RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
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RUGENDAS. (Johann Moritz) DAS MERKWÜRDIGSTE AUS DER MALERISCHEN REISE IN BRASILIEN.

Von… Mit 40 lithographierten Tafeln Abbildung. Schaffhausen, in J. Brodtmann’s lithographischen Kunst-Anstalt. 1836.

In fólio (de 34x26 cm) com 51 págs.

Encadernação original do editor em dossier (pasta) com atilhos, contendo 5 fascículos com folhas de rosto com o título gravado.

Ilustrado com 40 litografias. Texto impresso a duas colunas.

Um diário de viagem pictórico do Brasil no início do século XIX.

Contém uma descrição impressa em duas colunas de texto seguida de cinco partes, ou coleções de gravuras: Primeira parte, as Paisagens do Brasil (Landschaften aus Brasilien); segunda parte, Retratos e trajes dos índios (Porträte und Trachten der Indier); Terceira parte, Usos e costumes dos índios (Sitten und Gebraeuche der Indier); a quarta parte Retratos e trajes do Negro (Porträte un Trachten der Neger), e a última parte Vida e costumes do Negro (Leben und Gebraeuche der Neger).

Nestas duas últimas partes, o autor fez um levantamento completo do comércio de escravos desde as origens do "stock humano" na África (anatomicamente projetando os rostos dos povos de Quiloa, Cabinda, Mina, Rebolla, Benguela e Congo). O autor retrata a condição desumana a bordo dos navios negreiros, o modo como os escravos eram desembarcados e registrados pelas autoridades, o interior do mercado de escravos no Rio de Janeiro, o transporte de escravos para as plantações, as cabanas de escravos ao lado da casa senhorial, o processamento da produção de mandioca, a colheita de escravos do café, a carga por escravos da cana-de-açúcar para um moinho impulsionado por um fluxo de água, e uma terrível gravura final de uma família escrava sendo punida pelo dono.

' Johann Moritz Rugendas nasceu em Augsburg, 1802, e faleceu em Weilheim am der Teck, Württernberg, em 1858. Era oriundo de uma família de pintores e, provavelmente, encontrava-se bem estabelecido quando foi recrutado pelo Barão Langsdorff para fazer parte da expedição ao Brasil. Uma vez no Rio de Janeiro, dissociou-se de Langsdorff e seguiu viagem por conta própria. É desconhecido o exato itinerário de Rugendas através do Brasil, mas sabe-se que visitou os principais estados do Norte e do Sul e esteve por certo tempo em Minas Gerais.

Retornou à Europa em 1825 e viveu em Paris, em Roma e no sul da Itália. Em 1831 deu início a uma viagem ao México, Califórnia, Peru, Bolívia, Chile, e Rio da Prata, e no seu retorno permanecerá ainda por quase um ano no Rio de Janeiro. Em 1847 vivia em Württemberg, Weilheim, onde faleceu em 1858.

Rugendas publicou muitos dos seus desenhos do México na obra de C. Sartorius. Dos vários lugares em que esteve deixou uma vasta coleção de desenhos e numerosas pinturas a óleo, retratos, etc., que se encontram dispersos em museus e coleções particulares. Em 1928, o pintor brasileiro W. Rodrigues adquiriu, do Museu da Bavária, um conjunto de cerca de cem desenhos do artista, que vendeu a colecionadores do Brasil e da Argentina.

A obra Voyage pittoresque dans le Brésil foi publicada em 1835, quando Rugendas se encontrava ausente da Europa. Uma seleção de cem desenhos, na maioria desenhados ao vivo, foram litografados pela famosa imprensa de Engelmann. Parece que esse impressor não teve particular cuidado com os títulos exactos dos desenhos originais. Alfredo de Carvalho observou que a prancha 30 da Seção I (Vista de Olinda) e a prancha 20 da Seção 3 (Missa na Igreja da Candelária em Pernambuco) não correspondem aos títulos indicados. É provável que existam ainda outros erros desse tipo. Foram publicadas duas edições da obra, uma com texto em francês e a outra em alemão, ambas surgidas em 1835. O texto não é do próprio Rugendas, tendo sido escrito por V.A. Huber e outros a partir das cartas e notas do artista. A versão em francês é de Colbery. Não se trata de um texto desprovido de valor, a despeito da impregnação romântica de muitas de suas páginas, sem nexo com o assunto principal, não alcançando o mesmo padrão de autêntico valor documental das pranchas, que são da maior importância para o estudo da vida brasileira no princípio do século XIX. A obra saiu em vinte fascículos ao preço de 240 francos. Uma tiragem em papel China (para as pranchas apenas) era vendida a 300 francos. Pouco depois da publicação, os preços começaram a cair e um grande número de exemplares permaneceu encalhado. Antes da Primeira Guerra Mundial o livreiro Chadenat, de Paris, marcava 150 francos apenas no exemplar da tiragem especial em papel China, encadernado em meio marroquim. Um exemplar em papel comum custava 100 francos. Foi apenas recentemente, após a Segunda Guerra Mundial, que a obra de Rugendas tornou-se valiosa e os preços têm desde então subido consideravelmente. É hoje um livro caro. '

 Copy in original and pristine condition as it was released from the editor, consisting in loose pages conditioned inside 5 flyers (title pages) and those inside of the editors folder, which is closed by original ties or laces.

A pictorial travel journal in Brazil in the beginning of the 19th Century.

Containing a description printed in 2 columns of text; and then following 5 parts, or collections, of plates: First part the Landscapes from Brazil (Landschaften aus Brasilien); the second part Portraits and costumes of the Indians (Porträte un Trachten der Indier); the third part Manners and customs of the Indians (Sitten und Gebraeuche der Indier); the fourth part Portraits and costumes of the Negro (Porträte un Trachten der Neger), and the last part Life and costumes of the Negro (Leben und Gebraeuche der Neger).

On these 2 last parts the author made a complete survey of the slave trade since the origins of the “human stock” in Africa (designing anatomically the faces of the people from Quiloa, Cabinda, Mina, Rebolla, Benguela and Congo); then the author portraits the inhuman condition aboard the slave ships; the way the slaves were landed and registered by the authorities; the indoors of the slave market in Rio de Janeiro; the slave transport to the plantations; the slave huts next to the master house; the processing of the manioc production; the slave harvest of the coffee; the slave cargo of sugar cane to a mill propelled by a water stream; and an appalling final plate of a slave family being punish by the owner.

«Maurice Rugendas was born in Augsburg in 1802 and died Weilheim in an der Teck, in Würtenberg in 1858. He came from a family of painters and was probably well established when he was recruited by Baron Langsdorff to join an expedition travelling to Brazil (see under this authors name). He parted company with Langsdorff in Rio de Janeiro and set out on his travels by himself. The itinerary of Rugendas travels in Brazil is unknown but we know from his drawings that he visited the principal states from north to the south and stayed in Minas Geraes. He returned to Europe in 1825 and lived in Paris, Rome and the South of Italy. In 1831 he began another voyage to Mexico, California, Peru, Bolivia, Chile and the Rio de la Plata. On his return journey he stayed in Rio de Janeiro for almost a year. He was living in Württemberg, at Weilheim, in 1847 and died there in 1858. Rugendas published many drawings of Mexico in the work of Sartorius. He left a vast collection of drawings and numerous oil paintings, portraits, etc. made of the many places in which he stayed. They were scattered in museums and private collections. In 1928 the Brazilian painter, W. Rodrigues, bought a collection of some hundred drawings from the Bavarian Museum and sold them to collectors of Brazil and Argentina. The Voyage pittoresque dans le Brésil was published in 1835 while Rugendas was absent from Europe. A selection of a hundred drawings from the numerous ones made on the spot were lithographed by the famous press of Engelmann. It seems it did not take particular care in writing the exact title of the original drawings. Alfredo de Carvalho noted that plate 30 from Section 1 (View of Olinda) and plate 29 from Section 3 (Mass at Candelaria Church at Pernanbuco) do not depict the places indicated in the title. Probably other mistakes exist in the location of other places. Two editions of the work were published, one with a French text and other in German, both simultaneously in 1835. The text is not by Rugendas himself, however, but was written by V. A. Huber and others from the artist's letters and notes. The French text is a translation made by Colbery. The is not without value despite the romantic outpouring in many pages which has nothing to do with the main subject, but it does not reach the standard of the genuine documentary value of the plates, which are of utmost importance for the study of the Brazilian life at the beginning of the nineteenth century. The work was published in twenty fascicles priced at 240 francs. An issue on China paper (for the plates only) was sold at 300 francs. Shortly after publication prices began to fall and a large number of copies remained unsold. Before the First World War the book dealer Chadenat, of Paris, charged 150 francs only for a China paper copy bound in half morocco. An ordinary copy was priced 100 francs. Only in recent years, after the Second World War, has Rugendas' work become priced and prices have increased accordingly. Today it is an expensive work. »

Borba de Moraes 1983, Tomo II, pag. 754: 36x26 cm; 51 pp. (text in 2 columns, 40 lithographs):

Referência: 1404JC088
Local: M-10-A-08


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