RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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LEO HEBREW. (alias Judá Abravanel) PHILOSOPHIE D’ AMOUR

DE M. LEON HEBREU: Contenant les grands & hauts poincts, desquels elle traite, tant pour les choses Morales & Naturelles, que pour les diuines & supernatureles. Traduite d’Italien en François, par le Seigneur du Parc, Champenois [vinheta com autor e D. C. L] A LYON, PAR BENOIST RIGAUD. M. D. XCV. [1595].

In 8º (12x8 cm) col: 816, [47] págs.

Encadernação da época em pergaminho flexível com título 2 vezes manuscrito na lombada (uma vez ao alto e desvanecido e outra vez na coifa superior).

Exemplar com leves trabalhos de traça marginal com perda insignificante de texto.

Obra do grande filósofo português filho do Rabino conselheiro do Rei de Portugal Afonso V. Abravanel nasceu em 1465, em Lisboa, e morreu em 1535, em Itália. Estudou o Talmude, a Cabala e a filosofia clássica hebraica, latina e muçulmana, e formou-se em medicina.

Filósofo marcado pelo espírito renascentista, de tendência sincrética, tentou mostrar o acordo entre a Bíblia e a filosofia grega. Esta é a sua obra principal, Diálogos de Amor, que é um diálogo entre dois amantes: Fílon - o amor - e Sofia - a sabedoria. Aí expõe a sua doutrina, segundo a qual o amor é o fundamento ontológico do real, concebido não apenas como sentimental, mas também como intelectual. Deste modo pretende unificar fé e razão, embora deixando clara a prevalência da primeira. Pelo amor Deus criou e pelo amor a criatura regressa a Deus. É, então, o amor que a tudo anima e a tudo harmoniza.

Neste sentido, Leão Hebreu defende uma conceção cosmológica que, à maneira neoplatónica, estabelece uma hierarquia de seres que vai do puro espírito - Deus - à matéria. O mundo é visto como um ser vivo composto de superior e inferior, respetivamente, alma e corpo. O regresso do homem a Deus realiza-se pelo amor na medida em que este é um amor intelectual.

 Work of the great Portuguese Renaissance philosopher Abravanel who was born in Lisbon in 1465, and died in Italy in 1535. Studied the Talmud, the Kabbalah, the Jewish classical philosophy, as well as the Latin and Muslim, and graduated in medicine. He is in the spirit of syncretistic tendency which is natural of the Renaissance period, trying to show the agreement between the Bible and the Greek philosophy. Here is his major work, this book called Love Dialogues, which is a dialogue between two lovers: Philo – the love - and Sofia – the wisdom. Here he exposes his doctrine, according to which love is the ontological foundation of the real life, conceived not only as sentimental, but also as an intellectual: and seeks to harmonize faith and reason, while highlighting the prevalence of faith. For the love God has created and loves the creatures who return to God. It is then the love that animates everything and harmonizes everything. In this sense, Leo Hebrew advocates a cosmological conception that the Neo-Platonic way, establishes a hierarchy of beings that goes from pure spirit - God – and the world is seen as a composite being made of of upper and lower parts, respectively, soul and body. Then his doctrine is that the return of man to God is held by love to the extent that this is an intellectual love.

Bound in the original contemporary flexible parchment with title twice handwritten at spine (once in a contemporary faded writing, and a later small one at the top of spine.

Ex-libris from an actual Portuguese writer and poet. Copy with some marginal and not textually concernable wormholes.

Other known editions of this work:

1st Italien edition: Dialogi d'Amore di maestro Leone medico Hebreo. Stampata in Roma per Antonio Blado d'Assola, Del M.D.XXXV. Raríssima esta edição, sabemos apenas da existência de 2 exemplares: um na Bib. Nac. Italiana, outro na posse de Benedetto Croce. [Very rare edition: only two known copies].

1st French edition: Philosophie d'amour de M. Leon Hébreu, traduicte d'italien en françois, par le Seigneur du Parc [Denys Sauvage] Champenois. Lyon, 1559. In-12°.  (Baudrier, IX 261)

2nd French edition: Dialogues d'amour Lyon, 1595, in-8°. Tradução de Pontoise de Tiard.

Baudrier, Bibliogr. lyon., III, p. 441.

 

Referência: 1502JC008
Local: M-1-D-18


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