RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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LAVANHA. (João Baptista) NOBILIARIO DE D. PEDRO CONDE DE BARCELOS HIJO DEL REY D. DIONIS DE PORTVGAL.

ORDENADO Y ILVSTRADO COM NOTAS Y INDICES POR IVAN BAVTISTA LAVAÑA CORONISTA MAYOR DEL REYNO DE PORTVGAL. En Roma por Estevan Paolmio MDCXL. [1640]

In fólio de 40x27,5 cm. Com frontispício gravado, [xii], 402, [xxxvi] págs.

Junto com: SELVA REAL.

Barbosa Machado II, 600. “Consta de diversas Arvores Genealogicas de muitos Reys, e grandes da Europa abertas em primorosas laminas de cobre, que se conservão no Archivo Real as quais mandou Carlos II. dar a D. Luiz Salazar de Castro seu Bibliothecario, famoso Genealogista da nossa idade, como escreve Frankeneau Bib. Hisp. Gen. Herald. Pag. 211.”

Encadernação da época em pergaminho rígido, com ferros a ouro e título também a ouro em rótulo vermelho na lombada.

Raríssima colecção de 22 gravuras que ficaram por terminar devido ao falecimento do autor.

Inocêncio III, 307. “D. PEDRO, Conde de Barcellos, filho natural d"el rei D. Diniz, havido em D. Gracia, senhora da ribeira de Sacavem. Seu pae lhe conferiu o titulo de conde, e o cargo de Alferes mór do reino em o 1.º de Março de 1304. Foi casado, segundo alguns, até tres vezes, e de nenhuma de suas mulheres houve descendencia. Morreu em 1354. Dizem as chronicas antigas, que era de estatura mais que agigantada, pois media onze palmos e meio, isto é, noventa e duas pollegadas (!!!), noticia que o abbade Barbosa com a sua habitual ingenuidade nos transmitte como certa e indubitavel.

O Nobiliario que se lhe attribue, e de que existe no Archivo Nacional da Torre de Tombo uma copia que se julga do seculo XV, foi publicado na forma em que o dispozera e coordenara João Baptista Lavanha, com o titulo seguinte: Nobiliario de D. Pedro, conde de Bracelos (sic), hijo delrey D. Dionis de Portugal. Ordenado y ilustrado con notas y indices, por Juan Bautista Lavaña, coronista mayor del reyno de Portugal. En Roma, por Estevan Paolinio 1640. Fol. gr. de XII (innumeradas) 402 pag., a que se seguem os indices dos titulos, dos appellidos e dos nomes proprios das pessoas conteúdas no Nobiliario. Com uma bella estampa emblematica no frontispicio, a qual todavia falta ás vezes nos exemplares.

Posto que o titulo seja em castelhano, o livro é escripto em linguagem portugueza, com excepção das notas marginaes de Lavanha, que são tambem em hespanhol. Impressas no mesmo formato costumam andar annexas, e enquadernadas juntamente no proprio volume Notas de Felix Machado da Costa e Silva, marquez de Monte bello, de pag. 1 a 20 ditas de Alvaro Ferreira de Vera, de pag. 21 a 32 ditas de Manuel de Faria e Sousa, de pag. 32 a 46: seguindo se tres indices de appellidos e solares, respectivamente relativos a cada uma d"estas series de notas.

Creio que o referido Lavanha fez, além desta edição portugueza, outra toda em castelhano, e d"ella me parece haver visto em tempo um exemplar: porém não estou de presente habilitado para particularisar mais este ponto.

Manuel de Faria e Sousa traduziu tambem á sua parte o Nobiliario, e o publicou com o titulo seguinte: Nobiliario de D. Pedro, conde de Barcelos, etc. Traduzido y ilustrado por Manuel de Faria y Sousa. Madrid, por Alonso de Paredes 1646. Fol. de 725 paginas. Esta edição foi sempre bibliographicamente mui menos estimada que a de Roma, cujos exemplares se vendiam de ordinario por 12:000 réis, ao passo que os da de Madrid creio não excederam jámais a 4:000 réis. Lavanha coordenando o Nobiliario, na fórma em que sahiu á luz quinze annos depois da sua morte, por diligencia de D. Manuel de Moura Corte real, marquez de Castello Rodrigo (vej. no Diccionario tomo III, o n.º J, 405), não só alterou consideravelmente o contexto da obra em muitos logares, com liberdade indesculpavel, mas supprimiu de todo os titulos 1.º e 2.º, e os primeiros quinze paragraphos do 3.º, taes como estavam no original de que se serviu, que era, segundo elle diz, «copia authentica do que se guardava na Torre do Tombo de Lisboa».

Desde muito tempo haviam os criticos reconhecido que essa mesma copia existente na Torre do Tombo estava mui longe de poder julgar se conforme ao texto primitivo do conde de Barcellos. Faria e Sousa assim o confessa na sua traducção, da mesma opinião e o Marquez de Alegrete, e outros academicos seus collegas na Academia Real de Historia. Tractou mais de espaço este ponto D. José Barbosa no Catalogo das Rainhas de Portugal, pag. 222 a 230 e ultimamente o outro benemerito theatino D. Thomás Caetano de Bem, nas suas Mem. Hist. e Chron. dos Clerigos regulares, antiloquio ao tomo II, pag. XXXIII a XXXIII fez largas e eruditas considerações sobre o assumpto, pondo em evidencia os anachronismos e erros palpaveis, e mostrando com argumentos concludentes que a obra fôra addicionada em uns logares e deturpada n"outros, á vontade de seus incognitos continuadores. Á parte as adulterações, todos concordavam em conceder de bom grado ao Conde de Barcellos as honras da paternidade do famoso livro, a ponto de que o citado Marquez de Alegrete falando do conde D. Pedro o proclama em termos absolutos: no mais antigo historiador que tem Portugal, e o mais antigo e auctorisado genealogico (excepção feita aos sagrados) que tem o mundo erudito».

Porém o sr. A. Herculano em uma Memoria sobre a origem provavel dos livros de Linhagens, lida na Acad. das Sciencias em 1853 e inserta no tomo I, parte I das respectivas Memorias (Nova serie, classe 2.ª), de pag. 35 a 47, fundamenta sobre factos e raciocinios de grande peso uma conclusão totalmente opposta. Segundo elle «O livro das linhagens, chamado do conde D. Pedro, é o livro não de um homem, mas sim de um povo, e de uma epocha: é uma especie de registo aristocratico, cuja origem se vai perder nas trevas que cercam o berço da monarchia... E talvez no estado em que hoje o vemos, seja aquelle a quem se attribue o que n"elle tenha mais diminuto quinhão». Mais tarde, o nosso illustre academico reforçou esta opinião, adduzindo novos argumentos para corroboral a na doutissima prefação por elle collocada á frente dos Livros de Linhagens, que formam o segundo e terceiro fasciculos da collecção Portugaliæ Monumenta Historica, vol. I (Scriptores), impressos em 1860 e 1861. Ahi é que de pag. 230 a 390 apparece pela primeira vez publicado, na sua integra, segundo se affirma, e conforme em tudo ao codice existente no Archivo Nacional, o Nobiliario attribuido ao Conde de Barcellos, mui diverso das mutiladas e infieis edições de Lavanha e Faria.

Como especie que poderá ser de algum proveito para os que se dedicarem a este genero de estudos, e tiverem meios de emprehender a confrontação que hoje se torna mais facil, indicarei aqui a existencia de tres transumptos do mesmo Nobiliario que mereciam talvez ser examinados. Seja o primeiro um que existe na Livraria da Acad. R. de Historia de Madrid, com a numeração C 9, pertencente n"outro tempo ao celebre genealogico D. Luis de Salazar e Castro. «copiado (segundo se diz) dos codices mais antigos, e muito differente da edição de Roma». O segundo, outro no mesmo local, numerado R 59, que fôra egualmente de Salazar, e contém muitas emendas e correcções, como de quem se propunha publical o assim reformado. Tambem differe consideravelmente da edição de Lavanha. Ambas estas copias são de letra do seculo XVII. O terceiro é o que se conserva na Bibliotheca Imperial de Paris com a indicação Sr. Gn. n.º 1585 (apontado no Manuel de Bibliogr. Univ. da collecção Roret, tomo II, pag. 506). Diz se ser «copia feita sobre o original da Torre do Tombo de Lisboa, de Julho a Novembro de 1606». E baste por agora quanto ao Nobiliario.”

Barbosa Machado, II 598. “JOÃO BAPTISTA LAVANHA, Cavalleiro da Ordem de Christo, Cosmographo-mór do reino, e Chronista-mór de Portugal. N. em Lisboa, de certo antes de 1555, por ser n"esse anno que faleceu seu pae. M. em Madrid em 1625, sendo então de edade mui provecta, segundo diz Barbosa. Nobiliario de D. Pedro, conde de Barcellos, hijo del Rey D. Dionis de Portugal ordenado y illustrado con notas y indices, etc. Roma, 1640. (Barbosa tem, por erro typographico, 1740.) fol.gr. (V. D. Pedro, Conde de Barcellos.). O Nobiliario foi publicado depois da morte de Lavanha por D. Manuel de Moura Côrte-real, marquez de Castello-Rodrigo, servindo-se para isso de uma copia, que se guardava no mosteiro do Escurial. O autographo de Lavanha, diz Barbosa que existia na livraria do Marquez de Gouvêa, depois Duque d"Aveiro justiçado em 14 de Janeiro de 1759 como conspirador contra a pessoa d"el-rei D. José. Pela confiscação da casa d"este fidalgo deveria passar o dito autographo para a Bibl. Real, onde não sei se com effeito existe, ou não. Diz-se que differia em alguns pontos da copia que sahiu impressa.”

 Contains 2 works in 1 volume. Good copy with generous margins fine engraved full page allegorical frontispiece [with shortened title showing the Greek goddesses Athena and Minerva obviously drawing up the genealogical history of Portuguese Kings in front of an Egyptian Temple, witnessed by Hermes and Poseidon]. Text printed in columns inside frames dividing the metal-types. Manuscript title-page to the work coming together: SELVA REAL (a follow-up addenda with the genealogical charts to the Lavanha’s royal Iberian genealogy “NOBILIARIO DE D. PEDRO”). Binding: contemporary full hard vellum with ties. Professionally restored with recent antique endpapers. Text and plates are generally in good condition, but with few leaves slightly browned, occasional foxing, some water-stains in the fore-edge, and occasional thumbed. The most valuable edition of the NOBILIARIO, printed in Rome. The front page of the SELVA REAL [meaning forest of royal genealogical trees], written in contemporary French: «S’ENSUIVANT | Les Arbres Genealogiques des Princes | Don’t le Roy Philippe IV | possede les Estats, dressez par | Jean Baptiste Lavaña maistre | aux Mathematiques de sa Mãté [Magesté] | et illustrateur du predecent Nobiliaire du Conte Don Pedro | inserez par le mesme Lavaña dans le Livre non imprimé, qu’il | composa sur ce subjet pour le mesme Roy Philippe IV. intitulé | El Libro del Rey, ou Le Livre du Roy, conservé en Bibli | otheque particuliere de sa Magesté au Palais de Madrid, lequel | j’ai vu en original et qui eu de la grandeur de tous ce Volume. | Jules Chiflu abbé de Balerne.» [underlined in the original handwritten title-page].

Followed by: Family Trees of Princes from whom King Philip IV owns the Estates, made by Jean Baptiste Lavaña master of Mathematics for his Magesty and illustrator of the previous Nobililiario de Don Pedro and inserted in the same unprinted Book of Lavaña that he wrote on the subject to the same King Philip IV and entitled El Libro del Rey, or King"s Book, kept in the private Library of His Magesty, in his Palace of Madrid, from which I saw the original that had the same size of the present volume. [Signed] Jules Chiflu Abbot of Balerne”. Dom Pedro de Barcelos [Earl Peter of Barcelos], son of King Dinis [Dionisios] of Portugal, and grandson of King Alfonse X of Spain is considered the oldest historian in Portugal, and in Spain, by having the authorship of the oldest genealogical book. Inocencio III, 307. "Herculano [the most oustanding historian of the XIXth century] wrote a memoir about the probable origin of this lineage book, presented to the Royal Academy of Sciences of Lisbon, in 1853, and inserted a text in Volume I. According to him "The Book of Lineages, called “of Conde D. Pedro” [Earl Peter of Barcelos] is not a single man’s book, but a book produced during a long period of time. It is a kind of an aristocratic register, whose origin is lost in the darkness of time and about the genesis and birthplaces of the monarchy (excluding the Holy Scriptures)... and maybe in the shape in which we see it [D. Pedro] the author ascribed nowadays has the smallest share on it”. Barbosa Machado II 598. "The Nobiliario was published after the death of Lavanha. D. Manuel de Moura Corte-Real, Marquis de Castello-Rodrigo, using a copy which was kept in the monastery of the Escorial. Autograph of Lavaña, Barbosa says that existed in the library of Marquez de Gouveia, then Duke of Aveiro (executed on January 14, 1759 as a conspirator against the King D. Joseph) and then confiscated from the house of this gentleman. It is said that it had some different points from the copies printed”. As we mentioned previously this copy of the NOBILIARIO is coming together with SELVA REAL. (Barbosa Machado II, 600). "It consists of several family trees of many kings and of Royal European Families in exquisite plates of copper, which are preserved at Real Archivo by order of Charles II of Spain. They were given to D. Luiz Castro Salazar, his librarian, famous genealogist of our age, as it is written by Frankeneau, in Bib. Hisp. Gen. Herald. Pag. 211".

Referência: 1006CS001
Local: M-8-A-3


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