RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
 
   

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GONÇALVES NETO. (Estevão) MISSAL PONTIFICAL.

Pontificales Missae ex missali romano, iuxta decretum sacrosancti Concilij Tridentini restituto. 1610. Paris. Macia & Cie 1873-1876.  

De 45x32 cm. Com 48 fólios sem numeração.

Encadernação com lombada e cantos em pele, com nervos e ferros a ouro na lombada, o título gravado também a ouro na pasta anterior.

Ilustrado com o fac-simile integral e em tamanho real [?] da obra, impresso em cromolitografias de grande qualidade e beleza, que reproduzem rigorosamente o original, realizadas por F. Appel. 

Muito rara e valiosa. BNP não regista exemplares desta obra. Foi publicada em 12 fascículos, editados trimestralmente. O editor visitou o Brasil em 1874, para publicitar a sua obra e, nessa época, tinha já os três primeiros fascículos prontos. 

O presente exemplar não possui a pequena brochura com textos explicativos do editor que costuma estar acondicionada numa bolsa na pasta posterior.  

Edição fac-similada deste precioso Missal que foi executado entre os anos de 1610 e 1622. Obra notável pela perfeição das suas iluminuras. O original tem 44 folhas de pergaminho fino, ilustradas desde a primeira à ultima. Säo 11 as estampas grandes. A beleza das tarjas que ornam todas as páginas do texto é admirável. Ganhou repercussão internacional em fins do século XIX, ao ser exibido na Exposição Universal de Paris de 1867, e está na origem do estatuto de génio que hoje se atribui ao autor.

Era sobre o Missal de Estêväo Gonçalves que juravam os nossos reis quando eram aclamados e os príncipes herdeiros, quando prestavam juramento perante as artes.

Estêvão Gonçalves Neto (? - Viseu, Julho de 1627).  Terá começado a trabalhar como iluminador cerca de 1604. desempenhou os seguintes cargos eclesiásticos: Reitor e abade da Igreja de Santa Maria Madalena de Cerejo, concelho de Pinhel, distrito da Guarda, lugar de que tomou posse em 3 de maio de 1613, em 1618 tornou-se cónego da Sé de Viseu, com metade do rendimento e, em 8 de Outubro de 1622, acedeu á dignidade de cónego ocupando a vaga de Cristovão de Mesquita.

Pintor iluminador, trabalhou essencialmente sobre papel e pergaminho, ganhando nome com a obra Missal Pontifical, encomenda do bispo de Viseu, hoje na posse da Academia das Ciências de Lisboa. “É a obra mais importante da história da iluminura em Portugal”, segundo a opinião do investigador Miguel Soromenho. É também autor de mais outras iluminuras em folhas soltas, que se conservam no Museu Nacional de Arte Antiga e na posse de coleccionadores privados. Em 2016 o Museu Nacional de Arte Antiga realizou uma exposição com o significativo título: Estevão Gonçalves: O Último Iluminador.  

Estêvão Gonçalves Neto terá aprendido em Lisboa os rudimentos da sua arte, possivelmente com Francisco de Holanda, uma das figuras destacadas do Renascimento português e coloca-se a hipótese de ter estudado no Mosteiro do Escorial, que na época tinha uma das mais importantes escolas de iluminura.

Ref. José Feliciano de Castilho. Estudo sobre o Missal Estevão Gonçalves. Tipografia Americana. Rio de Janeiro. 1874.

 Inocêncio V, 191.  

Referência: 1204JC027
Local: M-grande formato-4/5


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