RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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MANUSCRITO. REGULA FRATRUM REGULArium Ordinis dominini nostri Iesu Christi, ex magna Regula gloriosi patris Benedicti desumpta.

[Regra dos Monges da Ordem de Cristo, extraída e baseda na Magna Ordem de S. Bento, manuscrita em pergaminho do final do século xv ou inicio do século xvi]

In 4.º 24x17 cm. Com [ii], 48, [vi] fólios.

Encadernação da época inteira de pele sobre tábuas de madeira com ferros (florão e cercadura) a ouro em ambas as pastas, cansadas, e com fechos metálicos. Ilustrado com capitulares e algumas passagens redigidas a vermelho. Os últimos 6 fólios sem numeração apresentam uma “tabella temporia litterarii Martyrologii” e um cerimonial com as indicações em português e as orações e cantos em latim.

Manuscrito português do final do século XVI, redigido em latim sobre pergaminho, posterior à “desmilitarização” da ordem no ano de 1529, “quando a comunidade viria a sofrer uma reforma imposta pela Coroa, que encarregou (1529) o antigo provincial dos Jerónimos, Frei António de Lisboa, de fazer respeitar a observância da Regra de Calatravra. O Prior e os freires, que se tinham oposto ao projecto, foram colocados em igrejas da Ordem, sendo substituídos por 12 noviços (1532), que se sujeitaram a uma regra reformada, e obrigados a viver como monges de clausura” [Vasconcelos e Sousa, Ordens Religiosas em Portugal das origens a Trento, pag. 499]. Concordante com a leitura do final da introdução epistolar do documento: “omniaque verba qua a nobis latine sunt reddita, consona esse ijsdim qua in vulgari sermone à frate Alfonso Provinciali Jeronimiano, et nuper ex decreto summi Pontifiis Gregorii XIII, confirmata sunt.”: 'todas as palavras em latim são traduzidas por nós em linguagem vulgar de acordo com o Irmão Afonso e Provincial da Ordem dos Jerónimos, e confirmadas por decreto do Sumo Pontífice Gregório XIII.' [Papa desde 1572 até à data da sua morte].

Contém, pela mesma mão do texto, notas marginais manuscritas remetendo esta regra resumida para a Grande Regra (Magna Regula) de São Bento.

Apresenta manuseamento e notas coevas de diferentes mãos. Contém uma “Forma Absolutionis” manuscrita nas folhas de guarda com cariz apócrifo, e a introdução epistolar “Obsernatissimis fratribus, ordinis domini nostri Iesu Christi”, ou dedicação, redigida nas primeiros 2 fólios numerados, contextualizando a razão pela qual foi executado este documento: “Illud etiam Observatione dignu duxi: mi hoc nomime (Prior nimirum) usu fuisse, quod omnibus (quib uis ordine praeficiuntur) communius vidi batur: licit in Conventu Tomeriensi, cum consuetudini cum etiam statutis”.

ORDEM DE CRISTO: Fundada pela Bula Ad ea ex quibus de João XXIII (14-3-1319) em resultado de uma longa negociação sobre o destino dos bens do Templo (Templários) em Portugal. Tendo-se evitado, em 1312, quando se extinguiu a Ordem do Templo, que os seus bens na Península fossem entregues aos Hospitalários, o monarca português insistiu (1313-1318) no vínculo dos Templários ao serviço do rei à defesa do reino. Talvez influenciado pela solução encontrada em Aragão, com a criação da Ordem de Montesa, optou por suplicar (1318) a criação de uma nova milícia de Cristo, sediada em Castro Marim junto à fronteira marítima com as terras dos mouros. Com recurso às novas soluções técnicas trazidas da Palestina, ergueu-se em Tomar o castelo (1160-1171), por certo pensado para albergar o convento da Ordem. Foi construída uma igreja poligonal, a charola, que seguia de perto a igreja do Santo Sepulcro. Igreja dotada de um selo próprio (1181) e por vezes citada como o mosteiro da Ordem (1209) devia hospedar uma comunidade numerosa, ainda que não se conheça a sua dimensão efectiva. Talvez não andasse longe de 30 professos, como mais tarde sucederia com o convento da Ordem de Cristo.

Regra de S. Bento, abreviada, adaptada e acrescentada a partir da Regra Maior, conforme título no terceiro fólio: 'REGULA FRATRUM REGULArium Ordinis dominini nostri Iesu Christi, ex magna Regula gloriosi patris Benedicti desumpta': Regra dos Freires Regulares da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo resumida da Grande Regra do glorioso padre São Bento.

 Rule of the Regular Friars of the Order of our Lord Jesus Christ, abridged from the Great Rule of the glorious father Saint Benedict.

In 4º (24x17 cm) with [ii], 48 [vi] folios.

Binding: contemporary goat skin over wooden boards, worn out and bumped at corners. Gilt with a decorative super-libris on in both folders. Furniture with metal clasps. Capital letters written in red. Last 6 unnumbered folios have a add on “tabella temporia litterarii Martyrologii” and a ceremonial with Portuguese and Latin chants and prayers.

Portuguese manuscript written in Latin, on parchment, of the late 16th century, after the 'demilitarization' of the Military Order of Christ, in 1529, 'when the community went into a reform imposed by the Crown, who commissioned (1529) the Jeronimites Friars and the Provincial Father Antonio de Lisboa, to enforce the observance of the Rule of Calatravra. The Prior and friars who opposed the project were placed in churches of the Order, being replaced by 12 novices (1532), which have been forced to live like cloistered monks” [in Vasconcelos e Sousa, Ordens Religiosas em Portugal das origens a Trento, pag. 499].

In accordance we find at the epistolary introduction of this document: “all Latin words would translated in vulgar language, according to Brother Alphonsus and Provincial of the Order of Jerónimos, and confirmed by decree of Pope Gregory XIII. [Pope from 1572 until his death].

ORDER OF CHRIST: Founded by Bula Ad ea ex Quibus of Pope John XXIII (14-3-1319) as a result of long negotiations over the assets of the Order of the Temple (Templars) in Portugal. In 1312, when the Order of the Temple was abolished its goods were intended to be handed over to the Order of the Hospital. The Portuguese monarch insisted (1313-1318) in the bond of the Templars to the service of the king and protection of the kingdom. Perhaps influenced by the solution found in the kingdom of Aragon - with the creation of the Order of Montesa - he opted to plead (1318) the creation of a new militia of Christ, based in Castro Marim near the maritime border with the lands of the Moors. The castle in Tomar (1160-1171) was built with use of new technical solutions brought from Palestine, and became residence of the first masters of the Order. A polygonal church was built - the Charola (or rotunda) – a copy of the Church of the Holy Sepulchre, in Jerusalem. The Church had his own seal (1181) and was referred to as the monastery of the Order (1209). It hosted a community - even though we do not know their actual size - maybe not far from 30 friars, as later in the convent of the Order of Christ.[in Vasconcelos e Sousa, Ordens Religiosas em Portugal das origens a Trento, pag. 465-499].

Referência: 1103CS042
Local: M-9-B-32


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