde a sua primeira conquista ate á sua ultima ruina. Lisboa na Offic. Ferreiriana 1732. foi. de XXII-304 pag.-Sahiu posthuma, por diligencia do editor Miguel Lopes Ferreira. É escripta com alguma pureza d"estylo, e elegancia de linguagem, e tida por exacta quanto á narração dos successos que contém. O exemplar que d"ella possuo custou-me 720 réis: porém o seu preço regular tem sido de 800 a 960 reis, e sei de algum exemplar vendido por 1:200."

 MENEZES. (D. Fernando de) HISTORIA DE TANGERE [History of Tangiers]. [Free translation of the frontispiece] INCLUDES THE NEWS SINCE ITS FIRST CONQUEST UNTIL its ruin. WRITTEN BY D. FERNANDO DE MENEZES, Count of Ericeira, member of the State and War Council of His Majesty the King Pedro II. Judge and Captain-General of Tangiers. GIFTED TO HIS MAJESTY THE KING JOÃO V. OUR LORD. (editor’s vignette) OCIDENTAL LISBON, IN FERREIRIANA WORKSHOP. M.DCC. XXXII. (1732). With all the necessary licences.

In folio with 28.2 x 20.6 cm; [xxii]-304 pp. Recent full calf binding. Frontispiece printed in black and red. Text enriched with vignettes and decorated capital letters.

The work is divided in 3 books and has attached in pages 284 to 295: "[Military] Regiment to keep at the Tangiers camp and the way to send and divide the guards [Atalayas], done by the Almocadem [old military chief] Braz Fernandes, Knight of the Order of Christ".

The first 22 pages include a dedication of the printer, Miguel Lopes Ferreira, a dedication letter of the author to the governors and captain-generals of Tangiers, prologue with a biographic note about the author, approvals of D. António Caetano de Sousa, Father Marcos of Saint Anthony and the Marquis of Valença.

D. Fernando de Meneses, 2nd Count of Ericeira, singled out as a writer, soldier and states man. He acquired his military experience in Italy under the Spanish crown. In 1640 was called by His Majesty the King João IV to improve the forts defending the Portuguese coast and, after that, he was in several combats of the Portuguese Restauration Wars.

From 1656 to 1661 he was Governor and Captain-General of Tangiers and is accountable for several heroic deeds in defending this North-African. In 1661 the city was handed to the British as part of the bride price of Princess D. Catarina when she married Charles II, King of England. However, the British weren’t able to cope with the constant attacks of the Moors and decided that maintaining the fortress was too expensive, withdrawing on February 6, 1684, destroying the fortress walls.

The Count of Ericeira was utterly chocked with these events since he was very attached to Tangiers and defended, until the day he died, that the city should be reoccupied and the fortress rebuilt.

This was the context of this work which was only published after the Count’s death during the reign of D. João V, may be to encourage the King to fulfil the dream of this Portuguese governor of Tangiers.

A classic work of the Portuguese historiography, written in 1696, tells the history of Tangiers from the first attempts of the Portuguese to occupy it in 1437, its conquest by King Afonso V on August 28, 1471, to its destruction and withdrawal by the British on February 6, 1684.

Some bibliographies mention a portrait which should belong to this edition, but this is a mistake. In fact, there were engraved several portraits of the count of Ericeira for other works of this author, but not for this one. This mistake might have been caused by the fact that some collectors (Monteverde 3526) acquired loose engravings or took them from other works to enrich their copies of this edition, which has never had an engraving.

Referência: 1603PG028
Local: M-9-D-21


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