RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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COSTA E SILVA. (Joseph Maria da) ISABEL, OU A HEROINA DE ARAGOM,

poema de… Lisboa, na Impressão Régia. 1832.

De 15x11 cm. Com xv-143 págs.

Encadernação da época inteira de pele marmoreada, com ferros a ouro e rótulo verde na lombada.

Ilustrado com um retrato litografado do autor da autoria de Sendim.

Inocêncio V, 27: “Ao poema (que consta de seis cantos, e foi a primeira tentativa do poeta no genero chamado romantico), segue se um poemeto intitulado a Visom, e outras poesias miudas. Costa e Silva pretendeu, talvez caprichosamente, renovar n'esta obra as desinencias em om, usadas pelos nossos mais antigos escriptores, e que ainda foram empregadas por Pedro de Andrade Caminha no seculo XVI, e introduzir outras innovações orthographicas, que não foram bem acceitas, e deram occasião a que alguns criticos se divertissem á custa do innovador.

Natural de Lisboa, e nascido em 1788. Estudou com aproveitamento a grammatica e lingua latina lingua grega; rhetorica; philosophia racional e e theologia com os padres da Congregação do Oratorio de Lisboa. Destinava se ao estudo da medicina, sciencia de sua particular predilecção; porém circumstancias de familia obstaram a que realisasse aquelle projecto. Começou desde a adolescencia a cultivar a poesia, e tinha, segundo elle affirma, dezesepte annos quando compoz o seu poema intitulado o Passeio. Pelo mesmo tempo consta que escrevêra algumas tragedias, porém foi pouco feliz n'esses ensaios.

De genio algum tanto taciturno, caracter indolente e desambicioso, e por natureza avêsso a qualquer subjeição ou constrangimento, havia em si uma formal negação para o exercicio de cargos publicos; Como occupação mais independente e analoga aos seus habitos deu se a escrever para o theatro, e d'ahi tirou por mais de vinte annos os recursos para a sua parca sustentação, fazendo representar n'esse intervalo mais de duzentos dramas imitados, ou traduzidos de diversas linguas, entre elles alguns originaes, e uma immensidade de elogios dramaticos, genero que andava n'aquelle tempo muito em voga.

No principio de 1834 foi convidado para redigir a Chronica Constitucional de Lisboa, e desempenhou este encargo durante alguns mezes, se não me engano até que este jornal passou a intitular se Gazeta Official do Governo. Em 1836 alguns seus amigos, que eram então vereadores da Camara Municipal de Lisboa, lembraram se de premiar o seu merito litterario, e de proporcionar lhe mais azada subsistencia, conferindo lhe, sem que o requeresse, o logar de Director da secretaria da mesma Camara: serviu como tal durante alguns annos, até que vagando o logar d'Escrivão da municipalidade, para elle foi nomeado.

Atacado de molestia subita, expirou quasi de repente na manhã de 25 de Abril de 1854. Foi sepultado no cemiterio dos Prazeres. Legou por unica herança a seus filhos a reputação de homem probo, desinteressado e verdadeiro cultor das letras. Os seus bens todos consistiam, na pequena livraria do seu uso, constante de uns mil e seiscentos volumes, quasi todos de obras poeticas em diversas linguas, a qual foi vendida não sem alguma difficuldade”.

Referência: 1106JC187
Local: I-37-F-4


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