RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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MENASSEH BEN ISRAEL, Hacham. THESOVRO DOS DINIM

Que o povo de Israel, he obrigado saber, e observar. Composto por... Amsterdam. 5470 [1710].

In 8.º (18x12 cm) com (v)-201-(iv) fólios.

Encadernação da época inteira de pele, com nervos e ferros a ouro na lombada.

2ª edição raríssima do único tratado de leis e costumes hebraicos, escrito em língua portuguesa e impresso para uso dos judeus sefarditas portugueses.

Frontispício gravado. Contém rosto próprio para a Parte Terceira ("Das festas e jejuns, de todo o anno, que o povo de Israel he obrigado a guardar"); e para a última parte ("Na qual se comtem todos os preceitos, ritos e cerimonias que tocão a huma perfeyta ECONOMICA Dedicada aos muy nobres e magnificos Senhores Abraham e Ishak Israel Pereyra").

Parte 1: Tratado de madrugar pella menham e outras circunstancias. - F. [1]-21 . - Parte 2: Em que se comprende a forma de observa[n]cia de todos os preceitos morays da divina Ley, a que todo ô Israelita he obrigado. - F. 22-53 . - Parte 3: Das sestas e jejuns, de todo o anno, que o povo de Israel he obrigado guardar. - F. 54-116 . - Parte 4: Das Comidas licitas, e illicitas : com as bençoens, e circunstancias tocantes a esta materia. - F. 117-148 . - Parte 5: Na qual se comtem todos os preceitos, ritos e ceremonias que tocaõ a huma perfeyta Economia. - F. 149-201

Menasseh ben Israel nasceu em Lisboa em 1604 e muito jovem foi para Amesterdão com seu pai, Joseph ben Israel. Em 1622 foi nomeado professor da comunidade judaica portuguesa e quatro anos depois fundou a primeira tipografia hebraica em Amesterdão; imprimindo pequenos (mas valiosos) livros em Português, Espanhol e Hebraico. Também teve uma contribuição decisiva na reabertura da Inglaterra aos judeus, impedidos de aí entrar desde a época do Rei Eduardo I. Viajou pessoalmente a Londres e manteve conversações com Cromwell que lhe deu uma pensão honorífica da qual nunca usufruiu, pois morreu no regresso em 1658. Menasseh foi retrato por Rembrandt.

BNP: Segundo bibliografia o texto é igual ao da 1a ed. publicada em 1645-47

 Very rare 2nd edition of the only treatise on Hebrew laws and customs written in Portuguese and printed for the Portuguese Sephardic communities in Northern Europe.

Treasure of Jewish Laws that the people of Israel must know and observe composed by Rabbi Hacham Menasseh ben Israel in Amsterdam, the 1st edition was published in 1647 and this 2nd edition in 1710.

In 8. º (18x12 cm) (v) -201 - (iv) folios.

Binding: Contemporary full calf with raised bands and gilt tools on spine. Edges slightly worn.

Engraved frontispiece. Contains title page to Third Part (Of feasts and fasts throughout the year, the people of Israel must know and observe) and the Last part (in which contains all the provisions, rites and ceremonies concerning a perfect economy dedicated to the very noble and magnificent lords Abraham and Ishak Israel Pereyra).

MENASSEH BEN ISRAEL was born in Lisbon in 1604. At a very young age he went to Amsterdam with his father, Joseph ben Israel, and became a disciple of Haham Yshac Uziel. In 1622 he was appointed professor of the Portuguese Jewish community in Amsterdam and, four years later, he founded the first Hebraic typography in Amsterdam; printing small books in Portuguese, Spanish, and Hebrew. Menasseh had a decisive contribution in reopening England to the Jewish people, closed since the time of King Edward I. He personally went to London and had talks with Cromwell who gave him a honorific pension he never took profit of. Menasseh died in 1658 after having returned from London. His portrait was painted by Rembrandt.

Inocêncio VI, 211. "In a book dealer which trade was new and old books, I found a complete copy of the Treasure. I"ve never seen another. "

NUC NM 160507

BMC 151, 428

Palau 162813

Kayserling 69

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Inocêncio VI, 211. “Num livreiro, cujo principal commercio tem sido de livros antigos e usados encontrei, ha alguns annos, um exemplar completo do Thesouro dos dizimos [erro do impressor: Dinim] pelo qual elle pediu 36$000 réis, e creio que vendeu por essa quantia, pouco mais ou menos. Nunca vi outro.”

'MENASSES ou MENASSEH BEN ISRAEL, judeu portuguez, natural de Lisboa, d"onde se evadiu com seu pae para Amsterdam, fugindo as perseguições da Inquisição. Annos depois passou a Inglaterra, e a final retirouse para Middelburg, e ahi morreu aos cincoenta e tres annos de edade no de 1659. Foi proclamado por seus contemporaneos como o mais douto e illustrado entre todos os rabbis, ou doutores israelitas d"aquelle seculo. Vej. os elogios que lhe teceram varios auctores e criticos, e juntamente algumas noticias da sua vida na Memoria de Antonio Ribeiro dos Sanctos, inserta nas de Litteratura da Academia, tomo III, pag. 334 e seguintes. Entre o grande numero de obras que compoz em varios idiomas, cujos titulos podem verse no logar citado, e na Bibl. de Barbosa, contamse os seguintes, escriptos em portuguez: 1651)  Thesouro dos Dinim (ou Ritos) que o povo de Israel é obrigado saber e observar. (Amsterdam.) Por Eliahu Aboab 5405 (1645) 8.ºContém 1.,2.ª, 3.ª e 4.ª partes, ou livros. 1653) Thesouro dos Dinim, ultima parte, na qual se contêm todos os preceitos, ritos e cerimonial que tocam a uma perfeita Economica. Dedicados aos mui nobres e magnificos senhores Abrahão e Ishak Israel Pereyra. Amsterdam, na Offic. de Joseph ben Israel, seu filho, 5407 (1647). 8.ºAo rosto seguese a dedicatoria (datada de Amsterdam a 12 de Tamuz 5407), um prologo ao leitor, e outro Ás mui nobres e honestissimas senhoras de sua nação portugueza o que tudo occupa 14 paginas sem numeração, vem depois a obra, dividida em tres tractados: 1.º do matrimonio (que é subdividido em duas partes, uma da parte conjugal da casa, outra da mulher casada, viuva, cunhada e repudiada) com quarenta e dous capitulos; 2.° da parte paternal, nove capitulos; 3.ª da parte senhorial e possessoria, treze capitulos. Occupa tudo 210 pag., a que se segue a taboada ou indice íinal, erratas e notas em oito pag. innumeradas. O n.º 1652 de que parece existirem duas ou tres edições (só não é que da parte dos bibliographos tenha havido equivoco, ou confusão ao descreverem esta rarissíma obra) é com effeito um verdadeiro thesouro para aquelles em cuja graça foi escripto. É um compendio da Misnah, em que se explicam os vestidos, orações, bençãos, festividades, jejuns, viandas licitas e vedadas, finalmente todos os ritos e ceremonias dos judeus. O supracitado Isaac da Costa possuia na sua bibliotheca exemplares dos n.º 1652 e 1653 os quaes se acham mencionados no respectivo Catalogo, a pag. 86, sob n.os 2303 e 2304 com a nota de extremamente raros. E mais possuia da ultima parte (n.º 1653) outro exemplar de edição diversa, sem designação de logar, nem de anno da impressão. Do mesmo n.º 1653 ha, ou houve também um exemplar na Bibl. Real (hoje Imperial) de París, como constava do seu Catalogo impresso, a pag. 73. 212 Como specimen da linguagem e estylo d"este livro, e pelas curiosas noticias bibliographicas que o auctor de si nos dá, transcreverei aqui um dos seus prologos, conservadas escrupulosamente as palavras escriptas taes quaes, com a propria, bem que irregular orthographia: « MENASSEH BEN ISRAEL AO LECTOR.» « Auendo o famoso e invictissimo capitão David, alcançado aquella cõmemoravel victoria contra os Amalequitas, presagio infalivel do futuro, conta a S. S. ². immediatamente o fez a saber a todos os seus confederados e amigos; e repartindo entre elles o despojo, lhes mandou dizer Eys aqui a vos donativo. Desta sorte eu, Lector amigo, avendo dado fim a esta empreza, não menos difficultosa já a minha rude pena (por as infinitas e trabalhosas ocupaçoens que me molestaõ) como aquella á lança de David, julguey a precisa obrigação fazerto saber, entendendo, celebraras, como zeloso o assumpto: pois oje perdida a Monarchia, estas são as mais heroycas empresas, e difficultosas conquistas, que de nos se podem esperar em nossa humilde fortuna. E do mesmo modo que gratissimamente forão recebidos os despojos de David, assi espero que estes ritos sagrados, alcancem geral aplauso; a imitação do mesmo David, o qual dezia gozoso eu sobre teu dito como se achasse hÞ despojo grande. «Este he Lector, o onzeno liuro que ey escrito; alem de mais de 450. Predicações cõ summo aplauso aceitas de 25. annos. a esta parte que gozo a dignidade de Haham de Kaal. E mays de 300 Epistolas escritas a varios letrados e senhores, sobre muy diversas e difficultosas questoens. Tenho tamb¤ entre mãos as seguintes obras. 1. A terceyra parte de nosso Conciliador. 2 Notas sobre todas as obras de Flavio Josepho. 3. A Biblioteca Sacra, de todos os livros que ate agora se estamparão entre os nossos, tempo, e juizo. 4. Da divinidade da Ley de Moseh contra Atheistas. 5. Finalmente a historia de todos nossos successos, de dõde acabou Josepho ate nossos tempos: liuros em os quaes ponho todos meus estudos, e ². o mundo esta ha muytos dias esperando. E porque summamente dezejo dallas á luz, e as grandes e molestas ocupaçoens, tanto geraes como particulares, me privão este intento, fasso saber a os presentes, e a todos a quem chegar esta nossa, que se ouver pessoa, ou pessoas que queirão assistir e ajudar este pensamento, que estou pronto hilas dando a luz anualmente, de que não só lhes resultara grãde nome, e gloria, mas também nas ediçoens avansarão largamente o espendido. E sejame licito dizer, que não se achara para este effeito facilmente, não que tenha noticia de mais liuros, nem conhecimento de dez linguas como eu. Porque deixando isto a parte, se ao Altissimo Senhor, for isto agradavel, eu espero deparara algum meyo conviniente. Entre tanto zeloso Lector, ajuda este intento com a benevola aceitação de quem se occupa em teu seruiço, porque fazendo o, eu ficarey animado, e tu compriras cõ o que deues a tua obrigação. Vale.» Em Lisboa havia um exemplar de toda a obra na copiosissima livraria do extincto convento de S. Francisco da cidade. E para os que n"isto por qualquer modo se interessarem, darei aqui noticia de dous exemplares conhecidos de outras obras do auctor, posto que escriptos em lingua castelhana, mas preciosos egualmente pela raridade.'

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Barbosa Machado III, 457: «MENASSES BEN ISRAEL, nasceu em Lisboa no ano de 1604, fendo filho de Jozé Ben Israel professor dos delírios do Talmud, em que foi por ele instruído, e tanto se adiantou neste estudo a sua compreensão, que passando a Amesterdão, quando contava 18 anos de idade substituiu a Cadeira da Sinagoga, que possuía Isac Usiali, e a conservou pelo espaço de doze anos com grande aplauso da sua eloquente literatura. Contraiu familiar comércio com os Varões mais eruditos do seu tempo como eram Vóssio, Grócio, e Barleus […] Cultivou os estudos Teológicos, e Escriturários, pelo tempo de trinta e finco anos, e vendo que deles não colhia o fruto que desejava se aplicou a exercitar o negocio, com que sustentava a sua Família, sendo a sua Consorte portuguesa, e descendente da celebre prosápia dos Abarbaneis naturais de Lisboa […] Querendo introduzir em Inglaterra aos professores do Talmud passou a Londres a tempo que o astuto, e pérfido Cromwel era Protector da nova Republica, que fe levantara pela detestável morte de Carlos I. executada a 9 de Fevereiro de 1649 com eterna infâmia da Nação Inglesa, e foi recebido com afectuosas demonstrações pelo Tirano Cromwel, e todo o Parlamento em quem residia a potestade suprema. Para publicar as suas obras erigiu na própria casa uma Oficina Tipográfica, onde não fomente imprimia vários tratados que tinha composto, como também de outros Autores fendo os principais livros que falirão desta Oficina três Bíblias Hebraicas nos anos de 1631. 1635, e 1659. Foi herdeiro deita Oficina seu filho Samuel, e nela imprimia varias obras póstumas de seu Pai. Faleceu no ano de 1659, como escreve Kenig. […] Para infalível certeza de que Menasses Ben Israel foi Português, e não Espanhol, como escrevem todos, que dele fizeram menção, basta a sua própria confissão expressada na congratulação, que ele recitou na Sinagoga de Amsterdão no ano de 1652, em que a foi visitar o Príncipe de Orange Federico Henrique, com a Sereníssima Rainha de Inglaterra D. Henriqueta Maria, dizendo. Vê-se resplandecer em V. A. primeiramente a virtude da justiça pois com ela junto com os mui altos, e poderosos afiados das Provindas unidas se sustenta, e governa esta nobilissima Republica, tanto que sem alguma queixa, antes com universal amor leva V. A. trás fi todos os ânimos; e do fruto, e beneficio desta justiça nos também os Lusitanos podemos testificar, pois privados da nossa liberdade, e despidos dos próprios bens fugindo ao grémio, e amparo de V. A. viemos, fomos defendidos, e juntamente com os mais gomamos da liberdade dessas terras. […] Compôs Biblia Espanola. Foi por sua diligência reimpressa. Amsterdam por Gillis Joost anno do mundo 5390, e de Christo 1630. […] Pentateucho vertido do Hebraico em Castelhano. Amfterdaõ 1646. »

 

Referência: 1112CS005
Local: M-9-C-29


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