RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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BOMBARDA. (Miguel) A SCIENCIA E O JESUITISMO.

Réplica a um padre sábio por… sócio effectivo da Academia Real das Sciencias lente de Physiologia da Escola Medica de Lisboa Director do Hospital de Alienados em Rilhafolles. Parceria Antonio Maria Pereira (Livraria Editora). Lisboa. 1900.

De 23x15 cm. Com [viii], 191, [vii] págs. Brochado. Ilustrado em extratexto com a gravura de um auto-de-fé no verso da folha de anterrosto e um retrato.

Obra de polémica em que o autor replica à obra do Padre da Companhia de Jesus, Manuel Fernandes de Santana, publicada no Correio Nacional a partir de 22 de Abril de 1899, em que este Jesuíta atacava a obra de Miguel Bombarda, Consciência e Livre Arbitrío, publicada em 1898. Os artigos do Padre Jesuíta começaram a ser publicados em livro, tendo saído o 1º volume em 1900, com o título: O Materialismo em Face da Ciência.

A polémica entre os dois intelectuais exprimia o radicalismo de discursos opostos que emergiam de duas visões do mundo antagónicas: Miguel Bombarda ao assumir uma concepção monista do universo contrariava o conservadorismo ideológico sustentado pelos pensadores católicos. Por isso, a Igreja recorreu ao desafio lançado pelo materialismo de Bombarda através de um dos seus membros mais esclarecidos, o jesuíta Manuel Fernandes Santana.

Miguel Bombarda influenciado pelos pensadores materialistas – Haeckel, Molescholt, Verworn, Vogt, Buchner e Darwin – utilizava os seus conhecimentos para fundamentar a sua teorização sobre as origens da vida, a auto-suficiência da matéria, a consciência do homem e a moral. Ao assumir a ideia de ciência e ao acreditar na obtenção da verdade científica por via racional, contestava as visões ideológicas do universo. Contudo, o determinismo cósmico anulava - a nosso ver - a ideia de liberdade já que o ser humano ficava desprovido da capacidade de orientação da sua actividade. Por isso, a submissão do homem a um causalismo cego e a rejeição do livre-arbítrio levavam Bombarda a eliminar, em certa medida, o valor do homem e da liberdade. Assim, aprisionava o indivíduo nas malhas de um universo fechado, subordinado à fatalidade de um movimento fenoménico predeterminado por um causalismo imanentista.

Ao monismo de Miguel Bombarda, opôs o padre Manuel Fernandes Santana uma concepção dualista do cosmos. Para ele, a ordem do fora pré-estabelecida por Deus e a matéria, o movimento, as energias cósmicas e a sua orientação inicial encontravam a sua explicação última no supremo arquitecto que o concebera. Nesta perspectiva, o sacerdote recusava o materialismo mecanicista e reafirmava a doutrina católica consubstanciada numa visão que radicava numa ligação entre o corpo e a alma. Criado à imagem e semelhança de Deus, o homem tinha capacidade para agir sobre o mundo que o rodeava. Desta forma, Fernandes Santana refutava o determinismo sustentado por Miguel Bombarda, mas caía numa concepção dualista sem qualquer base científica».

Vítor Neto - Miguel Bombarda e Manuel Fernandes Santana um confronto de ideias. Imprensa da Universidade de Coimbra. 2006.

Padre Manuel Fernandes de Santana (1864 - 1910) da Companhia de Jesus, naturalista, seguidor de Haeckel. Fundou em 1902 a Associação Promotora da Instrução e Educação Popular, depois transformada, em 1907, na Liga de Acção Social Cristã.

Miguel Augusto Bombarda (Rio de Janeiro 1851 - Lisboa 1910) médico, cientista, professor e político republicano português. Foi professor da Escola Médico-Cirúrgica, director do Hospital de Rilhafoles. É autor de várias dezenas de livros e cerca de quinhentos artigos.

Inocêncio, XVII, 42

Referência: 1107JC116
Local: I-11-C-25


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