RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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MENDES CORREIA. (António) ULTRAMAR PORTUGUÊS.

I - SÍNTESE DA ÁFRICA. II - ILHAS DE CABO VERDE. Por António Mendes Corrêa Professor da Universidade do Porto, Director da Escola Superior Colonial, Presidente da Junta das Missões Geográficas e de Investigações Coloniais. Divisão de Publicações e Biblioteca. Agência Geral das Colónias. Lisboa. 1949 e 1954. Obra em 2 volumes. De 23x16 cm. Com 400 e 261 pags. Brochados. Profusamente ilustrados com fotogravuras, mapas, gráficos, e gravuras extra-texto a cores.

A obra sintetiza o panorama geográfico, humano e antropológico das colónias portuguesas sob uma perspetiva científica e ideológica alinhada com o Estado Novo. No Volume I (Síntese da África), o autor aborda a geografia física, as características biológicas e étnicas das populações locais, a demografia e a administração dos territórios continentais africanos. No Volume II (Ilhas de Cabo Verde), o foco direciona-se exclusivamente para o arquipélago, analisando a sua formação geológica, o clima, a antropologia física dos habitantes, a estrutura social e a evolução demográfica das ilhas.

O contexto ideológico de O Ultramar Português insere-se na consolidação do 'nacionalismo imperial' e na propaganda colonial promovida pelo regime do Estado Novo. Publicada numa época de crescente pressão internacional do pós-guerra e de afirmação dos movimentos de descolonização, a obra de António Mendes Correia serviu um propósito político muito claro: utilizar a ciência para justificar a permanência de Portugal em África.

António Mendes Correia (1888–1960) foi um eminente antropólogo, médico e professor universitário português, reconhecido como uma das figuras mais influentes da ciência e do pensamento colonial do século XX em Portugal. Licenciado em Medicina pela Universidade do Porto, onde fundou o Instituto de Antropologia e se tornou professor catedrático, dedicou a sua carreira ao estudo da antropologia física, pré-história e etnografia. O seu prestígio académico levou-o a exercer cargos de grande relevância política e institucional durante o Estado Novo, destacando-se como diretor da Escola Superior Colonial, presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa e deputado à Assembleia Nacional. Ao longo da sua vasta obra científica, procurou conciliar o rigor da investigação biológica e etnográfica com a legitimação ideológica do projeto imperial português, deixando uma marca profunda no estudo das populações do ultramar.


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Referência: 1202CC142
Local: I-29-C-31


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